Meio Ambiente

O VERDE E A PSEUDOCIÊNCIA DO CLIMA DO CO2

Todos querem que suas cidades tenham muito verde e isso é salutar, pois a vegetação traz inúmeros benefícios para pessoas e ambientes. Estudos mostram, por exemplo, que em grandes parques bem arborizados a temperatura do ar chega a ser de 4 a 10 ºC menor em relação às temperaturas dos grandes centros de concreto e veículos. Mas, os parques não podem ser muito fechados por árvores, pois no interior de florestas densas a temperatura e a umidade são mais altas do que as de fora das mesmas.

Como em tudo na vida, nisso também é preciso equilíbrio, aliás, a felicidade está no equilíbrio. Por exemplo, se aumentássemos excessivamente a vegetação em uma determinada cidade isto aumentaria muito a sua umidade e poderíamos transformar o lugar em uma pequena Amazônia. Isto já acontece naturalmente em algumas cidades brasileiras. A sensação térmica de um lugar muito úmido é maior do que a de um lugar seco. Por exemplo, para a temperatura de 37 ºC e umidade de 80% da Amazônia a sensação térmica (aproximada) é equivalente a 59 ºC. Já para a mesma temperatura de 37 ºC do interior do nordeste em tempo seco e com umidade de 20%, a sensação térmica é aproximadamente igual a 34 ºC. Portanto, vemos que a umidade pode ser um fator mais importante do que a temperatura para o clima e para o conforto térmico. E como demonstrei ineditamente nos meus respectivos artigos internacionais, além da sensação térmica, também há outra influência causada pela umidade. É que a maior umidade gera maior inércia térmica do ar bem como maior cobertura de nuvens que “fecha” o céu e com isso reduz a ventilação do lugar, assim como reduzimos ou eliminamos o vento sobre alguma coisa quando a tampamos e, então, o ar fica abafado. E nuvens não contêm e não são aumentadas apenas por água (a qual pode ser aumentada na atmosfera por certas atividades humanas), mas os núcleos das gotas das nuvens contêm partículas que podem ser de poeira, de indústrias, de termoelétricas, de queimadas e também biológicas da vegetação.

CLIMA DO CO2

CLIMA DO CO2

Como consequência do conhecimento do Novo Ciclo Hidrológico verifica-se que tais partículas em excesso podem criar uma barreira “sólida” no ar e gerar menos chuvas e mais secas.

No artigo “Evaporation and the Planet demonstro matematicamente que a atmosfera da Amazônia é mais quente do que a do Saara. Apesar das temperaturas do Saara serrem bem mais altas (50-60 ºC) do que as da Amazônia durante o dia, à noite as temperaturas daquele deserto chegam até a menos de zero grau. Nas noites de céu limpo do interior do nordeste brasileiro também acontece uma diminuição expressiva das temperaturas, por causa da irradiação noturna de calor do solo para o céu sem nuvens. A temperatura de céu limpo chega a ser 20 ºC menor do que a temperatura ambiente. Aquela população, inclusive, tem o costume de colocar ao relento água em jarros de barro para resfriá-lá durante à noite. A inércia térmica e a cobertura de nuvens, ambas causadas pelo vapor d’água, funcionam como um cobertor e mantêm temperaturas semelhantes durante o dia e noite porque impedem a perda de calor do solo para o céu por irradiação noturna bem como a ventilação fica escassa para remover o calor do ar. Ou seja, o vapor d’água e as nuvens são fatores extremamente importantes em relação aos múltiplos comportamentos dos parâmetros atmosféricos e às variações do clima e do conforto térmico.

Desta forma, se o ser humano tem capacidade de aumentar a cobertura de nuvens e também de reduzi-la através de certas atividades, ele pode “fechar”, umidificar, deixar o ar abafado e secar mais o ambiente, conforme as condições, causando, portanto, mudanças climáticas.

Assim, vemos que são inúmeros os fatores que afetam o clima, mas a pseudociência só fala no CO2, no seu efeito estufa e na sua radiação e simplesmente elimina o vapor d’água da atmosfera, usando para tanto um errôneo conceito empírico chamado “feedback”. Mas, mesmo querendo eliminar o vapor d’água, este gás continua na atmosfera e influenciando o clima de várias maneiras. Essa pseudociência é extremamente limitada no entendimento dos diversos fatores que afetam o funcionamento da atmosfera e o comportamento do ar e, mesmo assim, continua comandando o mundo sem provar nada e nada acontece, pois para ela basta falar.

Essa turma atribui tudo que é aquecimento e/ou consequência climática ao efeito estufa causado pelo CO2 e sua radiação e não diz nada além disso, mas como já sabemos e além de tudo não é assim. Além disso, a turma da pseudociêrncia mede oficialmente o CO2 somente no Havaí, um lugar recheado de vulcões em atividade que soltam toneladas de gás carbônico a todo instante para a atmosfera e mesmo assim diz que tal valor vale para todo o planeta. Mas, é fácil perceber que o CO2 não tem esse valor único sabendo-se que os níveis desse gás sobre a Amazônia são muito maiores do que os níveis dele sobre o Saara, por causa da vegetação. Assim, os menores níveis de CO2 do Saara não são responsáveis pelas maiores temperaturas daquele deserto bem como os maiores níveis de CO2 sobre a Amazônia não são responsáveis pelas menores temperaturas daquela floresta comparativamente ao Saara. Com isso, derruba-se facilmente o “achismo” ou imposição da pseudociência de que esse gás tem distribuição homogênea no planeta e que é responsável por tremendo aquecimento do ar e mudanças climáticas.

ERNANI SARTORI

Cientista

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Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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