5G e Meio Ambiente

A quinta geração de internet móvel, popularmente conhecida como 5G, vai aos poucos ganhando espaço pelo mundo. A nova tecnologia permite velocidade e qualidade de conexão imensamente superiores à sua predecessora, 4G. O potencial deste enorme avanço permance quase inexplorado e sua implementação ainda gera debates acalorados.

Má Comunicação

A implementação do 5G divide opiniões em diversos segmentos da sociedade. Enquanto rumores sobre o 5G fazer mal à saúde pertenciam ao campo das teorias da conspiração, na França, o presidente Emmanuel Macron descredibilizou o esforço da oposição e disse que os desafios ambientais não seriam superados com “lamparinas a óleo”.

No parlamento francês, partidos ambientalistas e de esquerda pediram uma moratória sobre sua implementação, em 2020. Os mais céticos pedem cautela, frisando que a tecnologia digital já deixa uma pegada de carbono considerável e que não existem estudos suficientes sobre o impacto de mais esta inovação.

Questiona-se, por exemplo, a necessidade de implementar mais torres de transmissão, em vez de usar as existentes, o que poderia causar uma “poluição eletromagnética”. Para eurodeputado verde Yannick Jadot, não se pode implementar uma tecnologia que todos dizem ser “revolucionária”, sem questionar a quem ela beneficiará.

Já os entusiastas defendem que o 5G pode otimizar a forma como consumimos nossos recursos, assim reduzindo emissão de gases estufa e previnindo desperdícios.  Promessas da indústria de apostas, como https://br.netbet.com/ também se beneficiarão enormemente deste avanço, com mais realismo e mais interatividade.

Carregando o Futuro

Nenhum dano ao meio ambiente ainda foi observado devido ao 5G e possíveis danos à saúde já foram desmentidos como infundados ou simplesmente, mentirosos. Entretanto, esta internet ultra-rápida pode ser utilizada em tecnologias que efetivamente ajudariam na redução da poluição e prevenção de desastres ambientais, como incêndios florestais.

Mesmo a questão referente a um possível “excesso de torres de transmissão” tem uma solução jurídica relativamente simples: o princípio da Vedação do Retrocesso, que impede que os níveis de proteção ambiental corrente sejam comprometidos. Este princípio tem garantido o compartilhamento de diversas torres judicialmente, na implantação da rede 5G.

O 5G deve alavancar a implementação de cidades inteligentes, através da Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA). Estas tecnologias, aliadas, prometem acabar com congestionamentos, transporte público ineficiente, além do desperdício energético.

Indústria 5.0

Determinados setores da indústria já começam a colher os benefícios da nova geração da internet. Uma “fábrica 5.0” tem toda sua estrutura otimizada, no sentido do melhor aproveitamento do espaço e dos recursos existentes. Para tal, a nova indústria aposta em “sistemas ciberfísicos” (CPS, na sigla em inglês), capazes cortar desperdícios e reduzir a emissão de poluentes, com benefícios ambientais evidentes.

Conclusão

A resistência à “nova internet” nos setores mais céticos da sociedade vêm diminuindo, na medida em que o 5G tem se mostrado utilíssimo em diversas áreas. Dentre elas, medicina, telecomunicações e desenvolvimento urbano. Contanto que a implantação da rede não leve a uma “floresta de antenas”, ou a um descarte massivo de aparelhos de tecnologia inferior, o 5G traz muito mais benefícios ambientais do que riscos.

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Lucas W. Pelisari é escritor, formando em Investigação Forense e Perícia Criminal. Cursa Direito e atua profissionalmente no marketing. Sua especialidade é empreendedorismo e marketing digital.