3ª edição da Conferência Ethos, no Rio de Janeiro, debateu tendências para a consolidação de propostas para uma nova economia inclusiva, verde e responsável

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Rio de Janeiro, 12 de junho de 2018 – A 3ª edição da Conferência Ethos, em 12 de junho, no Rio de Janeiro, organizada pelo Instituto Ethos, proporcionou discussões a respeito de temas relacionados a meio ambiente, direitos humanos e integridade.

Entre os destaques do evento, foram apresentados os resultados da iniciativa “Por contratações limpas nas eleições” que propõe compromisso a candidatos e partidos políticos no uso dos recursos públicos oriundos do Fundo Partidário e do Fundo Público Eleitoral. “O Fundo Partidário é dinheiro público, então é preciso prestar contas do uso desse dinheiro”, disse Marco Antonio Fujihara, sócio da AGGREGO consultores e diretor executivo do Instituto Brasileiro de Certificação e Monitoramento (IBRACEM). “Além da publicação dessa pesquisa, o Ethos assume um compromisso público como forma de chamamento aos candidatos e partidos para que eles entendam a importância de se atentar à integridade”, destacou Ana Lúcia de Melo Custódio, gerente-executiva de gestão para o desenvolvimento sustentável do Instituto Ethos.

Na oportunidade, também foi apresentado o Rating Integra, uma iniciativa inédita no mundo, que tem como objetivo incentivar organizações esportivas no desenvolvimento da governança e de boas práticas. “Acredito que as entidades que não se associarem ao Pacto pelo Esporte tendem a se isolar, incluindo quanto aos patrocínios. Porque esta decisão dá mais segurança ao investidor, ao associar sua marca com determinada entidade comprometida”, indicou Lars Grael, atleta e velejador. Segundo ele, o Pacto pelo Esporte, além da própria integração do Rating, é um processo que está oxigenando o esporte brasileiro.

Além disso, diante do cenário recentemente presenciado com a greve dos caminhoneiros, foram discutidas cujo objetivo é incentivar as alternativas para o petróleo e quais podem ser aplicadas nos próximos anos. “Como sociedade, temos o desafio de saber como equilibrar o impacto do meio ambiente e o benefício socioeconômico. Um exemplo é a Noruega, que usou o petróleo para avançar, continuar produzindo petróleo, mas o seu uso, pelo próprio país é desincentivado”, pontuou Antonio Guimarães, secretário-executivo de exploração e produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Para completar, a diversidade e os direitos humanos e seus múltiplos aspectos estiveram na pauta do evento. Durante o painel “O país reivindica um corpo negro: diálogo de mulheres sobre caminhos para transformar uma democracia que convive com o racismo”, Rachel Quintiliano, comunicadora, especialista em comunicação e saúde, e consultora independente disse que “os racistas não são aqueles que nos matam todos os dias, mas também são os que permitem que a violência aconteça”. Em relação à atuação das empresas nessa agenda, Giselle dos Anjos Santos, historiadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT) nas áreas de Gênero e Raça, observou que “nos cabe pensar enquanto sociedade e o papel das empresas para enfrentar estes desafios. A fim de identificar os nós que estão impedindo essa ascensão”.

Já ao longo do painel “Por que uma agenda da visibilidade LGBTQIA?: Acesso, pluralidade nas representações e economia inclusiva”, Nélio Georgini, coordenador especial da diversidade sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro, disse que a prefeitura do Rio de Janeiro fez um mapeamento das necessidades da população LGBTQIA+ e entenderam que a questão do emprego era prioridade. “Então, criamos o Trans + Respeito e temos conversado com empresas para que elas possam acolher as nossas pessoas”, disse o executivo.

“Os debates dessa edição foram enriquecedores para os participantes. Promover sustentabilidade e conduta ética nas empresas e na sociedade é, antes de tudo, uma forma de criar e manter as transformações que queremos conquistar daqui para frente. Precisamos nos desafiar diariamente para que possamos continuar em movimento. Se o futuro é a gente quem escolhe, é fundamental estarmos dispostos a mobilizar, a sensibilizar, a apoiar, a articular e a construir”, diz Caio Magri, diretor presidente do Instituto Ethos.

Este ano, a conferência reuniu um time de líderes e profissionais com novos olhares acerca dos desafios da economia nacional e do desenvolvimento fluminense. A próxima edição da Conferência Ethos será realizada na cidade de São Paulo, nos dias 25 e 26 de setembro.

20 anos do Instituto Ethos
Especialmente em 2018, o Instituto Ethos comemora 20 anos. Nesse período, a instituição tem trabalhado para incentivar práticas sustentáveis e responsáveis nas empresas, em busca de uma sociedade mais justa e sustentável. Dessa forma, o repertório da Conferência Ethos, edição Rio de Janeiro, relembrou fatos importantes da história do Instituto, além de proporcionar a renovação de seu propósito, baseado na integridade e na ética, construindo diálogos entre diversos setores da sociedade sobre temas transversais à sustentabilidade.
Durante a abertura do evento, a entidade lançou a campanha dos 20 anos #ValoresQueTransformam. Assinada pela agência Ketchum, tem o propósito de mostrar que o futuro depende de valores como transparência, liderança e diálogo, integridade e ética, justiça social e sustentabilidade. “Todos têm algo a fazer para tornar o mundo mais sustentável, desde as grandes corporações até o pequeno agricultor familiar, seja um morador de uma cidade brasileira, de uma pequena vila na Europa, de uma aldeia na África ou de uma megalópole americana”, finaliza Magri.

Sobre o Ethos
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, que completa 20 anos neste 2018, tem a missão de mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerirem seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável.
A organização trabalha com questões relacionadas à ética, desde sua fundação, em 1998. O Pacto Empresarial pela Integridade e Contra a Corrupção, criado em 2006, vem estimulando o setor empresarial a incorporar práticas de integridade em seus planos de negócio. As temáticas dos direitos humanos e da igualdade de gênero e raça também são abordadas na Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gêneros. Além disso, em 2009, o instituto fundou o Fórum Clima, que engaja empresas na busca por soluções para a alteração do clima.

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