Meio Ambiente

Moveleiros e madeireiros reivindicam melhorias na malha rodoviária de SC

Logística de produtos de madeira e móveis para exportação fica gravemente comprometida devido à precariedade na infraestrutura das rodovias que cortam o estado

Autoridades, lideranças sindicais e empresariais estiveram reunidas nessa segunda-feira (21), em Chapecó, para o Fórum sobre Rodovias no Oeste Catarinense. O objetivo foi debater sobre o plano de concessão e duplicação proposto pelo Governo Federal e levantar proposições para a melhoria nas rodovias federais na região Oeste.

Na ocasião, o vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Mário Cézar de Aguiar, apresentou estudos logísticos e de viabilização realizados pela entidade, indicando que os custos com transporte representam 49% do valor de custos logísticos catarinenses. Com base em um PIB de R$ 1,83 trilhão estimado para 2017, a redução de 1 centavo no valor de custo logístico traria um lucro de R$1,83 bilhão por ano.

De acordo com as análises apresentadas nas reuniões da Câmara de Transporte e Logística a partir das demandas, dificuldades e cenários apresentados, a Fiesc dividiu os processos necessários para a área de infraestrutura de transporte e logística em quatro eixos: investimento, planejamento, política e gestão, logística empresarial. Com um valor de investimento de R$ 5,9 bilhões previsto pelo Governo Federal para vias rodoviárias no período de 2016 a 2019, a Fiesc apresentou um valor estimado de R$ 14,9 bilhões para o mesmo período, prevendo a ampliação, manutenção e restauração das vias rodoviária, aeroviária, aquaviária e ferroviária.

Aguiar também apontou que a implantação de pedágios deve ser feita com cautela, de modo que o ônus para o setor produtivo e sociedade não transpareça aos usuários com uma cobrança excessiva. “A concessão deve ser um benefício, de modo que otimize e garanta segurança no transporte para todo o Estado”, afirmou.

“As principais vias que escoam toda a produção oestina estão seriamente comprometidas, causando insegurança pelo crescimento no grau de periculosidade rodoviário de quem trafega pelo Estado e região. Além dos riscos, a precariedade da malha rodoviária resulta em atrasos para entrega de produtos e chegada de matérias-prima que dependam de vias terrestres. Os prejuízos alcançam a casa dos milhões”, explicou o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (SIMOVALE) e Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (AMOESC), Osni Verona.

O vice-presidente regional da Fiesc e da Amoesc/Simovale, Waldemar Schmitz, ressaltou que o Fórum vem ao encontro das reivindicações das entidades do Oeste. “Observamos uma série de fatores a serem melhorados a partir de uma leitura crítica da nossa atual situação logística. Santa Catarina não está tendo seu potencial reconhecido, por isso, todos os segmentos têm sido prejudicados – inclusive o de madeira e móveis, que apresenta um polo de grande significância no oeste. Estamos vivendo um momento crucial para o futuro da região oestina e o Fórum é um propulsor para a mobilização e cobrança de investimentos para que as indústrias regionais cresçam ao invés de se extinguirem”, assegurou.

A deputada estadual Luciane Carminatti coordenou um grupo de trabalho formado por várias entidades catarinenses e deputados que, juntos, cobraram no Ministério dos Transportes e na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mudanças nos processos de concessão e administração das BRs – principalmente a 282 e 470 – à iniciativa privada. “Chegamos a conclusão de que o oeste tem sido invisível aos olhos dos governos. Precisamos nos fazer ser ouvidos com o objetivo de fortalecer todo o Estado e, principalmente, integrar a região com os portos catarinenses”, enfatizou. Também atentou para o fato de que as discussões são para obras que serão concluídas para daqui um longo período e, portanto, precisam ser ampliadas prevendo suprir as insuficiências que ainda estão por vir.

A partir das discussões será formalizada a “Carta de Chapecó sobre Rodovias no Oeste Catarinense”, que será encaminhada como reivindicação às autoridades em Brasília. O presidente do Conselho das Entidades Empresariais de Chapecó (CEC), Clóvis Spohr, instigou os participantes a se comprometerem com a causa a fim de que as cobranças sejam feitas de forma homogênea e fundamentada, visando que os resultados sejam alcançados o mais rápido possível.

O Fórum sobre Rodovias no Oeste Catarinense foi promovido pelo CEC, com a participação da Fiesc e da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), com apoio da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic), da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e do Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom).

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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