Meio Ambiente

Tegram começa a exportar milho e abre porta aos trens

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) — que iniciou as operações no porto de Itaqui (em São Luis, Maranhão) neste ano — carregou nesta quarta-feira seu primeiro navio de milho, em meio a embarques expressivos de soja. Na mesma ocasião o terminal privado também começou o descarregamento do primeiro trem graneleiro com cargas para exportação.

“Nossa estimativa é da ordem de 800 mil a 1 milhão de toneladas de milho saindo por lá até o fim do ano”, revela o executivo representante do Tegram, Luiz Claudio Santos. A primeira carga de milho exportada foi vendida pela trading CGG para o Oriente Médio, explicou.

Até o momento o Tegram já exportou 1,51 milhão de toneladas de soja, em 24 navios. A previsão, segundo Santos, é operar ainda oito navios com soja em agosto e mais dois em setembro. O executivo indica que as chuvas — que, quando ocorrem, obrigam o fechamento dos porões dos navios e interrompem os embarques — não serão problemas para as operações nos próximos meses, já que a estação seca na região dura de julho a dezembro.

Gradualmente, no segundo semestre, o milho deverá dominar os embarques. A expectativa é fechar este primeiro ano de operações com exportações de 2,5 milhões de toneladas de grãos.

Futuro promissor

Depois dos testes de 2015, o Tegram pode exportar 3,5 milhões de toneladas de grãos no ano que vem, projeta Santos. Quando a capacidade operacional da primeira fase do projeto for atingida, serão 5 milhões de toneladas anuais.

Após investimentos relativamente recentes, os terminais do Norte e Nordeste passaram ter um papel mais relevante no escoamento da safra brasileira, e devem ganhar cada vez mais importância nos próximos anos.

Viabilizado por um consórcio composto por NovaAgri, Glencore, CGG Trading e Amaggi/Louis Dreyfus, o Tegram é um dos grandes terminais que passaram a reforçar as operações de companhias exportadoras que buscam alternativas aos portos do Sul e do Sudeste do Brasil.

Ferrovia

O Tegram está na ponta norte da Ferrovia Norte-Sul e da Estrada de Ferro Carajás, operando ao lado de terminais de grãos e minério de ferro da VLI Logística e da Vale, na capital maranhense. Até esta semana, no entanto, as cargas eram recebidas apenas por meio de caminhões.

A VLI, que opera na ferrovia, entregou a obra de um ramal de cerca de dois quilômetros, que permitiu o acesso do primeiro trem, contratado pelo consórcio Amaggi/Louis Dreyfus Commodities. “O modal ferroviário vai representar 70% a 80% da nossa logística”, projeta Santos.

Ao longo dos próximos meses, os descarregamentos ferroviários deverão gradualmente ganhar força no Tegram, ampliando as opções logísticas para produtores e empresas exportadoras que atuam nas fronteiras agrícolas no Tocantins, Sul do Maranhão e Leste de Mato Grosso.

A VLI confirmou que dois novos terminais de transbordo, em Porto Nacional e Palmeirante, ambos em Tocantins, estarão recebendo caminhões e carregando grãos nos comboios ferroviários já para a próxima safra 2015/16.

Agronegócio Gazeta do Povo (AgroGP) com Reuters

 

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Vagner Liberato

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Jornal Sustentabilidade com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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