Reportagem

Genes são responsáveis por metade da inteligência, afirmam cientistas

Estudos descobriram que a genética e o meio ambiente desempenham um papel no nível de inteligência de uma pessoa. Em um estudo publicado na revista Molecular Psychiatry, os pesquisadores descobriram que mais da metade das diferenças de inteligência entre os indivíduos se deve aos genes de cada pessoa. O estudo foi realizado por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Edimburgo, Universidade de Göttingen, e do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano na Alemanha, que analisou o impacto de variantes genéticas raras para os níveis de inteligência das pessoas. Na condução do estudo, a equipe de pesquisa analisou milhares de marcadores genéticos no DNA de 20.000 indivíduos para encontrar sinais relacionados com o quociente de inteligência (QI). A equipe usou dois métodos estatísticos para determinar quanto impacto as variantes genéticas raras tinham na inteligência.

Os resultados do estudo revelaram que mais da metade da diferença de inteligência entre as pessoas se deve ao efeito combinado de variantes genéticas raras e comuns, embora genes raros sejam cobertos por uma quantidade desproporcional de inteligência em comparação com variantes genéticas mais comuns. Além disso, descobriu-se que, além dos genes, acredita-se que os fatores ambientais produzem um grande impacto na inteligência de um indivíduo. Os fatores ambientais incluem parentalidade, nutrição e exposição a produtos químicos no útero.

“Combinando o efeito de variantes raras e comuns, mais de 50% das diferenças de inteligência entre as pessoas podem ser atribuídas a seus genes”, disse David Hill, principal autor do estudo.

No outro estudo, publicado na revista Psychological Bulletin, descobriu-se que o QI herdado pode ser melhorado na primeira infância porque o meio ambiente e a educação são importantes.

O estudo foi conduzido por uma equipe de cientistas da Universidade Rutgers. Na condução do estudo, a equipe realizou uma revisão integrativa de estudos recentes sobre a natureza da inteligência humana. É a interação genética-ambiental que é o mestre de cerimônias”, disse Louis Matzel, professor de psicologia na Escola de Artes e Ciências da Rutgers-New Brunswick.

Os cientistas acreditam que seu estudo destaca a importância de como as crianças são educadas, pois seu QI herdado pode melhorar, particularmente durante a primeira infância, com o tipo certo de estímulo e atenção.

“Por meio de interações e correlações com o meio ambiente, as influências genéticas podem ser expressas de formas totalmente diferentes, e as influências ambientais são muito mais poderosas do que muitos cientistas acreditam”, disse o psicólogo Bruno Sauce, da Universidade Rutgers.

Os autores do estudo observaram que o traço da inteligência geralmente é de 0,8 e é muito hereditário, mas também pode ser tão baixo quanto 0,3. Isso significa que a inteligência ainda pode ser melhorada. O QI herdado e o ambiente funcionam juntos no estabelecimento da inteligência de uma pessoa.

Aurelio Barbato

Aurélio Barbato é Administrador de Empresas e Economista, formado pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado especializado em Economia Sustentável, coordenou atividades, temas, discussões de políticas públicas e eventos importantes no setor da indústria eletroeletrônica. Para falar comigo envie um e-mail para aureliogestaoestrategica.com.br

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