Produção de laranja aquece economia do Noroeste Fluminense

São José de Ubá, tradicional produtor de tomate, aposta na citricultura com apoio de programas estaduais

O município de São José de Ubá, no Noroeste Fluminense, conhecido como a “terra do tomate”, está se firmando como um novo pólo de produção de laranja, com safra anual média de 500 toneladas. A diversificação de cultivo é o resultado de investimentos promovidos por programas da Secretaria Estadual de Agricultura, como o Rio Rural e o Frutificar.

O produtor Carlos Roberto Marinho, da microbacia Santa Maria, está na quarta colheita de laranja das variedades Folha Murcha, Natal e Valência, de sabor mais adocicado, tradicionalmente consumidas in natura.  “Pouca gente acreditava que daria certo esse plantio em Ubá. Estou satisfeito por ter acreditado”, revela.

Com o Frutificar, programa estadual que concede crédito a juros baixos para investimentos em fruticultura, Marinho investiu R$ 50 mil reais no plantio de 1.200 pés. No terceiro ano, começou a pagar o empréstimo com a venda da primeira safra, que vai de junho a outubro. Com a quitação do investimento no ano que vem, pretende triplicar a área plantada.

O produtor também trabalha com pecuária de corte e produção de leite, mas afirma que a laranja possui o melhor custo-benefício de todos, além de ter grande procura no mercado e preço estável.

União de esforços

A integração dos programas agrícolas governamentais permite que os produtores rurais consigam estruturar melhor o processo produtivo em suas propriedades, pois cada incentivo prioriza ações específicas.

“Nossa intenção é que os produtores desenvolvam uma grande capacidade gestora e aproveitem bem os recursos. Uma das metas é a geração de empregos no campo, resultado direto do crescimento da produtividade”, explica o secretário estadual de Agricultura”, explica o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo.

Carlos Roberto Marinho afirma que o Frutificar foi importante para garantir o plantio, enquanto o Rio Rural contribuiu para a produção de água, uma vez que o produtor implantou o subprojeto de proteção de nascentes, responsável pela melhor absorção da água de chuva no solo, que ajuda na irrigação.

No caso do produtor Antônio Cléber de Oliveira, o Rio Rural ajudou com na aquisição de caixas agrícolas, usadas para transportar alimentos.

“Os custos de produção caíram quando ganhamos as caixas, que antes eram alugadas. Isso aumenta meu lucro na hora de vender as laranjas”, afirma o agricultor que cultivou tomate e pimentão por mais de trinta anos e hoje se dedica apenas à laranja.

Semente

As primeiras lavouras de laranja incentivadas pelo Frutificar em São José de Ubá foram formadas há seis anos, na intenção de que os agricultores locais diminuíssem a dependência da cultura do tomate, que apresenta preço instável no mercado. O Sebrae/RJ e a Federação das Indústrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan) ficaram responsáveis pela contratação de consultores agrícolas, que fazem o acompanhamento dos laranjais.

“Temos 15 propriedades caminhando bem e vários agricultores interessados no segmento. O clima quente da região ajuda no cultivo”, conclui o técnico do Programa Frutificar, Denilson Caetano.

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Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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