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O reúso de água como solução para a indústria e meio ambiente

Além de sustentável, o sistema ajuda na saúde financeira dos negócios

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Setembro chegou seco e promete ficar assim em São Paulo. Brasília completou recentemente 100 dias sem chuva. O açude Castanhão, maior do Ceará e responsável pelo abastecimento de Fortaleza, está com apenas 4% de sua capacidade. A escassez de água nos grandes centros urbanos pede urgência em ações eficazes no combate ao desperdício de água, fazendo do reúso um iniciativa de grande importância nos dias atuais.

O reúso de água como solução

Fernando Pereira, diretor comercial da General Water, empresa que implanta e opera desde a captação da água até o tratamento dos efluentes para reúso e descarte, explica que a reutilização da água pode ser feita de diversas maneiras, das mais simples às mais sofisticadas e os benefícios não param. “Além de reduzir o consumo de água potável e preservá-la exclusivamente para atendimento de necessidades que exigem a sua potabilidade, o reúso também é estratégia indispensável para reduzir o volume de esgoto descartado, além de gerar uma grande economia de recursos que podem ser utilizados em outros investimentos”.

A viabilidade de implantação de um sistema de reúso de águas residuais ocorre principalmente em empreendimentos novos e de maior porte: shopping centers, condomínios de apartamentos ou de casas. “O custo do sistema é determinado por variáveis como o local da edificação, a vazão da água e a tecnologia escolhida para tratamento dos efluentes, cuja escolha deve ser baseada na qualidade do efluente a ser tratado e na qualidade requerida para a água de reúso”, ressalta.

Como funciona o tratamento?

A água que escorre pelo ralo do chuveiro e da pia ou a que é usada nas descargas pode ser transformada em água potável, num processo de cinco etapas e que dura até 12 horas.

Na estação de tratamento, o esgoto primeiro passa por um peneiramento, que faz a filtragem inicial dos resíduos. Em seguida, a água vai para os tanques de equalização, onde é feito o controle do volume de esgoto necessário para o tratamento.

A terceira etapa é a passagem por um reator biológico, onde bactérias especializadas se alimentam da matéria orgânica, limpando a água. Esse processo dura algumas horas, durante as quais o reator recebe uma injeção constante de ar, para que as bactérias que degradam o esgoto se proliferem.

O passo seguinte é o processamento no tanque de membranas de ultrafiltração, importadas do Japão, que separam completamente o iodo da água, que depois é esterilizada em outro tanque, com cloro e recebe a adição de um corante para diferenciá-la da água potável. Pronto! A água, que era esgoto, já pode ser usada para o abastecimento de torres de resfriamento de ar condicionado, bacias sanitárias e para a irrigação.

Sobre a General Water

Empresa fundada em 2000 para suprir uma carência intrínseca na região metropolitana de São Paulo: a escassez de recursos hídricos. A filosofia da General Water é proporcionar aos grandes consumidores de água a oportunidade de contar com seu próprio sistema de abastecimento, tratamento de esgoto ou reuso de água, implantado e operado por uma empresa especializada no desenvolvimento e operação de soluções customizadas de saneamento. Ainda dentro da sua filosofia de trabalho, a General Water é responsável por todos os custos, riscos e responsabilidade durante todas as fases do contrato. Cabe aos clientes apenas arcar com a água/efluente produzida nos sistemas. Em abril deste ano, a empresa recebeu um aporte do fundo de investimento de impacto suíço, LGT Impact. Mais informações: www.generalwater.com.br

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro.
Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável.
Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer!

Para falar comigo, entre em contato pelo email:
contato@meioambienterio.com

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