Meio Ambiente

Dia de Campo mostra potencial genético de cultivares de arroz e tecnologias de manejo sustentáveis

O dia de campo institucional do arroz irrigado se realizou nesta manhã do dia 10, nos campos experimentais da Embrapa Clima Temperado (Pelotas,RS) direcionado a um público especializado em orizicultura, oriundo da Metade Sul do Estado. Entre as tecnologias de manejo da cultura do arroz, disponibilizadas no evento, foram apresentadas cultivares com grande potencial como a BRS Pampa, já adotada pela indústria arrozeira, e a BRS Pampeira, um lançamento recente.

O pesquisador Ariano Martins de Magalhães Júnior, da equipe do arroz, coordenou a manhã de campo na Estação Experimental de Terras Baixas (ETB), no Capão do Leão,RS. Ao abrir o evento, explicou que a motivação da pesquisa feita pela Embrapa está em buscar a qualidade de grãos em função das intensas exigências do mercado. Por isso, a novidade do Dia de Campo concentrou-se especialmente nas cultivares e suas características que podem se adequar a diferentes perfis de orizicultores. “Nosso papel como melhoristas está em apresentar cultivares cada vez mais afinadas com as características regionais”, enfatizou. Ele mencionou a boa aceitação da BRS Pampa pela indústria arrozeira que tem indicado o produto para o setor produtivo como uma opção diferenciada. Apresentou ainda, a vitrine tecnológica do arroz, composta por diferentes cultivares e suas características: BRS Pampa, BRS Querência, BRS Atalanta, BRS Sinuelo CL, BRS AG e a BRS Pampeira aos participantes. Entre essas, mostrou um material em potencial, que está em testes, em função da inexistência de acamamento e e alta produtividade, a linhagem AB 10501.

Sobre a Pampa e a Pampeira

Como a BRS Pampa é vista pelo setor produtivo como um grão nobre, segundo Ariano, a BRS Pampeira representa a sua extensão. “Escolhemos um nome para a nova cultivar de ciclo mais longo, que fizesse referência”, comentou. Algumas vantagens são evidenciadas nestas duas cultivares como a resistência a doenças. “Elas são cultivares resistentes a brusone, requerem menos uso de fungicidas, portanto, são menos impactos econômicos e ambientais”, lembrou.

Para o pesquisador José Alberto Petrini, as duas cultivares foram o destaque da manhã de campo. Ele buscou avaliar os níveis de adubação entre elas, e mostrou dados que conferem à Pampeira uma possibilidade de suportar adubações mais altas, conferindo uma excelente produtividade. “Este trabalho também indica que podemos usar adubação de maneira racional”, disse.

Atualmente há 150 hectares de lavouras para produção de sementes da BRS Pampeira. Para a próxima safra 2016/2017, tudo indica, que esta cultivar já esteja sendo comercializada. “Temos uma expectativa que este novo material venha ocupar entre 40 e 50% das lavouras do estado do Rio Grande do Sul”, avaliou.

Os orizicultores interessados em adquirir sementes desses materiais genéticos poderão procurar o Escritório de Negócios do Capão do Leão, da Embrapa Produtos e Mercado. “Através de processo de seleção de produtores de sementes, realizado na safra passada, temos disponível quatro produtores licenciados para venda de sementes”, explicou o gerente do Escritório, Elbio Cardoso. De acordo com ele, há uma sinalização da oferta de grão nas lavouras gaúchas apartir de setembro deste ano.

Heraldo Murari é consultor de planejamento rural e veio de Bagé para buscar novas informações. “Sempre venho me aperfeiçoar por que são muitas técnicas que estão disponíveis”, falou. Já o orizicultor Frederico Menezes, do Rancho King – uma das propriedades que cultiva a BRS Pampa e a BRS Pampeira – participou com a intenção de compartilhar suas experiências de produção. “A BRS Pampeira enche os olhos”, destacou.

Participaram orizicultores parceiros licenciados de sementes, representantes do Irga, da Federarroz, acadêmicos e professores das Universidades e participantes vindos de Alegrete, Arroio Grande, Bagé, Camaquã, Mostardas, Pedras Altas, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar e Uruguaiana.

Estações

O Dia de Campo em Sistemas de Produção de Arroz Irrigado, apresentou estações que abordaram temas referentes ao melhoramento genético, através da apresentação da nova cultivar de arroz irrigado, a BRS Pampeira; o manejo integrado de pragas; o manejo da água e o uso racional de insumos. Os pesquisadores Ariano Martins de Magalhães Junior, André Andres, Cley Antunes, José Parfitt, José Alberto Petrini, Paulo Fagundes, Maria Laura Mattos, Silvio Steinmetz e Walkyria Scivittaro foram os responsáveis por apresentar estudos promissores.

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro.
Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável.
Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer!

Para falar comigo, entre em contato pelo email:
contato@meioambienterio.com

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