Google proíbe campanhas políticas em Washington para evitar novos problemas com a lei

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As grandes companhias digitais tem desempenhado um papel cada vez mais forte em todos os setores da sociedade. Casos como o da Cambridge Analytica em que o Facebook foi responsável por vazar dados de milhões de usuários, informações estas utilizadas ativamente para influenciar nas eleições americanas de 2016.

O escândalo abriu os olhos de muitos para essa realidade, e impulsionou uma série de decisões para limitar a influência dessas mídias sobre questões tão delicadas. O Google então se viu pressionado a interromper a venda de anúncios políticos para o estado de Washington enquanto se prepara para se regulamentar com as novas leis que surgiram essa semana.

Na noite do dia 6 a empresa declarou que “propagandas políticas relacionadas às intenções de voto e eleições locais no estado de Washington, EUA, não serão aceitas” A companhia não deu um prazo para para quando irá retomar as vendas.

Um representante do Google disse ao site GeekWire, “Nós levamos a transparência e a divulgação de propagandas políticas muito a sério, e por isso decidimos pausar a venda para as eleições de Washington, começando dia 7 de Junho, enquanto nós atendemos as demandas para regulamentar a prática com as novas leis e garantir que nossos sistemas estão prontos para atingir os novos requerimentos.”

A lei em questão é a HB 2938 assinada pelo governador Jay Inslee em Março. Não se passou muito tempo desde que a nova regra foi aprovada, mas o Google certamente esperou até o último minuto para tomar previdências. Pelo novo decreto as penalidades aumentaram para aqueles que não cumprirem as leis da Comissão de Propagandas Públicas e cria datas mais restritas para quando as informações sobre o financiamento dos anúncios pode se tornar público. Agora esses dados precisam ser expostos no momento “em que a propaganda ou o anúncio recebeu distribuição ou transmissão pública.”

O pressão para inserir regras mais rígidas a campanhas eleitorais na internet se tornou ainda mais forte depois da campanha presidencial de 2016 onde a o centro de inteligência dos EUA acusaram o governo Russo de divulgar difamações de candidatos por redes sociais como o Facebook.

Mas o dinheiro do financiamento de grupos políticos formado por americanos também é uma ameaça a se considerar. É importante para o público estar ciente de rastrear quem está tentando influenciar as eleições e de onde estão conseguindo este dinheiro. Um estudo de 2015 do Projeto de Mídia da Wesleyan descobriu que quanto mais informações o público tem sobre uma propaganda política, menos efetiva ela se torna.

A decisão do Google que temporariamente congela seus anúncios políticos em Washington veio logo depois do estado processar a empresa, e o Facebook, alegando que eles “falharam em obter e manter” registros sobre a compra de divulgação eleitoral como requerido pela lei.

Outros estados também estão atualizando seus requerimentos para campanhas eleitorais. Nova Iorque aprovou uma legislação similar em Abril, e o governador Andrew Cuomo apontou que a lei precisa ser forçada nacionalmente. Cuomo insiste que os estados precisam levar em consideração as plataformas online, e que com esse tipo de obrigação se regularem para evitar fraudes futuras.

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