Energia solar fotovoltaica deve ter um boom na África por causa da queda nos custos
 



A viabilidade econômica da energia solar fotovoltaica (FV) na África é mais forte do que nunca graças ao rápido declínio dos custos dessa tecnologia.  Essa é a principal conclusão de um novo relatório divulgado hoje pela Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA).  Solar PV in Africa: Costs and Markets estima que os custos instalados de energia gerada por projetos solares fotovoltaicos de grande porte na África caíram 61% desde 2012. Hoje, os custos instalados para esses projetos chegam a US$ 1,30 por watt na África – a média global é de US$1,80 por watt.

“Nos últimos anos, os custos solares fotovoltaicos caíram drasticamente e essa trajetória decrescente deve continuar com novas quedas que podem chegar até 59% nos próximos dez anos”, destacou o Diretor-Geral da IRENA, Adnan Z. Amin. “Estas reduções de custos, juntamente com o vasto potencial solar no continente, apresentam uma enorme oportunidade para a África. A energia solar fotovoltaica – conectada ou não ao grid energético – já se constitui em uma alternativa competitiva, em termos de custos, para atender à crescente necessidade de energia e para levar eletricidade aos 600 milhões de africanos que atualmente não têm acesso a ela”.

O relatório também aponta que mini-redes que utilizam energia solar fotovoltaica e sistemas solares domésticos fora do grid energético também fornecem serviços de energia de maior qualidade nos mesmos ou menores custos do que as alternativas. Mini-redes exclusivamente de energia solar fotovoltaica podem ter custos de instalação tão baixos quanto US$ 1,90 por watt para sistemas maiores do que 200 kW na África. Os sistemas domésticos de energia solar – que triplicaram na África entre 2010 e 2014 – provêem as necessidades anuais de eletricidade de famílias fora da rede por apenas US$ 56 por ano, menos do que se paga atualmente por serviços de energia de baixa qualidade.

Capacidade globais adicionais de energia solar fotovoltaica aumentaram seis vezes desde 2009, uma tendência que agora está começando a se materializar na África. Mais de 800 novos megawatts (MW) de capacidade de energia solar fotovoltaica foram adicionados na África em 2014 – dobrando a capacidade cumulativa do continente – e outros 750 MW foram adicionados em 2015. A IRENA estima que com políticas adequadas, a África poderia abrigar mais de 70 gigawatts de capacidade de energia solar fotovoltaica em 2030.

“O potencial solar da África é enorme, com níveis de radiação solar até 117% mais elevados do que na Alemanha – o país com a mais alta capacidade de energia solar instalada”, disse Amin. “Nunca foi tão possível e tão menos dispendioso para a África aproveitar esse potencial.”

Para fazer o download do relatório, acesse: http://www.irena.org/publication

###

Sobre a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA)


A IRENA tem mandato para ser o centro global para a cooperação energética renovável e para a troca de informações por 149 deputados (148 Unidos e a União Europeia). Cerca de 27 outros países estão em processo de adesão e ativamente engajados. A IRENA promove a adoção generalizada e a utilização sustentável de todas as formas de energia renovável, na busca do desenvolvimento sustentável, o acesso à energia, a segurança energética e o crescimento econômico de baixo carbono e prosperidade. www.irena.org

Informações de contato:



Timothy Hurst, Chefe de Comunicações, IRENA
thurst@irena.org; +971 2 417 9000
Fique em contato com IRENA em www.twitter.com/irena e www.facebook.com/irena.org

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

– O relatório deixa claro que a África está à beira de uma revolução energética. A questão é até onde vai chegar. O futuro econômico do continente poderia ultrapassar a era dos combustíveis fósseis, o que tornaria a África no primeiro continente a ter o seu desenvolvimento impulsionado quase que exclusivamente por energia renovável. No entanto, o relatório também é claro sobre a gama de barreiras que precisam ser superadas antes que isso aconteça.

– Apesar de ter alguns dos melhores potencial de geração solar, a África, de maneira geral, perdeu esta tendência. Ela abriga apenas 2,1 GW do total mundial de 222 GW de energia solar fotovoltaica instalada. Dado o declínio de aproximadamente 80% nos preços dos módulos fotovoltaicos solares desde o final de 2009 e a excelente qualidade do recurso solar em toda a África, existe um enorme potencial econômico inexplorado. A irradiação solar em países africanos é, por exemplo, 52% a 117% maior do que na Alemanha.

– Os custos não são apenas econômicos, mas também sociais. As pessoas mais pobres da África estão pagando pelos serviços energéticos alguns dos preços mais altos do mundo: chefes de família em uma aldeia no norte da Nigéria gastam cerca de 60 a 80 vezes mais por cada unidade de luz útil do que um habitante de Nova York ou Londres. Com a recente redução de custos, a energia solar fotovoltaica oferece agora uma via rápida e de baixo custo para fornecer serviços modernos de energia para os cerca de 600 milhões de africanos que não têm acesso à eletricidade e à serviços de eletricidade em escala (e 700 milhões de pessoas confiando em biomassa tradicional para suas necessidades de energia).

– Novas capacidades adicionais de energia solar fotovoltaica na África ultrapassaram 800 MW em 2014, mais do que dobrando a capacidade fotovoltaica instalada acumulada do continente. Isto foi seguido pela adição de 750 MW em 2015. Há, porém, ainda uma lacuna enorme no aumento de escala para o pleno potencial.

Sobre o autor | Website

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.