Cada vez mais usuários saem do Facebook em busca de qualidade de vida

1

Na semana passada o mundo inteiro ficou chocado quando Mark Zuckerberg, criador da rede social mais poderosa do mundo, admitiu publicamente o vazamento dos dados de 87 milhões de usuários. Através de um aplicativo ligado à conta do Facebook a empresa permitiu que essas informações fossem utilizadas em campanhas políticas, em especial a eleição presidencial americana de 2016.

Além das diversas perdas econômicas o site teve que lidar com intensas campanhas de boicote. O nível de confiança das pessoas com a ferramenta caiu drasticamente e seus usuários tem se afastado da rede pela insegurança.

Para alguns o Facebook perdeu o seu foco inicial que era o de conectar amigos e compartilhar experiências. Hoje funciona como um grande centro de publicidade, repleto de links patrocinados e anúncios incômodos.

Especialistas em mídias sociais garantem que a quantia de pessoas insatisfeitas com o serviço tem apenas crescido. O caso das famosas “fake news” também levou muitos a questionar a função do site uma vez que se vê inundado com notícias falsas que são repassadas por pessoas que não costumam verificar as fontes dos artigos.

Por mais que a explosão dessas notícias que marcaram o Facebook e sua conduta profissional tenha desmotivado o seu uso, é comum o abandono de perfis em busca de qualidade de vida.

Psicólogos afirmam que as redes sociais não deveriam causar impactos emocionais em seus usuários, mas a idealização de felicidade provocada no site afetam gravemente algumas pessoas podendo provocar ou potencializar problemas como ansiedade e depressão, principalmente em adolescentes.

Comparar-se com o outro e sentir que sua vida não é boa pode causar angústia e aflição para alguns usuários. Nesses casos o recomendado é se afastar dessas influências o que muitas vezes inclui o desligamento de seu perfil pessoal na rede.

Uma exposição desenfreada pode levar a não só problemas pessoais como crimes e violência direcionado a usuários que publicam toda a sua rotina no site. São vários os casos de sequestros e extorsões que se iniciaram por publicações ou compartilhamento de informações pessoais publicamente. O ideal é manter o perfil seguro e disponível apenas para amigos confiáveis, evitar se expor a todo custo.

A atuação do Facebook em relacionamentos também é de se levar em consideração. Cada vez mais casais tomam a decisão de desativar suas contas movidos por ciúmes e desconfianças. Por mais que fatores externos estejam envolvidos nesse caso é algo cada vez mais comum pela facilidade em se esconder interações nas redes. Términos também desencadeiam compartilhamento de fotos íntimas com o objetivo de ferir a imagem do outro, mais um problema frequente dentro do site e que tem sido ostensivamente combatido mundialmente.

Seja por conta dos escândalos, insegurança ou influências negativas o Facebook está perdendo clientes a todo momento. A sensação de perda de tempo tem assolado grupos enormes que passaram a se perguntar o porquê de se dedicar tanto a uma rede que tem tão pouco a oferecer positivamente. Existem muitas maneiras de se aproveitar melhor o tempo do dia a dia além de saber da vida de todo mundo que você conhece.

Enquanto Mark Zuckerberg enfrenta os problemas legais do vazamento de informações resta apenas nos perguntarmos se realmente vale a pena fazer parte desse sistema. Estamos realmente mais próximos de amigos? Existem outras formas de acessar conteúdos de notícias e informações?

Rever o papel das redes sociais em nosso cotidiano é um bom exercício, nada acontecerá, por exemplo, se você deixar de atualizar o seu “feed” por uma ou duas horas. É preciso ter cautela e ser seletivo para não se tornar dependente do site, que direta ou indiretamente é parte de um problema sério da vida moderna que ainda precisam ser discutido.

1 COMENTÁRIO

Deixe uma resposta