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Autora de Livros Eróticos cita Simone de Beauvoir para criticar Feminismo e gera polêmica na Internet

Nana Pauvolih criticou Movimento Feminista na sua rede social

Simone de Beauvoir foi uma autora, ativista política, feminista e teórica social francesa. Simone de Beauvoir não se considerava uma filósofa, mas teve muita influência na teoria feminista do século passado.

Apesar disso, a autora de livros eróticos Nana Pauvolih acredita que Simone de Beauvoir não estaria feliz com os rumos que o Movimento Feminista vem tomando.

Em seu perfil no Facebook, Nana Pauvolih compartilhou um tweet de Danilo Gentili. Na mensagem, o apresentador do The Noite, do SBT, escreveu: “A prova de que o Movimento Feminista nunca foi algo pelo Empoderamento Feminino e é só massinha de manobra. Ao invés de votarem na Marina Silva, uma mulher, o movimento está se mobilizando entre Ciro e Haddad”.

Danilo Gentili Twitter

Para comentar a postagem de Danilo Gentili no Twitter, Nana Pauvolih escreveu: “Pois é, não dá para entender. Hipácia, Nísia Floresta e Simone de Beauvoir devem estar se revirando no túmulo”. Para finalizar o post, a autora escreveu as seguintes hashtags: “#EuSouAFavorDasMulheres #NãoAsDoutrinasPolíticas e #NãoAsFeminazis”.

Nana Pauvolih Facebook

Nos comentários do post, Nana Pauvolih recebeu algumas mensagens de apoio entre muitas críticas ao seu posicionamento em relação ao Feminismo.

Josy Stoque, autora de Mascarado Pelo Desejo e da trilogia Puro Êxtase, ambos livros publicados pela Editora Astral Cultural, discordou do posicionamento de Nana Pauvolih. “Nana, me desculpe, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. O Feminismo prega a liberdade feminina. Dentro do movimento, as mulheres são livres para votarem em quem elas quiserem. Não existe campanha para Candidato X ou Y”.

Quando questionada por uma leitora de Nana sobre em qual candidato à Presidência da República pretende votar nas Eleições 2018, Josy Stoque respondeu que “No momento, ainda não tenho candidato. Eu estou estudando as propostas e as suas posturas antes de me decidir. O Voto útil também é uma possibilidade. Mas como eu disse, o voto é individual. Ninguém dentro do grupo feminista está sendo doutrinada. Tanto é verdade que mulheres de Direita estão presentes no grupo e sendo respeitadas como todas as outras”.

Pecadora, Livro de Nana Pauvolih

Algumas leitoras de Nana também se posicionaram contra a sua postagem. “Realmente, esse posicionamento de uma historiadora e escritora de romances eróticos deixou muito a desejar. Uma pena, eu estou muito triste com isso” escreveu a leitora Rafaella Muniz.

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“Quem luta pelo direito das mulheres jamais chamaria outra mulher de “Feminazi”, pois esse é um estereótipo que os homens colocaram na gente. É triste ver uma mulher fazendo esse tipo de discurso” escreveu Lívia Marjorie.

A leitora Maria Falcão escreveu: “É sério que você está atacando o movimento que luta pelo direito das mulheres? Feminismo é político sim! Sempre foi. Lutamos pelo direito do voto, lutamos pelo direito do trabalho, pelo direito de não sermos mortas. Lutamos quando querem colocar no poder uma pessoa que não tem condição nenhuma para auxiliar na luta das mulheres. Não estamos fazendo campanha partidária para ninguém. Estamos fazendo campanha a favor do nosso direito de existir e de escolha”.

“Nana, você acabou de chamar o Movimento Feminista de Nazismo e acha que isso é de boa? Sinceramente, eu gosto muito do seu trabalho, mas, hoje, a pessoa Nana é alguém a quem não tenho o menor interesse em continuar seguindo. O pior é ver outras mulheres afirmando que não são feministas e sim humanas. Isso só demonstra a falta de estudo e de respeito para com o movimento feminista. O Feminismo lutou para que essas mesmas mulheres que se dizem contra feministas pudessem ter o direito de falar” escreveu Karen Silva.

A leitora Luana Lima escreveu: “Com todo respeito a você e ao seu conhecimento histórico, acredito que você está equivocada. O Movimento Feminista me dá o direito de escolher aquele que, na minha opinião, está mais preparado para assumir o comando da Nação, independente de gênero”.

Já Priscila Marques repercutiu o uso de uma das hashtags que Nana Pauvolih escreveu em sua postagem. “Ela (Nana) chamou o movimento de Feminazi. Eu faço parto do movimento. Então, ela me chamou também. A única solução é continuar lendo os livros e esquecer a opinião dela que, por sinal, é cheia de preconceitos. Eu faço parte do movimento feminista e não sou petista” escreveu Priscila.

Lays Souza escreveu: “Ninguém está usando a bandeira do Feminismo para votar no Ciro ou no Haddad. Ser de esquerda ou não é uma questão pessoal que não tem nada a ver com o feminismo”.

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“Na verdade, o grupo é de mulheres que não concordam com a maneira de pensar do candidato Jair Bolsonaro e que não acreditam que ele possa fazer um bom governo. No grupo, tem mulheres que vão votar na Marina Silva e até no Cabo Daciolo” escreveu Monica Campelino.

Wanessa Rocha escreveu: “O que muitas mulheres não entenderam ainda é que as mulheres se uniram por um fim específico: Não votar em um candidato machista e homofóbico. Em momento algum, combinamos voto em fulano ou sicrano. O voto é uma escolha particular”.

“O Feminismo não tem partido. O Feminismo é um movimento social político que tem o objetivo de dar liberdade e igualdade social para as mulheres. É deprimente ler isso de uma mulher que se diz historiadora. Eu também sou historiadora e estudei todas as vertentes do Feminismo. Quando você diz que não é feminista de esquerda, eu só consigo chegar a conclusão de que a sua visão de feminismo é elitista, branca e que não liga para as vertentes do próprio movimento” escreveu Raissa Sara.

Tatiane Veiga escreveu: “Lamentável esse post! Você sabia que até pouco tempo atrás, as mulheres não podiam ser escritoras? As mulheres que enfrentavam o sistema tinham que utilizar pseudônimo masculino. E as feministas lutaram contra isso”.

Entre tantas críticas, houve também quem apoiou Nana Pauvolih. “Nana, admiro muito o seu trabalho e, agora, passo a admirar você como pessoa também” escreveu a leitora Rejane Fahl.

Sobre as críticas, Nana Pauvolih escreveu: “Viva o debate e à exposição de opiniões. Afinal, eu sou a favor da Democracia”.

Raigor Ferreira

Olá! Eu sou o Raigor. Sou escritor de livros infanto-juvenis desde 2014 e redator nas horas ocupadas. Autêntico canceriano e apaixonado pela escrita desde que aprendi a ler com quatro anos, escrevo sobre celebridades, séries e filmes aqui no Meio Ambiente Rio. Eu amo esse universo e se quiser entrar em contato comigo, escreva pararaigorbooks@gmail.com

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