Meio Ambiente

Carro a água

CARRO A ÁGUA

O mundo sempre sonhou com o carro a água como alternativa aos combustíveis tradicionais e com esse objetivo ele é muito válido, obviamente, mas como alternativa ou solução para consequências climáticas, há restrições. O objetivo deste artigo não é gerar dificuldades para esse desenvolvimento, mas mostrar que é preciso descobrir todos os aspectos de uma mesma situação e também mostrar pela enésima vez como são errados e limitados os empíricos do CO2 que não enxergam outra questão climática senão unicamente o CO2 e seu efeito estufa.

Já há carros movidos a água criados por brasileiros (inclusive com instalação de kits) e também em outros países. Na verdade, esses carros fazem a decomposição da água em hidrogênio (H2) e é esse gás que move o motor. Todavia, é preciso ter extremo cuidado com o H2, pois esse gás pode explodir violentamente à temperatura ambiente e é altamente inflamável com concentrações de 4% ou mais de H2 no ar. Ele explode quando misturado com oxigênio em várias proporções e, na temperatura de 560 ºC, tem ignição automática.

Para a “ciência” dos empíricos do CO2, o carro a água é recomendável, já que ela só enxerga o CO2 como causador de tudo que é problema climático, mas que na verdade não é e despreza completamente a influência do H2O no ar em relação a questões climáticas. Eles só enxergam o efeito estufa e até fizeram e seguem uma tabela com os supostos gases com “potencial de aquecimento global – GWP” onde o CO2 recebeu arbitrariamente o valor unitário e fixo e o vapor d’água nem sequer consta nessa tabela. Além disso, se as quantidades do CO2 e dos outros gases sempre variam na atmosfera, como podem tais valores ser fixos? É uma tabela só de faz-de-conta e de cunho pessoal, nada científico.

O que aconteceria com o clima de uma sala fechada onde estivesse um carro funcionando o tempo todo e emitindo só água (e ainda quente)? Claro, a sala ficaria muito úmida e quente, insuportável. O que aconteceria com o clima de uma cidade ou região onde houvesse milhares ou milhões de carros emitindo só água (e ainda quente)? Claro, o ar da região ficaria semelhante ao da sala. Mais uma vez esta é uma questão através da qual vemos que a “ciência” que tem comandado o mundo (politicamente, não cientificamente!) nas questões climáticas não consegue entender questões básicas da atmosfera e conduz o mundo para rumos errados.

Vou dar exemplos numéricos usando a sensação térmica de acordo com a temperatura e a umidade do local. Vamos considerar uma temperatura de 35 ºC e umidade relativa de 80%, valores típicos da Amazônia. Quem imagina quanto isso dá de sensação térmica? Mais uma pausa para imaginar… Sabem o resultado? Resposta: 57 ºC!! Agora, vamos considerar que essa mesma temperatura de 35 ºC seja do Saara e com uma umidade de 10%, típica de desertos. Quanto isso deve dar? Pausa para pensar… Resposta: 32 ºC!! Isso mesmo, menor do que a própria temperatura medida! Agora vamos considerar uma temperatura de 50 ºC típica do Saara e com sua umidade de 10%. Resposta: 48 ºC! Agora vamos considerar uma temperatura ambiente de 40 ºC e uma umidade de 80%. Resposta: 83 ºC!!! Ou seja, em lugares úmidos sofre-se muito mais, embora o ar seco cause outros tipos de problemas. Tudo na vida é uma questão de equilíbrio. Vejam, portanto, o efeito do vapor d’água na atmosfera e no bem-estar das pessoas. Essas coisas os empíricos do CO2 não enxergam. Os resultados acima são apenas aproximados, não exatos, mas dão a noção da enorme sensação térmica quando há alta umidade no ar. Isso sim é efeito climático! E nos últimos 50 anos quase todo o planeta ficou mais úmido, com mais nuvens e mais precipitações. O Novo Ciclo Hidrológico, descoberto por mim, explica isso física e matematicamente.

Enquanto isso, essa turma do aquecimento “global” que só enxerga o CO2 e seu efeito estufa (que não “infrói” nem “contribói”) por falta de conhecimentos da verdadeira física diz que o planeta sofrerá um aumento de 2 ºC e ainda para 2100 e que hoje em dia já aumentou 0.8 ºC e que isso é um enorme problema que causa catástrofes (risível!!). Essa turma é sem noção, não explica nada com base em princípios físicos além de mudar seus resultados e conclusões conforme as conveniências, pois o AR4 de 2007 do IPCC “previa” um aumento de 6,4 ºC para 2100, mas agora já diminuíram e muito. Mesmo com tantas irregularidades, incluindo fraudes, essa turma leva governos, instituições e o mundo todo ao pensamento único e errado por conta de sua influência sem ciência e irresponsável na mídia mundial. E como demonstrei em artigos científicos internacionais, o CO2 tem uma influência de menos de um por cento (!!) na temperatura e não tem propriedades físicas nem poder para causar nenhuma mudança climática ou catástrofe.

A ignorância científica dessa turma é tão grande que suas revistas e editores publicam trabalhos propondo jogar água e sal para a atmosfera (uma das propostas da chamada geoengenharia), para diminuir o aquecimento “global” porque eles entendem as nuvens só como agentes que refrigeram o ambiente. Mas, elas não funcionam só dessa forma, pois elas têm poder acumulador de energia e massa e assim mais aquecem do que resfriam.

Além disso, esse excesso de água pra cima seria maior do que as termoelétricas, nucleares, indústrias, veículos comuns, etc, já jogam automaticamente e aumentam a umidade do ar. Esse excesso de água e sal também terá de voltar causando enchentes e outras complicações. Essa água em excesso também geraria maior cobertura de nuvens deixando a umidade presa e produzindo abafamento e maior mal-estar para pessoas e outros animais. Mesmo que eles conseguissem acabar com as emissões de CO2, as termelétricas, nucleares, indústrias, veículos, etc, continuariam a jogar bilhões de toneladas de água, partículas e muito calor a todo instante ao redor do planeta, cujos elementos geram mais umidade, mais nuvens, mais chuvas, mais ventos fortes e mais consequências disso tudo. Então, não é preciso aumentar as nuvens e chuvas, porque estas já são aumentadas por certas atividades humanas. E a supressão do CO2 por atividades humanas não teria resolvido nada! Tudo por falta de compreensão do funcionamento teórico da atmosfera por parte dessa turma.

ERNANI SARTORI

Cientista

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro.
Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável.
Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer!

Para falar comigo, entre em contato pelo email:
contato@meioambienterio.com

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