Meio Ambiente

Quero Engravidar. O Que Tenho Que Fazer?

Dra Taciana Lidineia Alflen

Médica ginecologista e cooperada Unimed Chapecó

Poder planejar uma gestação determina que o sucesso de uma gestação aumente, pois as gestações acidentais ou com acompanhamento inadequado, resultam em riscos para a mãe e o bebê, riscos esses muitas vezes evitáveis.

O período de maior sensibilidade para o bebê é o período chamado de organogênese, onde seus órgãos são formados, compreendendo o primeiro trimestre da gestação. Diante da decisão de engravidar, a literatura médica é unânime em aconselhar a realização de uma consulta pré-concepcional.

Esta atitude pode reduzir os riscos de uma gravidez, permitindo que alguns fatores que condicionam negativamente a gravidez sejam detectados, eliminados ou modificados antes da gravidez.
Na consulta pré-concepcional, a paciente é submetida a uma entrevista que identifica problemas de saúde do casal que possam interferir negativamente na gravidez: aconselha possíveis riscos genéticos, diagnostica e trata de infecções, problemas endócrinos, como o hipotireoidismo e diabetes mellitus, minimiza o risco de malformações fetais através de condutas como: orientações para evitar exposições conhecidamente danosas, cuidados pessoais para evitar o contato com vírus como o da Zika, prescrição de ácido fólico no período periconcepcional e o aconselhamento sobre vacinas, revisando a carteira de vacinação da paciente.

Não podemos deixar de lembrar que nessa consulta, além dos cuidados relativos à futura gestação, não podemos deixar de realizar o exame clínico da paciente, com avaliação minuciosa das mamas e colo uterino.

Depois dessa etapa, solicitamos exames laboratoriais para complementação da avaliação, afastando anemia, diabetes, infecções por hepatites, toxoplasmose, sífilis e HIV, infecção urinária e confirmamos a tipagem sanguínea, se há dúvida.

Quando a paciente for liberada para gestar, após essas avaliações e de ter usado no mínimo dois meses de ácido fólico, costumamos aguardar pelo menos um ano para o casal engravidar. Nesse período, oitenta por cento dos casais engravidam.

Quem tem condições de planejar uma gravidez com bastante antecedência, ajuda seu bebê a nascer muito mais saudável. Portanto, pelo menos três meses antes de engravidar, você deve procurar um médico ginecologista capacitado para fazer a consulta pré-concepcional.

POSITIVO!!!!!!!!

Quando a mulher percebe que sua menstruação atrasou, pode realizar o exame de sangue para confirmar a gestação e iniciar seu pré natal. As avaliações que são realizadas ao longo de toda gestação, servem para afastar possíveis riscos de complicações para a mãe e bebê. A maioria das pacientes, em torno de noventa por cento, apenas supervisionam o que a natureza faz de melhor: o desenvolvimento de um ser saudável no ventre de uma mulher.

O Ministério da Saúde recomenda que a gestante visite o médico pelo menos seis vezes até o parto, mas grande parte dos especialistas prefere ver suas pacientes com uma frequência maior. Embora o número de consultas varie de acordo com a conduta de cada médico e também conforme as peculiaridades da gestação, em geral a paciente é orientada a retornar ao consultório do obstetra mensalmente até o sétimo mês de gravidez. No oitavo, ocorrem duas visitas, uma em cada quinzena. Já no nono e último meses, o encontro com o especialista passa a ser semanal.

Nessas consultas, o médico indaga a paciente sobre seu estado geral, queixas e sintomas relacionados à gestação, verifica a pressão arterial, o peso, altura do útero e ausculta dos batimentos cardíacos fetais.

Realizam-se exames laboratoriais de rotina, e exames ecográficos no feto, nos três trimestres, para avaliar a datação do parto, se o feto é único, possíveis alterações anatômicas fetais e seu crescimento ao longo da gestação.

Além disso, orienta-se nessas consultas, uma alimentação equilibrada, atividades físicas, cuidados com a pele do rosto para evitarmos as manchas e no corpo para evitarmos as estrias. Mantemos uma rotina de cuidados com as mamas, para diminuir riscos de fissuras nos mamilos, quando o bebê nasce, que além de extremamente dolorosas, podem levar as pacientes a desenvolverem a mastite. Também estimulamos que a paciente mantenha suas atividades profissionais, se elas não expuserem a gestante à riscos.

E QUAL É O MELHOR TIPO DE PARTO

Durante a gravidez, entre todos os preparativos fundamentais para a chegada do bebê, o principal é, sem dúvida, escolher o tipo de parto que será realizado. A decisão para o melhor tipo de parto deve ser tomada em conjunto pela paciente e seu companheiro e o médico que a acompanha, levando-se em consideração o desejo materno e a indicação médica.

Tipos de Parto

Normal: É o nascimento por via vaginal, em que o obstetra exerce a função de conduzir o trabalho de parto e pode intervir, realizando incisão no períneo para alargar o trajeto de saída do bebê; administrando medicações para acelerar as contrações; recorrendo à analgesia, incluindo anestesia peridural; e até mesmo ajudando na expulsão do bebê manualmente.

Natural: O obstetra ou enfermeiro acompanha o processo do parto sem lançar mão das condutas utilizadas no parto normal. Ou seja, o profissional assiste a paciente e assiste à paciente.

Humanizado: Ocorre quando há o contato e participação de um familiar no parto. É um termo muito utilizado nos partos domiciliares, mas o parto feito em casa oferece muitos riscos. É importante ressaltar que a humanização é quando cada componente de uma equipe multidisciplinar, exerce sua especialidade de forma atenciosa e respeitosa para com a parturiente, mesmo que seja numa cesariana.

Cesárea: É o parto cirúrgico, realizado em casos de emergência ou eletivamente. O inconveniente é que a recuperação e o pós-operatório, são mais dolorosos e as possíveis complicações numa intervenção cirúrgica são maiores do que num parto de baixo risco por via vaginal.

Cócoras: É uma posição adequada, uma vez que a prensa abdominal é mais intensa e a paciente consegue fazer força de modo mais eficaz. Existem cadeiras próprias para esse parto, mas são poucos os hospitais que as possuem. Só nessas cadeiras o médico poderia atuar, caso necessário. Geralmente as mesas obstétricas são reclináveis, com apoio para as mãos e os pés da paciente, o que auxilia no mesmo fim. Há de se lembrar que a gestante deve ter preparo físico e respiratório, pois não é só ficando de cócoras que faz um bebê nascer mais facilmente.

Na água:  É um parto natural, filosoficamente muito bonito, mas há um grande inconveniente: pode haver aspiração de líquido para dentro das vias respiratórias e aumenta o risco de contaminação por alguns agentes infecciosos.

Puerpério:

Puerpério é o período que ocorre logo após o parto, também denominado de pós-parto. Nesta fase, o corpo da mulher está em processo de recuperação da gravidez, sofrendo uma série de modificações físicas e psicológicas.

Os médicos estimam que o tempo médio do puerpério é de 6 semanas, começando imediatamente após o nascimento do bebê. Durante esta fase, o corpo da puérpera está em processo de estabilização, voltando ao que era antes da gravidez. A mulher deve continuar procurando orientação médica até a total recuperação do organismo.

Vagner Liberato

Sobre o autor | Website

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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