Meio Ambiente

Embrapa lança o livro “O cultivo do milho-doce”

O livro “O cultivo do milho-doce” foi lançado na sexta-feira, 20 de maio, na 9ª Semana de Integração Tecnológica, na Embrapa Milho em Sorgo (Sete Lagoas, MG), durante o seminário “Inovações na agricultura urbana”. O livro reúne informações que visam suprir os agricultores com técnicas modernas para o cultivo do milho-doce.

O chefe-geral, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, ressaltou que este livro é mais uma ação da Embrapa que contribui para a agricultura urbana. “O milho-doce, além de ser de grande importância para a indústria de conservas alimentícias, é um produto hortifrutigranjeiro, podendo ser usado pela agricultura familiar e pelo segmento de hortas urbanas”, disse.

A obra tem 298 páginas, está dividida em 15 capítulos, escritos por 27 autores, e tem como editores técnicos os pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo Israel Alexandre Pereira Filho e Flávia França Teixeira.

O milho-doce está na categoria de milhos especiais, em razão de suas características genéticas serem diferentes das do milho commodity (milho grão). “O milho-doce ainda é caracterizado também como uma hortaliça, por causa do curto espaço de tempo que leva do plantio à colheita, cerca de 85 a 90 dias, quando as espigas estão com aproximadamente 80% de umidade”, afirmou o pesquisador Israel.

Segundo ele, o milho-doce verde diferencia-se do milho-verde normal pela concentração maior de açúcares. Enquanto o milho-verde normal tem em torno de 3% de açúcar e 60 a 70% de amido, o milho-doce tem de 9 a 14% de açúcar e de 30 a 35% de amido. A categoria superdoce tem mais açúcar que a doce, com o percentual em torno de 25%, e ao redor de 15 a 25% de amido. “Por causa das altas concentrações de açúcar e baixas de amido, o milho-doce não se presta para fazer curau, pamonha, bolo, por exemplo, porque não proporciona liga, em função do baixo teor do amido”, explicou Israel.

A pesquisadora Flávia França ressalta que o maior acúmulo de açúcar no grão do milho-doce é uma característica genética natural de alguns tipos de milhos, que por essa razão são considerados milhos especiais. “O melhoramento de milho-doce trabalha com materiais específicos que possuem essas características de apresentarem grãos mais doces. Assim como no melhoramento de milho comum, diversos caracteres agronômicos são considerados no desenvolvimento de cultivares de milho-doce, tais como produtividade, ciclo, porte da planta e resistência a patógenos”, disse a cientista.

“Entretanto, para atender a indústria e o consumidor, características de qualidade relacionadas à aparência do produto e a aspectos sensoriais também devem ser consideradas para que uma nova cultivar de milho-doce chegue ao mercado. Desta forma, desenvolver genótipos competitivos para o mercado de milho-doce é uma tarefa desafiadora”, afirma Flávia França.

O uso do milho-doce in natura tem crescido recentemente. Segundo, Israel Filho, em algumas regiões do país, como São Paulo, já é encontrado nas gôndolas do supermercado o produto em bandejas, minimamente processado ou envasado em embalagens a vácuo, semicozido, para terminar o cozimento em micro-ondas. As sementes do milho-doce podem ser encontradas nas casas especializadas em vendas de sementes de milho e nas Centrais de Abastecimento dos Estados (Ceasas)”, informa o pesquisador.

Para conhecer o livro e seus autores, clique aqui e acesse a Livraria da Embrapa. A obra está sendo comercializada por R$ 25,00.

Resenha
O milho possui uma enorme variabilidade genética para a composição do endosperma, a qual tem sido explorada pelo homem, dando origem a diferentes tipos do cereal. O milho-doce diferencia-se dos outros tipos de milho pelas mutações sofridas que lhes proporcionaram maiores concentrações de açúcares no endosperma. A botânica e a reprodução do milho-doce são idênticas às do milho comum. No Brasil, cultivam-se ao redor 36 mil hectares de milho-doce, e praticamente 100% da produção é destinada ao processamento industrial para consumo humano, com movimentação em torno de R$ 550 milhões por ano, razão pela qual é chamado também de milho especial. Este segmento tem crescido nos últimos anos e a tendência é a manutenção deste crescimento, visando o mercado interno e externo. Um dos fatores que não permitiram difundir mais rapidamente o consumo do milho-doce entre os brasileiros foi a inexistência de cultivares adaptadas às nossas condições de ambiente, na sua quase totalidade, tropical. Nesta publicação, estão reunidas informações básicas, que visam suprir os agricultores com técnicas modernas para o cultivo do cultivo do milho-doce, como: cultivares mais adaptadas às regiões de cultivo, manejo do solo, época e densidade de semeadura, profundidade de plantio, fertilidade, irrigação, manejo de pragas e doenças e de plantas daninhas, colheita e manuseio pós-colheita, colheita mecanizada, transporte e armazenamento e aspectos econômicos da cultura.
Sandra Brito (MG 06230 JP)
Embrapa Milho e Sorgo
milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br

Sobre o autor | Website

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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