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Sem potencial para hit, novo clipe de Anitta vale apenas pela homenagem

Perdendo a Mão surge com pouca força para corresponder a qualquer expectativa

Desde quando as primeiras notícias sobre Vai Malandra, último clipe e single de Anitta que foi lançado em 2017, começaram a sair na mídia em junho do ano passado, a cantora de Medicina e Indecente percebeu que voltar para as suas raízes lhe rendia uma boa repercussão.

Vai Malandra não foi apenas o clipe mais esperado do projeto Checkmate, que consistia em quatro singles e clipes lançados em sequência em periodicidade mensal, mas também foi o clipe mais esperado de 2017.

Baseando-se no sucesso que foi Vai Malandra no final de 2017, em 2018, Anitta foi mais longe. Enquanto Vai Malandra explorava apenas o funk carioca e um cenário familiar para os artistas do ritmo, Perdendo a Mão, lançado na última sexta-feira, 7 de setembro, tentou ir além. Mas será que conseguiu?

O novo clipe de Anitta foi gravado em Honório Gurgel, bairro em que a cantora nasceu e começou a sua carreira de sucesso. Mais do que isso, Perdendo a Mão teve o seu clipe produzido pela mesma equipe que acompanhou Anitta no início da sua trajetória, a equipe do Furacão 2000. No clipe, participam também os seus amigos de infância.

A receita parecia perfeita para repetir o sucesso de Vai Malandra. Porém, Perdendo a Mão não chegou nem na metade da repercussão do clipe que foi lançado em dezembro de 2017.

Capa de Perdendo a Mão

Na verdade, Perdendo a Mão não perde para Vai Malandra apenas em repercussão, mas em várias outras questões. Tanto que fica até difícil fazer qualquer comparação. Enquanto Vai Malandra tinha todo o potencial de hit, Perdendo a Mão pouco tem potencial para ser single, como vem sendo tratado pela equipe de Anitta e pela dupla de produtores Seakret.

Não é preciso ouvir Perdendo a Mão muitas vezes para perceber que se trata de uma música bastante esquecível e que vale mais pela homenagem do que por sua capacidade de repercutir dentro de seu próprio público-alvo.

Se a música não tem tanto potencial assim, o clipe segue a mesma regra e apresenta pouca habilidade para se fixar na memória do espectador. Gravado em VHS e com uma estética que nos remete ao final dos anos 90, Perdendo a Mão tem o seu valor pela nostalgia, mas não vai muito além disso.

Inclusive, em alguns momentos, a canção soa repetitiva e a melodia do refrão que mais parece um ringtone ou um som de fundo de um joguinho qualquer na Internet não faz com que esse trabalho seja um marco para nenhum dos artistas nele envolvidos. Talvez apenas para os produtores Seakret, que vem alcançando certa visibilidade com o lançamento. No canal do Youtube, por exemplo, os produtores Pedro Dash e Dan Valbusa viram o seu número de inscritos crescer em 12 mil novas inscrições em menos de 24 horas.

Em resumo, Perdendo a Mão surge e cumpre apenas a sua intenção original: uma brincadeira entre amigos. Apesar da boa mensagem de sua letra, o novo clipe de Antita não consegue ir além do sentimento nostálgico de quem viveu o final dos anos 90 e o início dos anos 2000.

Olá! Eu sou o Raigor. Sou escritor de livros infanto-juvenis desde 2014 e redator nas horas ocupadas. Autêntico canceriano e apaixonado pela escrita desde que aprendi a ler com quatro anos, escrevo sobre celebridades, séries e filmes aqui no Meio Ambiente Rio. Eu amo esse universo e se quiser entrar em contato comigo, escreva pararaigorbooks@gmail.com

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