Disney inicia pesquisa para melhorar o recurso de Realidade Virtual

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Já imaginou como deve ser sentir fisicamente o que acontece dentro dos jogos de realidade virtual para além do campo da imaginação? Gotas de chuva, abraços ou até golpes de um jogo de luta? Talvez daqui a algum tempo isso seja realmente possível graças a parceria da Disney com o Laboratório de Mídia do MIT e a Universidade Carnegie Mellon para tornar essa fantasia em realidade o quanto antes.

Os óculos de realidade virtual começaram a surgir no mercado, mas com preços salgados até demais. Estímulos visuais entram em conflito com o que acontece fisicamente em seu corpo quebrando parte da magia em estar vendo coisas através do visor, desse modo, aprimorar a quantia e a qualidade dos estímulos físicos enquanto se utiliza esses aparelhos de realidade virtual se tornou o novo objetivo da famosa empresa de animação.

Juntos, a equipe formada por estudantes capacitados e profissionais respeitados criaram uma vestimenta especializada para o uso junto aos óculos virtuais. Unindo 26 airbags independentes chegaram ao que chamam de “Force Jacket”; um casaco que pode simular as mais diversas sensações em quem está utilizando-o. De uma cobra subindo pelo seu corpo, gotas de chuva ou até um abraço.

Cada airbag pode rapidamente inflar ou diminuir dependendo da situação encontrada na Realidade Virtual dessa forma procurando simular sensações no torso do usuário. De acordo com o anúncio oficial existem sete diferentes níveis de pressão exercida pela jaqueta variando de um abraço a um soco no estômago. O objetivo consiste em reproduzir efeitos diferentes da vibração produzida atualmente pelo dispositivo, e assim forjar situações ainda mais realistas como batidas e terremotos.

Como resultado a “Force Jacket” pode simular as pequenas batidas das gotas de chuva nos ombros ou a sensação de adrenalina quando seu coração bate mais rápido ao atuar no airbag do próximo ao peito. A equipe pretende trabalhar para criar cada vez mais diferenciações entre as sensações já alcançadas, como por exemplo diferenciando o abraço de um adulto e o de uma criança. Seria um grande passo para o mercado de jogos voltados para a Realidade Virtual, melhorando a experiência ao envolver por completo o jogador dentro desse universo fictício.

No passado, houve algumas tentativas de buscar misturar ainda mais o físico com o virtual ao estimular delicadamente as sensações físicas. Existe, por exemplo, uma luva repleta de sensores capaz de imitar o estímulo físico de segurar um objeto embora que virtual, e até uma roupa tática que faz o usuário sentir pequenas sensações por meio de vibrações ao longo do corpo. Mas o esforço da Disney é capaz de revolucionar esse mercado trazendo a novidade dos airbags, nunca antes utilizados para esse propósito.

O problema é que os óculos de realidade virtual atualmente são extremamente limitados. Por serem muito caros e com pouquíssimas funções, eles ainda não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas. Para que acessórios como esse cheguem ao público pode demorar um pouco até que o custo de tecnologias desse tipo se tornem mais baratas. O mais provável é que a Disney pense em implementar o recurso em um dos seus parques temáticos ou em sessões de cinema especiais.

É muito provável que com os altos investimentos e interesses envolvidos, a equipe consiga de fato criar algo mais realista que o modelo atual (que consiste basicamente de vibrações robóticas sem graça) para ser implementado eventualmente. A empresa tem nas mãos a chance de elevar a patamares inimagináveis as experiências “4D” tão presentes nos parques da Disney, adicionando sensações realistas e imersivas bem diferentes das de hoje, que não passam de ventiladores e jatos de água.

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