Facebook e qualcomm expandem testes que podem revolucionar a internet móvel

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Em um cenário ideal, todas as pessoas teriam acesso à internet em qualquer lugar sem passar por toda a dificuldade atual para instalar uma acesso Wi-Fi ou depender do sinal precário das empresas de telefonia. Pensando nisso, o Facebook e a Qualcomm anunciaram em 2016 uma parceria para dois projetos que podem impactar para sempre a maneira como usamos a internet: o Terragraph e o ARIES.

As empresas querem aumentar a qualidade e amplitude dos sinais de internet nas áreas urbanas e rurais. Utilizando a tecnologia licenciada da Qualcomm, que transmite as ondas em 60GHz, o Facebook iniciou as pesquisas para implementar o material no centro de San José, na Califórnia, como forma de verificar os efeitos práticos de seu projeto, e nesta segunda-feira (21), anunciou a expansão dos testes para meados de 2019.

O projeto Terragraph trabalhará com distribuidores de sinal que, atualmente, chegam a 8Gb/s, o que vai proporcionar uma velocidade muito mais rápida que a alcançada por Wi-Fi. Estes dispensadores serão instalados por todas as cidades-testes: em postes, semáforos e nas laterais de prédios.

A distância entre os amplificadores precisa ser curta pois as ondas sofrem interferências facilmente, o que é o principal obstáculos para o andamento do projeto. No caso, caminhões, ônibus, carros e até condições meteorológicas podem atrapalhar o recebimento de dados no estado atual da tecnologia.

Terragraph
Terragraph / imagem: Divulgação

Na imagem acima, fornecida pela página oficial do Terragraph, é possível ver os pontos azuis, que são os centros de distribuição do sinal espalhados pela cidade em lugares estratégicos. Em vermelho, é possível ver os se módulos que fornecem conectividade ao W-Fi, e os pontos laranjas, por sua vez, melhoram o sinal da internet móvel dentro de prédios.

Já o projeto ARIES foca nas áreas rurais, agindo na economia de energia consumida para maximizar o sinal de ondas como o da internet 4G por até 40 quilômetros. Trata-se de uma plataforma de transmissão contendo 96 antenas capazes de potencializar as ondas com um consumo de energia e manutenção 10 vezes abaixo da taxa atual.

A principal preocupação nesse caso está em evitar o cabeamento que envolve a tecnologia atual (como os furos em paredes e grandes antenas) para melhorar a potência do sinal sem um custo elevado. O projeto não pretende gerar lucro diretamente uma vez que a melhoria seria fornecida para as empresas responsáveis gerenciarem, mas um acesso mais fácil e de maior qualidade certamente trariam mais clientes para os grandes nomes da tecnologia.

É improvável que o projeto Terragraph, ou mesmo o ARIES, chegue ao Brasil tão cedo, mas o anúncio da expansão dos testes nos dará uma pequena prévia do que pode acontecer se realmente cumprirem as facilidades que prometem. A melhoria será tão drástica assim? Haveria interesse das entidades envolvidas em implementar tal tecnologia? Essas são algumas das dúvidas que ficam. Por enquanto, resta esperar até 2019 para ver até onde essa parceria dará certo.

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