Política

“Só muita pressão popular impedirá STF de salvar Lula”, afirma consultor

Manifestações contra e a favor do petista são realizadas em várias cidades

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Lula na passagem da Caravana Lula pelo Brasil pelo estado do Rio Grande do Sul. 
Foto: Ricardo Stuckert

Com manifestações em várias capitais brasileiras, a quarta-feira (4) será movimentada com o julgamento do Habeas Corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O plenário terá a chance de reavaliar a jurisprudência que autoriza a prisão de condenados em segunda instância, se por acaso a maioria dos ministros a decidir a favor de Lula. “O STF tem toda vontade do mundo de autorizar o Habeas Corpus, mas a pressão popular pode fazer os ministros cumprirem seu dever e permitir sua prisão”, comentou o consultor político Eduardo Negrão em artigo publicado no início dessa semana.

O autor do livro ‘Terrorismo Global’ (Scortecci Editorial) explica que os brasileiros tem razão em mostrar apreensão com a situação. “O STF tem um péssimo histórico quando se trata de causuismos: vide o impeachment da Dilma Rousseff que abertamente desrespeita o ordenamento jurídico ao preservar seus direitos políticos mesmo depois de cassada”, lembra Eduardo Negrão.

Ele também chama a atenção para o fato do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ) ter sido o único a se posicionar explicitamente contra o HC de Lula. “Dos outros candidatos como Alckmin do PSDB, Marina e o carioca Rodrigo Maia,  só o que se ouviu foi o silêncio revelador”, frisa o consultor político.

O Brasil dividido entre Lula e Bolsonaro? Para consultor, a diferença está na forma de manifestação

O deputado federal Jair Bolsonaro esteve na semana passada em Curitiba, no Paraná, no mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazia o encerramento de sua caravana pelo Sul do País. Havia a preocupação de um embate entre apoiadores dos pré-candidatos a presidência da República. “Os dois eventos tiveram um grande público, mas existe uma diferença gritante. No caso de Lula, a aglomeração se deu por causa dos movimentos sociais, sindicais, ou seja, foi uma ‘operação logística’ com custos e demandas inerentes a esse tipo de mobilização”, explica o consultor político Eduardo Negrão, autor do livro ‘Terrorismo Global’ (Scortecci Editorial).

Ele faz a comparação entre os dois políticos e explica que no caso de Bolsonaro, as milhares de pessoas que foram recebê-lo, o fizeram de forma espontânea. “Aliás, ele cresce e se mantém em função desse apelo popular e isso na mesma medida que aumenta o esforço da grande mídia em ofuscá-lo”, explica o consultor que já atuou em diversas campanhas eleitorais em cidades importantes como São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG).

Segundo ele, Bolsonaro lidera desde o início no Rio de Janeiro e agora surpreendeu ao aparecer na frente do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no estado de São Paulo, reduto histórico dos tucanos há décadas. “Essa semana Jair Bolsonaro aparece em primeiro em Minas Gerais. Os marqueteiros do MDB, PT e PSDB estão em pânico”, conclui Eduardo Negrão.

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