Meio Ambiente

Projeto incentiva a produção de medicamentos com ervas

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) articularam uma programação no município de Óbidos, no Oeste do Pará, para conhecer uma experiência de plantio e beneficiamento de plantas medicinais. A apresentação do projeto, que é da Diocese local, ocorreu ontem (17) e foi acompanhada pela diretora de Políticas para Mulheres Rurais do MDA, Célia Watanabe; pelo superintendente do Incra no Oeste do Pará, Claudinei Chalito; e por Dom Bernardo Johannes Bahlmann, bispo de Óbidos.

A visita de gestores do MDA e do Incra faz parte do planejamento para a execução do acordo de cooperação técnica assinado entre a autarquia e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em outubro do ano passado. A parceria prevê o fomento à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologias e inovações no uso sustentável da biodiversidade, em especial, de plantas medicinais e fitoterápicos, em associação com o público beneficiário da reforma agrária.

Na visita a Óbidos, Célia Watanabe e Claudinei Chalito conheceram o grupo de mulheres que atuam na Pastoral da Criança. Lá, ao menos, 100 mulheres trabalham diretamente com o plantio e o beneficiamento de ervas medicinais. Uma mini farmácia foi apresentada aos gestores do MDA/Incra.

Adriana do Carmo Soares, coordenadora da Pastoral da Criança, explicou que o trabalho com plantas medicinais envolve mulheres urbanas e rurais, que atendem em torno de três mil famílias anualmente. “A gente recomenda que cada voluntária tenha ervas medicinais em seu quintal para o momento da capacitação sobre remédios alternativos”. “A gente trabalha com hortelã, gengibre, eucalipto, folha da algodoeira, sucuba, mastruz”, complementou a coordenadora.

Célia Watanabe disse que foi um momento de conhecer as diferentes experiências dos biomas brasileiros com plantas medicinais. “Na parceria entre o Incra e a Fiocruz, buscamos potencializar o trabalho das mulheres rurais, sobretudo, das que estão em assentamentos da reforma agrária, mas do entorno também. O intuito é incentivar a produção de plantas medicinais em seus quintais produtivos. Da parte do MDA, acompanhamos a participação das mulheres rurais, de forma geral, para possibilitarmos alternativas que ampliem sua capacidade de produção e a autonomia econômica”, acrescentou.

Claudinei Chalito reforçou que o objetivo da visita a Óbidos foi identificar o potencial de trabalhos pré-existentes com plantas medicinais. Uma das alternativas discutidas pelo MDA/Incra para incrementar a parceria com a Fiocruz é a operacionalização do crédito Fomento Mulher, no valor de até R$ 3 mil, destinado à implantação de projeto produtivo sob responsabilidade da mulher titular do lote da reforma agrária.

“Para nós, é um trabalho muito importante, sobretudo, para fortalecer as mulheres e as famílias que vivem em nossas comunidades. Nós precisamos olhar com mais carinho para estas populações que vivem no meio rural. Estamos diante de possibilidades. Temos a vontade de trabalharmos juntos e vamos analisar, aos poucos, como podemos desenvolver”, comentou Dom Bernardo.

Toda a agenda de Célia Watanabe e Claudinei Chalito foi acompanhada por Dom Bernardo. Na oportunidade, ele apresentou os atuais projetos da Diocese de Óbidos, dentre os quais, aqueles com foco em populações rurais, como a Casa Familiar Rural, a Pastoral Social e a manutenção de uma área rural para fins de reflorestamento. quer atingir marca inédita de 100 milhões de MWh em 2016

Em 2013, melhor ano da história, usina entregou 98,6 milhões de MWh; produção do primeiro trimestre indica que meta é factível

A hidrelétrica de Itaipu poderá atingir neste ano uma marca inédita na história operativa da usina: a produção de 100 milhões de MWh/ano. A expectativa está apoiada na excelente produção verificada em 2016. De janeiro até 18 de março, a usina já produziu 21.948.281 MWh, 14% a mais que os 19.161.227 verificados no mesmo período de 2015 e 4,5% maior que os 20.997.660 gerados nessa mesma época em 2013. Este, aliás, foi o melhor ano da história de Itaipu, quando a hidrelétrica entregou 98,6 milhões de MWh.

Segundo o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, o empreendimento foi originalmente projetado para produzir 75 milhões de MWh por ano. “O esforço que se faz para manter todas as máquinas sempre operando, com cuidado para não desperdiçar água, é exatamente para tentar atingir essa soma maravilhosa de 100 milhões de MWh/ano”, disse o executivo à Agência CanalEnergia durante o 13º encontro Cultivando Água Boa, realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná.

Samek explicou que o alcance da meta, porém, depende de outros fatores externos a operação da hidrelétrica, como a afluência do rio Paraná, a disponibilidade dos sistemas de transmissão e o consumo do país. “Posso garantir que da parte de Itaipu, do posto de vista dos equipamentos, estamos prontos para fornecer”, disse o executivo. Em 2015, Itaipu produziu 89.215.404 MWh, 1,6 % mais que 2014, quando gerou 87.795.393 MWh.

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Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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