Meio Ambiente

Paralisação de caminhoneiros compromete abastecimento de GLP no Rio de Janeiro

Desde a última quinta-feira (28), as revendedoras de botijões de gás do estado do Rio de Janeiro não estão sendo abastecidas, devido à paralisação de advertência dos motoristas de empresas transportadoras de gás liquefeito de petróleo (GLP) diante dos repetidos assaltos de que são vítimas.

O problema está sendo levado na noite de hoje (1º) ao governo fluminense pelo presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sergio Bandeira de Mello, em busca de solução. Ele disse à Agência Brasil que a paralisação prejudica não só as distribuidoras e os revendedores, mas também a atividade de refino, “porque a gente tem um impacto. Você interrompe vendas, comercialização, bombeio de produtos. Os revendedores estão com menos produtos para vender, as distribuidoras não estão faturando nos últimos dias e a Petrobras não consegue bombear para nós produto da refinaria”.

Apesar disso, Mello afiançou que não há notícia de consumidor sem produto em casa, no momento. “A gente tem a vantagem dessa energia em lata, que as pessoas têm em casa, e o revendedor tem também estoque de produto, diferentemente do que ocorre com energia elétrica ou gás natural, que quando interrompe [o fornecimento] para e não entra mais”. Isso dá ao setor um fôlego estimado em torno de sete ou nove dias. “É uma folga que você consegue aguentar bem, sem maiores problemas. Isso é estoque do revendedor, sem contar com o estoque do consumidor”, acrescentou.

Bandeira de Mello disse que as pressões são grandes, inclusive da parte da própria revenda, sobre os transportadores, no sentido de interromper a paralisação, cujo objetivo é chamar a atenção do governo do Rio de Janeiro para os sucessivos roubos de carga, que ocorrem sempre na Rodovia Washington Luís, que liga a capital do estado a Petrópolis, na região serrana, e na Avenida Brasil, porta de entrada no município do Rio de Janeiro.

O presidente do Sindigás destacou que os caminhões costumam ser levados para comunidades situadas nos bairros de Ricardo de Albuquerque e Honório Gurgel, na zona norte da cidade. “A gente espera que a polícia use a área de inteligência para deter esses roubos de uma carga tão essencial”, argumentou ele, e disse que no transporte do botijão de cozinha, “a gente não pode correr o risco de deixar ele inviável, caro demais, ou submeter os motoristas a risco de vida”. Além de roubarem a carga, os bandidos simulam sequestro dos motoristas e ligam para as transportadoras exigindo pagamento de resgate para libertar os profissionais, informou Mello.

Uma solução, segundo o presidente do Sindigás, seria a polícia parar todos os caminhões que trafegam nas duas rodovias, durante um tempo determinado, para checar se a documentação está correta, se o trajeto atende ao que está especificado na nota fiscal e, em caso de dúvida, telefonar para a transportadora e a distribuidora, para verificar se a carga está no local de destino. “Por absurdo que possa parecer, o nosso maior desejo é que a polícia pare todos os nossos veículos e verifique um a um”, disse ele. A meta é criar um fluxo para esses caminhões passarem com facilidade e segurança. “Você não pode submeter os motoristas ao risco de serem assaltados”, acentuou Mello.

Cada caminhão roubado, dependendo do porte, pode transportar entre 600 e 1.000 botijões de GLP. Os motoristas fizeram uma primeira paralisação por 12 horas, no dia 22 de maio, e estão parados agora por 24 horas na frente das bases, impedindo que os caminhões entrem ou saiam com produtos.

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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