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Estudo comprova que a poluição automotiva é um fator de risco ambiental para a doença de Alzheimer

A poluição do ar por automóveis pode causar sintomas semelhantes aos da doença de Alzheimer

Se você quiser evitar a doença de Alzheimer, você deve evitar áreas com muitos automóveis e indústrias. A poluição do ar causada por carros e processos industriais pode torná-lo mais vulnerável ao surgimento da forma generalizada de demência. Um artigo publicado recentemente na Lancaster University investigou o tecido cerebral nos córtices frontais de 37 participantes de Lancaster e do México. Os pesquisadores encontraram níveis extremamente altos de nanopartículas de magnetita no cérebro dos participantes.

A magnetita é um composto de ferro com propriedades magnéticas. Grandes quantidades no cérebro estão ligadas à doença de Alzheimer. Isso piora os efeitos tóxicos da placa beta-amilóide, um depósito de proteína que bloqueia os sinais que as células enviam umas às outras. Moradores de áreas altamente poluídas mostraram-se mais vulneráveis à doença de Alzheimer. Enquanto os pesquisadores de Lancaster se abstiveram de dizer que as nanopartículas de magnetita poderiam causar demência, suas descobertas parecem indicar uma forte conexão.

Os pesquisadores de Lancaster descobriram milhões de gramas de nanopartículas de magnetita em meros gramas de tecido cerebral dos participantes. Para piorar as coisas, as partículas eram de origem artificial. Partículas de magnetita vêm em formas naturais e artificiais. As partículas biologicamente formadas são pequenas e parecem cristais apropriados.

As nanopartículas encontradas em todo o tecido cerebral dos participantes, por outro lado, são grandes esferas. Havia 100 deles para cada partícula biológica de magnetita presente no tecido. A pesquisadora de Lancaster, Barbara Maher, explicou que as partículas de magnetita artificiais começaram como gotículas derretidas de exaustão de carros, fábricas e chaminés de usinas elétricas. As altas temperaturas do processo de combustão que as criou também deram forma às partículas.

Maher referiu-se às partículas como um fator ambiental que pode contribuir para a doença de Alzheimer. Além de instar uma investigação mais aprofundada sobre a magnetita, ela também enfatizou a necessidade de reduzir as quantidades dessas partículas no ar.

A qualidade do ar nas estradas de Lancaster é muito fraca. Um mero metro cúbico de ar pode ter até 200 partículas de magnetita. Uma vez inaladas, essas partículas irão do nariz para o cérebro. Lá, eles afetam o hipocampo e o córtex frontal, que também são alvos da doença de Alzheimer. A magnetita é considerada tóxica. Ele interrompe as funções celulares e é parcialmente responsável pela criação de radicais livres que causam danos às células e tecidos. Mais uma vez, esses efeitos também estão presentes na doença de Alzheimer.

Apaixonada pelo Rio de Janeiro e fundadora do site mentesacorposao.com. Escreve sobre temas relacionados a saúde em geral. Para falar comigo basta enviar um e-mail para estarleidy@hotmail.com

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