Meio Ambiente

Eucalipto: Descubra os benefícios, mitos e verdades (Recomendado)

O eucalipto é um libertador da preocupação, da melancolia e da tristeza

Tradicional óleo essencial, de ação descongestionante e expectorante acentuada, é usado para tratar gripes, resfriados, bronquites, tosse e peito congestionado, assim como é muito usado para combater malária, cólera e tifo.

Por suas propriedades bactericida, virótica e anti-séptica, é um óleo muito utilizado em ambientes onde há pessoas doentes, por ajudar a manter o espaço físico protegido e arejado contra os germes; tem grande poder desinfetante, principalmente em períodos de doenças contagiosas, para prevenir que a contaminação se espalhe.

Os aborígenes nativos da Austrália, fazem uso deste precioso curador da natureza, o  Eucalipto, para tratar e curar todo e qualquer tipo de ferimento de pele como: feridas infeccionadas, queimaduras e picadas de insetos, assim como para  tratar das febres, inclusive a malária; é conhecido como a “árvore da febre” (indicado para febre com calafrios)  e  também a “árvore das cascas”.

As propriedades analgésica e anti-espasmódica deste óleo o habilitam como remédio para tratar e aliviar as dores musculares.

Cirurgiões que praticam a medicina tradicional do Ocidente descobriram, neste óleo, um excelente produto de ação anti-séptica, para ser usado em processo cirúrgico  das cavidades, na prevenção de infecção e contaminação hospitalar por bactérias.

Eucalipto
Eucalipto

Cirurgiões dentistas também fazem uso das propriedades do Eucalipto, quando estão a tratar de cáries nos dentes, para ajudar a eliminar as bactérias e fortalecer a saúde bucal.

Na Índia, o Eucalipto é muito usado para conter e combater doenças contagiosas, assim como tratar a febre.

Por sua propriedade descongestionante, é indicado para aliviar condições respiratórias deficientes, limpar o muco, aliviar o peso da cabeça, especialmente  em períodos de gripes e resfriados.

De efeito refrescante no sistema nervoso, é uma escolha muito apropriada  para tratar do cansaço mental,  falta de concentração, dores de cabeça causadas por tensão mental, neuralgia  e debilidade em geral.

Exerce propriedades diurética e anti-séptica no sistema geniturinário; age no processo de cura em casos de infecção urinaria e cistite; ajuda a aliviar o inchaço, em casos de retenção de líquidos.

Repelente da natureza, age contra o ataque de mosquitos, pernilongos, borrachudos e pulgas.

Como rubefaciente, atua muito bem para aliviar os sintomas de reumatismo, artrite e circulação fraca.

De acordo com a tradicional medicina chinesa, o Eucalipto é excepcional para limpar fleuma e calor dos pulmões. Isto o faz uma boa indicação para combate a ataques de gripes, resfriados, garganta inflamada, sinusite e bronquite crônica.

É classificado como tônico da energia Qi dos pulmões − energia vital − melhora as funções respiratórias e promove a boa absorção do oxigênio pelos glóbulos vermelhos.

O Eucalipto dissipa sentimentos negativos, associados com situações do passado que não deram certo, oferece “espaço interno” para respirarmos e nos libertarmos de velhos medos.

Indicado para pessoas que se sentem cercadas ou oprimidas pelas circunstâncias da vida, em casa, no trabalho ou na sociedade em que vivem e anseiam por liberdade, novas experiências de vida, mas não ousam agir, por excesso de precaução, hábitos repetitivos, medo ou excessiva responsabilidade, evitando a criação de situações que proporcionem liberdade, para buscar novas experiências. Estimula o ânimo e a coragem para agir positivamente.

Vera Lúcia Guedes ONeill – aromaterapeuta.

Outras informações

Eucalipto (do grego, eu + καλύπτω = “bem coberto”) é a designação vulgar das várias espécies vegetais do género Eucalyptus, ainda que o nome se aplique a outros géneros de mirtáceas, nomeadamente dos géneros Corymbia eAngophora. São, em termos gerais, árvores e, em alguns raros casos, arbustos, nativas da Oceania, onde constituem, de longe o género dominante da flora.

O género inclui mais de 700 espécies, quase todas originárias da Austrália, existindo apenas um pequeno número de espécies próprias dos territórios vizinhos da Nova Guiné e Indonésia, e mais uma espécie (a mais setentrional) no sul das Filipinas. Adaptados a praticamente todas as condições climáticas, os eucaliptos caracterizam a paisagem da Oceania de uma forma que não é comparável a qualquer outra espécie, noutro continente.

Flor

A primeira descrição botânica do género foi da responsabilidade do botânico francês Charles Louis L’Héritier de Brutelle, em 1788. O nome do seu género, que poderia ser traduzido do grego como “boa cobertura” faz referência à capa ouopérculo que cobre os órgãos reprodutores da flor, até que cai e os deixa a descoberto. Este opérculo é formado por pétalas modificadas. De facto, o poder atractivo da sua flor deve-se à exuberante colecção de estames que cada uma apresenta, e não às pétalas, como acontece com muitas plantas. Os frutos são lenhosos, de forma vagamente cónica, contendo válvulas que se abrem para libertar as sementes .

Folha

Quase todos os eucaliptos têm folhagem persistente, ainda que algumas espécies tropicais percam as suas folhas no final da época seca. Tal como outras mirtáceas, as folhas de eucalipto estão cobertas de glândulas que segregam óleo – este género botânico é, aliás, pródigo na sua produção. Muitas espécies apresentam, aindadimorfismo foliar. Quando jovens, as suas folhas são opostas, de ovais a arredondadas e, ocasionalmente, sem pecíolo.

