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Cases de sucesso marcam encerramento do Projeto Agentes Locais de Inovação

Três cases empresariais apresentados durante o evento de encerramento do Programa Agentes Locais de Inovação (ALI), na última quarta-feira (29), em São Miguel do Oeste, demonstraram o quanto é possível inovar e aumentar a competitividade dos negócios quando a empresa busca uma solução e assume o compromisso de mudança. A iniciativa é do Sebrae e do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) e este ciclo do projeto contou com a participação de 80 empresas.

Além dos cases, a programação incluiu palestra com o tema “Tempo de inovar” ministrada pelo consultor credenciado ao Sebrae/SC Luciano Pinheiro e relato das atividades feitas pelas duas agentes bolsistas do CNPq (Sandra Klabunde e Marciana dos Santos Três) que acompanharam as atividades visando promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte, por meio de orientação proativa e personalizada.

Para atuar com o projeto, as agentes foram capacitadas na metodologia visando acompanhar um conjunto de empresas, definido estrategicamente pelo Sebrae. As atividades também incluíram palestras e eventos organizados tanto pela coordenadoria regional quanto pela coordenadoria estadual do programa. As atividades foram acompanhadas pelo consultor sênior Lazie Se Col.

O projeto teve duração de 30 meses e o objetivo foi incentivar ações de inovação e tecnologia nas empresas com foco para a sustentabilidade e o aumento da competitividade dos negócios. “Todos tiveram excelentes resultados. A avaliação mostra que o trabalho foi produtivo. As empresas tiveram incremento de receita, redução de custos e melhora na área de marketing”, destaca o coordenador estadual do programa Dreikes Belatto.

O analista técnico que atua como gestor local do programa, Miguel Gomes Garrido, completa que os efeitos positivos nas empresas foram surpreendentes. “O projeto resultou em uma gestão eficiente e inovadora, que reflete diretamente no desenvolvimento dos negócios”.

CONHEÇA OS CASES:

Apresentada pelo gerente Lódio Bagatini, a Knapp é uma empresa de materiais de construção que nasceu em 1994 e foi crescendo, mas após algum tempo um obstáculo interferiu nas pretensões de expansão dos empresários: a falta de espaço físico. Com a ajuda do ALI, via Sebraetec, a Knapp realizou o projeto da sobreloja e duplicou seu espaço, o que oportunizou expor melhor os produtos, setorizar a loja e atender melhor os clientes. Além disso, outras ações adotadas pela empresa no Programa ALI incluíram a definição e melhorias dos processos padronizados, desde o atendimento, a implantação de manual de cargos e funções, até a gestão de pessoas com o incentivo a ambientes de trabalho mais colaborativos e reuniões quinzenais.

Segundo o sócio-proprietário Edney Prigol, inicialmente, o principal produto da Disk Fácil era a lista telefônica física. Algum tempo depois foi criado um portal de consulta de telefones e a receita advinha da venda dos espaços na lista. Com o avanço da tecnologia, a popularização da internet e o surgimento de diversos meios de pesquisa, a lista física perdeu muito espaço para as mídias digitais. Os anunciantes diminuíam.  Com essa situação, Edney e Karine decidiram inovar, criando uma nova área de negócio, a PDOIS Casa de Ideias – uma agência de marketing com foco para o desenvolvimento de soluções em comunicação, especialmente, nas estratégias de marketing. A Disk Fácil e a PDOIS  funcionam hoje na mesma estrutura física, ou seja, a lista física e a agência trabalham juntas, porém com equipes diferentes. São 13 funcionários internos e uma equipe comercial externa. Atende todo o Brasil, mas possui como mercado principal a Região Sul.

No final de 2015, Adriane Possa assumiu a administração da CP Jeans, empresa que já atuava há 19 anos, produzindo e vendendo calças e bermudas jeans para o público adulto masculino e feminino. A protagonista se deparou com um contexto totalmente diferente do que estava acostumada. A empresa não estava informatizada, ou seja, não possuía softwares para gestão administrativa, financeira e de produção. Contava com 53 funcionários que produziam uma média de 250 a 350 peças/dia de acordo com as anotações manuais da chefe de produção. Adriane analisou a situação e priorizou todos os problemas, relacionando-os de acordo com o seu grau de importância e urgência. Elegeu duas prioridades: a informatização da empresa por meio de um software de gestão e a mudança do layout de produção. Nos primeiros meses de 2016, ela decidiu iniciar pela informatização da empresa. Seis meses depois, o empreendimento contou com o apoio do Programa Sebraetec, que possibilitou a contratação da consultoria de um engenheiro de produção,  o que possibilitou otimizar o processo de produção com menos espaço físico e menor quantidade de funcionários.

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Guiga Liberato

Meu nome é Guiga Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: [email protected]

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