Meio Ambiente

Páscoa: 73% apontam que valor está mais caro que 2015

Pesquisa realizada pelo PiniOn, plataforma crowndsourcing de pesquisas, com 3 mil usuários de todo o Brasil mostra que nesta Páscoa, a alta dos preços vem afetando os hábitos de consumo do brasileiro: dos 73% que afirmaram ter comprado produtos de chocolate em 2015, 47% afirmam que os produtos estão muito mais caros e 45% acham que estão apenas mais caros, em relação ao ano passado.

A média de gastos também está alta, os 16% que já compraram chocolates este ano gastaram em média R$ 91,76. Por conta dos preços, 9% disseram que pretendem abrir mão de algum gasto com comida ou viagens e entre esses, o principal corte deve ser o ovo de Páscoa, com 50% das respostas. Ainda assim, para 69% a melhor opção será substituir o ovo por algum outro produto de chocolate como barras, confeitos etc.

Apenas 16% dos respondentes pretendem viajar nesta Páscoa e para destinos nacionais (95%). O gasto médio de viagens deve ser R$ 554,22.

Ainda segundo o levantamento, 54% preferem realizar as compras em supermercados e hipermercados; 45% preferem em lojas especializadas em chocolate de marca própria; em média as pessoas devem comprar dois ovos de Páscoa este ano; 52% dos que ainda não tinham comprado nenhum item de chocolate, também não pretendem comprar; e o ovo mais caro comprado pelos respondentes, até a realização da pesquisa, custou em média R$ 44,72.

Recessão diminui o consumo de ovos na data

Já segundo levantamento da Fundação Procon de São Paulo, os preços dos ovos de Páscoa variam até 125,48%. Sendo que, na comparação da data comemorativa no ano anterior, em média houve um aumento de 30,75% nos preços dos ovos de chocolate.
Conforme Reginaldo Gonçalves, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (Fasm), o aumento dos juros e a inflação são um dos vilões que acabaram provocando o aumento dos preços. Na visão do contabilista, o Governo é um dos principais culpados pela situação que inviabilizará o consumo amplo de ovos de Páscoa.

– O aumento médio vai reduzir o consumo dos ovos de chocolate já que a subida dos preços e o desemprego acabam diminuindo a capacidade de compra. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a mudança da carga tributária que representava R$ 0,10 por kg de chocolate agora representa 5% da venda, sendo que, a média de tributos pagos no chocolate atinge aproximadamente 38,6%, prejudicando as compras – afirma o especialista.

Para driblar a crise, a indústria e o comércio varejista cada vez mais procuram meios criativos a fim de estimular a venda dos produtos.
Os estabelecimentos comerciais, incluindo supermercados e grandes redes varejistas, na busca de alternativas para manutenção das vendas, mesmo que sejam com preços menores, oferecem descontos, produtos com brindes, surpresas, brinquedos e muito mais. Para estimular a compra dos produtos, alguns estabelecimentos já praticam até mesmo o parcelamento em dez vezes.
Segundo ele, embora a alternativa seja viável para o comércio, com a economia combalida, o problema não é parcelamento, mas, os acontecimentos que podem decorrer com o consumidor após a compra, como endividamento e desemprego.
De acordo com o especialista, em um momento de recessão e inflação que estamos vivenciando, o mal do governo é não ter criatividade para minimizar o impacto negativo da arrecadação com estímulo das vendas. Ele salienta que é melhor reduzir tributos com a perspectiva de aumentar a arrecadação pelo volume de vendas, mas pelo menos arrecadar, do que não arrecadar.

Índice da Ceagesp indica peixes que tiveram queda de preços

Na hora de comprar peixes nesta Semana Santa, o consumidor deve ficar atento aos preços, além da sanidade. De acordo com o Índice de Preços Ceagesp de fevereiro, os pescados que tiveram as principais quedas de cotação foram lula (-22,2%), robalo (-21,3%), namorado (-17,1%) e abrótea (-4,3%). Essas cotações servem de parâmetro para o mercado nacional em setores como pescados, frutas, legumes, verduras e diversos.

A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulga seu índice de preços todos os meses. No mês passado, os pescados tiveram alta de 1,36%. As maiores elevações ficaram por conta da betarra (14,5%), do camarão ferro (13,5%), salmão (9,1%) e das anchovas (9%).
O Índice de Preços Ceagesp é o primeiro balizador de cotações de alimentos frescos no mercado. Trata-se de um indicador de variação dos valores praticados no atacado de frutas, legumes, verduras, pescado e diversos (alho, batata, cebola, coco seco e ovos).

Lançado em 2009, o levantamento é elaborado pela Seção de Economia e Desenvolvimento (Sedes) da Ceagesp. Os 150 itens que compõem a cesta de produtos são escolhidos pela importância dentro de cada setor e ponderados de acordo com a sua representatividade.

A Ceagesp tem a maior central de abastecimento de frutas, legumes, verduras, flores, pescados e diversos (alho, batata, cebola, coco seco e ovos) da América Latina: o Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), por onde circulam diariamente cerca de 50 mil pessoas e 12 mil veículos.

O Índice de Preços Ceagesp encerrou fevereiro com alta de 2,53%. No primeiro bimestre, a alta acumulada é de 5,46%. Legumes e verduras registraram ligeira retração. Os demais setores apresentaram elevação dos valores praticados.

Historicamente, janeiro e fevereiro contam com majorações de preços em razão, principalmente, do excesso de chuvas e altas temperaturas. Nesse início de ano, os problemas foram agravados pelas chuvas ocorridas no final de 2015.

Sobre o autor | Website

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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