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Ouro Verde reduz alavancagem e mantém nota A da Fitch Ratings em 2017

A Ouro Verde, especialista em gestão e terceirização de frotas, implementou mudanças financeiras importantes ao longo de 2017. Com o foco voltado para os contratos mais rentáveis, a companhia conseguiu alongar prazos de empréstimos e financiamentos e fechar o ano com o endividamento líquido 9,9% menor. A estratégia garantiu também a redução da alavancagem, de 2,98x em 2016 para 2,87x ano passado, e a manutenção do Rating Corporativo A, emitido pela agência de riscos Fitch, de acordo com comunicado entregue a imprensa nesta terça-feira (27).

Em função da crise econômica e do elevado custo financeiro dos últimos anos – com a taxa Selic acima dos 14% –, a Ouro Verde decidiu desacelerar seu crescimento. Em 2017, a companhia injetou R$ 303,4 milhões, 3,1% a menos que em 2016. “A medida que reduzimos os investimentos, a dívida também foi caindo. E pela melhoria da eficiência e dos ganhos operacionais, alcançamos a redução da dívida e da alavancagem”, explica o diretor presidente, Karlis Kruklis.

O planejamento garantiu também estabilidade à margem Ebitda, que fechou 2017 com índice igual ao do ano anterior, de 64,6%. “Se a crise é ruim porque limita o crescimento, dá mais força para negociar com fornecedores e conseguir preços mais competitivos. Saímos de contratos que eram menos atrativos, o que nos permitiu manter a margem mesmo com a receita em leve queda”, analisa. A Receita Operacional Líquida caiu 3,9%, passando de R$ 975,5 milhões em 2016 para R$ 937,9 milhões em 2017.

Ainda assim, a companhia não registrou queda no Rating Corporativo emitido pela agência de riscos Fitch. Na avaliação de Kruklis, a manutenção da nota A desde 2015 é resultado de um trabalho contínuo de gestão financeira e relacionamento com investidores e instituições de crédito. “Grande parte das empresas que fazem rating tiveram redução ao longo de 2016 e 2017. Manter o rating alto mostra que nosso trabalho é realmente consistente e reconhecido pelo mercado”, completa.

Custos

O ganho de eficiência, no entanto, acabou repercutindo nas despesas financeiras da Ouro Verde. Para concluir atividades de baixa rentabilidade, por exemplo, a empresa precisou desmobilizar frota, encerrar contratos e reparar equipamentos. A mudança do perfil da dívida também demandou recursos para o redesenho dos débitos junto aos bancos e a captação de novas linhas de longo prazo. Todos esses gastos impactaram no Lucro Líquido da companhia, que fechou 2017 com saldo negativo de R$ 5,1 milhões.

“Tivemos um lucro bem pequeno em 2016, que se transformou em um pequeno prejuízo em 2017. Mas, tecnicamente, o resultado ficou bem próximo de zero”, avalia. Ainda segundo Kruklis, somente ao longo deste ano será possível perceber de forma expressiva o impacto positivo das mudanças implementadas. “Com a taxa Selic próxima dos 6%, as despesas financeiras derretendo, e não tendo mais os custos de sair de algumas operações, acreditamos que vamos voltar a ter lucro. E um lucro bastante expressivo”, finaliza o diretor presidente da Ouro Verde.

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