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Prefeitura do Rio identificou locais com risco de inundação e planejamento não saiu do papel

Em 2008, a SECRETARIA MUNICIPAL DE SANEAMENTO E RECURSOS HÍDRICOS e a FUNDAÇÃO INSTITUTO DAS ÁGUAS, órgãos ligados à prefeitura do Rio, apresentaram mais um levantamento sobre os alagamentos na Cidade do Rio de Janeiro e identificaram as áreas de riscos com base nos pontos de inundações registrados pela Fundação Rio-Águas.

As informações sobre os pontos de inundações identificados foram confirmados, em campo, nas entrevistas com a população e nas marcas de enchentes observadas nas edificações. Segundo a Fundação Rio-Águas, as principais áreas de inundações existentes e identificadas são o loteamento Jardim Maravilha, situado na margem direita do rio Piraquê, entre a Estrada do Rio Aterrado e Avenida das Américas e um trecho de ocupação irregular na margem direita do rio Piraquê, entre a Avenida das Américas e Estrada da Matriz.

Na época da apresentação do plano para o tratamento dos déficits na bacia do Rio Piraquê-Cabuçu as propostas de intervenção eram as seguintes:

São propostas para a bacia do Piraquê-Cabuçu as intervenções que combinam
reservação com reforço de capacidade hidráulica.

 Reservação, a fim de adequar as vazões afluentes à capacidade hidráulica da
calha, nos trechos onde o curso d’água encontra-se consolidado, com
avenidas marginais ou construções, onde o aumento de capacidade
implicaria em desapropriações onerosas e/ou inviáveis;

 Adequação de calha, com implantação de via parque marginal para prevenir
contra futuras invasões, nos trechos onde o canal encontra-se em calha
natural, ainda sem urbanização marginal, e cuja margem encontra-se em
risco de ocupação irregular;

 A implantação de vias parque também foi recomendada como medida de
proteção das áreas baixas não urbanizáveis (cotas inferiores a 2 m), em conjunto com medidas fiscalizadoras que garantam a preservação dessas
áreas, bem como das cabeceiras com cotas superiores a 60 m.

Passados dez anos da proposta apresentada pela Fundação Rio-Águas nada disso aconteceu na bacia do Piraquê-Cabuçu e muito menos houve qualquer intervenção real com o objetivo de resolver os problemas de alagamentos nas áreas de riscos identificadas na região.

Conheça um pouco mais o rio Piraquê-Cabuçu

O rio Piraquê-Cabuçu nasce na Serra do Lameirão, no Parque Estadual da Pedra
Branca e drena uma área de 108 km², ao longo de um talvegue de 23 km até
desaguar na Baía de Sepetiba.O trecho inicial do Curso d’água é denominado Rio
Cabuçue escoa por um canal de concreto ao longo da Rua Artur Rios e das
Avenidas Dom Sebastião I e Belmiro Valverde. Este trecho apresenta duas
importantes travessias, sob a Estrada do Cabuçu e Rua Olinda Elis. A jusante
desta última, o rio Cabuçu recebe, pela margem esquerda, o Rio Cabuçu Mirim,
que drena uma área de aproximadamente 2,2 km² no bairro de Campo Grande,
por meio de um canal de concreto ao longo da Av. Mariana.

Após essa confluência o Rio Cabuçu segue canalizado por um trecho de
aproximadamente 1500 m, até a confluência, pela margem esquerda, do Rio da
Prata do Cabuçu, que drena uma bacia de 30 km², no bairro de Campo Grande. A
partir deste ponto, o rio Cabuçu segue em canal natural por cerca de 3.500 m,
abrangendo toda a extensão da Av. Guarabu da Serra, no bairro de Campo
Grande até a travessia sob a Estrada do Mato Alto, limite dos bairros de Campo
Grande e Guaratiba. Após esta travessia, o rio segue em curso natural entre
áreas de vegetação e pastagens, até a travessia sob a Estrada do Rio Aterrado, a
partir da qual passa a ser denominado Rio Piraquê.

O rio Piraquê segue em curso natural, por cerca de 4.000 m, ao longo de um
trecho parcialmente urbanizado, onde recebe, pela margem esquerda, o rio
Consulado e, pela margem direita, o Rio dos Porcos, até a travessia sob a Av. das
Américas.

O trecho entre a Av. das Américas e a Estrada da Matriz é caracterizado pela
confluência com o Valão das Cinzas, na margem esquerda, e pela ocupação
irregular da margem direita, ao longo da via chamada “Rua Capelinha”. Essa
ocupação se intensifica a jusante da Estrada da Matriz, até o canal do Jardim
Garrido, já no limite da área alagada na região da foz do Rio Piraquê. O trecho
final, em área alagada, estende-se, por cerca de 1 km, entre o canal do Jardim
Garrido e a baía de Sepetiba.

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Guiga Liberato

Meu nome é Guiga Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: [email protected]

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