Depois de um a dois anos de crescimento, a maior parte das espécies passa a apresentar folhas alternadas, lanceoladas a falciformes (com forma semelhante a uma foice), estreitas e pendidas a partir de longos pecíolo. Contudo, existem várias espécies, como a Eucalyptus melanophloia e a Eucalyptus setosa que mantêm a forma juvenil ao longo da sua vida.

As folhas adultas da maioria das espécies, bem como, em alguns casos, as folhas juvenis, são iguais nas duas páginas do limbo, não existindo a habitual distinção, nas folhas, de página superior e página inferior. A maior parte das espécies não floresce enquanto a folhagem adulta não aparece. A Eucalyptus cinerea e a Eucalyptus perriniana constituem duas das raras excepções.

Casca (súber)

O súber, ou casca da árvore, tem um ciclo de permanência anual, podendo as várias espécies de eucalipto agruparem-se segundo a sua aparência. Nas árvores de casca lisa, cai praticamente toda a casca, deixando uma superfície de textura plana, por vezes manchada de várias cores. Nas árvores de casca rugosa, o ritidoma persiste agarrado ao caule enquanto vai secando lentamente. Muitas árvores, contudo, apresentam diferenciação a este nível, com casca lisa no topo e casca rugosa na base do tronco. De entre as árvores de casca rugosa, podemos distinguir:

  • De casca fendida – que apresenta longas fibras que se podem destacar em peças compridas. Apresenta ritidoma espesso e com textura esponjosa.
  • De casca dura – de aspecto rugoso e profundamente fendido, o seu ritidoma aparece geralmente saturado de umaresina exsudada pela planta que lhe dá uma coloração vermelho escura ou mesmo negra.
  • Tesseladas – com a casca fragmentada em flocos distintos, formando mosaico. Os fragmentos, que vão caindo com o tempo, têm semelhança com a cortiça.
  • Em cofre – composto por fibras de curta dimensão. Apresentando, algumas, tesselação.
  • Em faixa – em que a casca sai em longas e estreitas peças, ainda que aderentes em determinadas partes do caule. Podem aparecer na forma de longas faixas, fitas resistentes ou em pedaços que encaracolam.

Eucaliptos no Brasil

Foi implantado no Brasil em 1909 pelo engenheiro agrônomo Edmundo Navarro de Andrade, então funcionário da Cia. Paulista. No Brasil existem extensas áreas plantadas, sobretudo, no Estado de Minas Gerais, que possui cerca de 2% do seu território ocupados com eucaliptos. Um dos grandes municípios produtores do país, que há mais de trinta anos desenvolve a silvicultura, é o município mineiro deItamarandiba. Atualmente esta cidade é um dentre os diversos pólos da produção de mudas clonais de Minas Gerais e do Brasil.[1]

Géneros relacionados

Um pequeno género botânico de árvores similares, Angophora, conhecido desde o século XVIII, tem vindo a ser considerado, desde 1995, graças a evidências principalmente genéticas, um género mais próximo de algumas espécies que pertenciam género Eucalyptus, pelo que se decidiu criar o género Corymbia. Ainda que em géneros separados, os três grupos estão intimamente relacionados a nível genético, pelo que é perfeitamente aceitável que sejam vulgarmente designados como eucaliptos.

Algumas das suas espécies foram exportadas para outros continentes onde têm ganho uma importância económica relevante, devido ao facto de crescerem rapidamente e serem muito utilizadas para produzir pasta de celulose, usada no fabrico de papel,carvão vegetal e madeira. Alguns defendem que a plantação de eucaliptos permite evitar o corte e abate de espécies nativas, para tais fins, pelo que seriam uma opção adequada a terras degradadas, promovendo-se a economia onde são cultivadas. Contudo, o assunto mantém-se polémico.

Uma das espécies mais comuns, na Península Ibérica, é o Eucalyptus globulus. NaAmérica do Sul existem também extensas plantações das espécies E. urophylla e E. grandis.

Polémica

O E. globulus foi introduzido na Califórnia em meados do século XIX, estando presente em muitos dos parques citadinos deSan Francisco e noutras cidades do litoral daquele estado. A partir do seu uso como ornamental, naturalizou-se, sendo hoje considerado uma espécie invasora devido à sua capacidade para se implantar rapidamente nos habitats de clima mediterrânico da região, substituindo a vegetação nativa[2] . Nesse sentido, tem-se vindo a proceder na Califórnia à sua completa erradicação do solo.

Também em Portugal esta árvore se comporta como uma espécie invasora embora nenhuma medida de erradicação tenha sido levada a cabo sobretudo devido ao valor económico da espécie. Contudo, dado que o eucalipto consegue absorver grandes quantidades de água no verão, apresenta vantagem competitiva sobre as demais espécies vegetais, com consequências nefastas para a biodiversidade das florestas. Outra polémica em torno desta espécie prende-se com os fogos florestais, um flagelo recorrente em Portugal na época de verão. De facto os eucaliptos encontram-se entre as espécies que mais iniciam e propagam fogos florestais, e, simultaneamente, fazem parte das espécies mais resistentes ao fogo [3] . É possível que em Portugal muitos dos fogos florestais suspeitos de serem originados por queimadas ou incêndios criminosos sejam na realidade resultado da auto-combustão dos óleos voláteis libertados pelo eucalipto, especialmente nos dias de calor mais intenso e nos locais com maior concentração de eucaliptos.

Eucaliptos na cultura

As “coolibah trees”, referidas na famosa canção tradicional australiana Waltzing Matilda, são eucaliptos das espécies Eucalyptus coolabah e Eucalyptus microtheca.

 

Tags
Ler matéria completa

Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro.
Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável.
Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer!

Para falar comigo, entre em contato pelo email:
contato@meioambienterio.com

Related Articles

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close

Adblock Detected

Please consider supporting us by disabling your ad blocker