Meio Ambiente

Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco

Em 18/08/2015, o volume útil do Reservatório Equivalente da Bacia do Rio São Francisco era 9.217hm³, o que equivale a 19,4% do seu volume útil total. Na mesma data do ano passado o armazenamento era de 28,38% do volume útil.

A vazão afluente ao reservatório de Três Marias foi de 96m³/s e a vazão liberada, de 304m³/s.
No mês de agosto, a vazão afluente média ao reservatório de Três Marias é de 91m³/s e a vazão liberada média, de 302m³/s.

A vazão afluente ao reservatório de Sobradinho foi de 490m³/s e a vazão liberada, de 940m³/s.
No mês de agosto, a vazão afluente média ao reservatório de Sobradinho é de 550m³/s e a vazão liberada média, de 941m³/s.

A vazão afluente ao reservatório de Itaparica foi de 870m³/s e a vazão liberada, de 910m³/s.
No mês de agosto, a vazão afluente média ao reservatório de Itaparica é de 880m³/s e a vazão liberada média, de 895m³/s.

A vazão liberada pelo reservatório de Xingó foi de 917m³/s e a vazão liberada média no mês de agosto é de 923m³/s.

 

Acompanhe aqui a situação diária dos reservatórios do São Francisco

Consulte aqui os relatórios mensais de monitoramento do São Francisco
A Região Hidrográfica São Francisco possui aproximadamente 638.466 km² de área (7,5% do território nacional), abrangendo os seguintes estados: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Goiás e o Distrito Federal. O rio São Francisco nasce em Minas Gerais, na Serra da Canastra, e chega a sua foz, no Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, percorrendo cerca de 2.800 km de extensão. A área possui 503 municípios e engloba parte do semiárido, que corresponde a aproximadamente 58% dessa região hidrográfica, que está dividida em quatro unidades: Alto São Francisco, Médio São Francisco, Submédio São Francisco e Baixo São Francisco.

A parte do semiárido nordestino apresenta períodos críticos de prolongadas estiagens, resultado da baixa pluviosidade e alta evapotranspiração. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a precipitação média anual na Região é de 1.003 mm, muito abaixo da média nacional, de 1.761 mm. A disponibilidade hídrica superficial é 1.886 m³/s, o que corresponde a 2,07% da disponibilidade superficial do país (91.071 m³/s). A vazão média é de 2.846 m³/s (1,58% da vazão média nacional, de 179.516 m³/s), e a vazão de retirada (demanda total), de 278 m³/s (9,8% da demanda nacional).

Com relação aos usos, há predomínio de retirada para irrigação (213,7 m³/s), que representa 77% do total de demandas na Região. A irrigação é seguida pela demanda urbana, com 31,3 m³/s (11%), concentrada principalmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e industrial com 19,8 m³/s (7%). A demanda animal da região é de 10,2 m³/s (4%) e a rural, de 3,7 m³/s (1%). A Região do São Francisco tem importante papel na geração de energia elétrica, com potencial instalado, em 2013, de 10.708 MW (12% do total do País). Destacam-se as usinas de Xingó (3.162 MW), Paulo Afonso IV (2.462 MW), Luiz Gonzaga (1.479 MW) e Sobradinho (1.050 MW). O aproveitamento hidrelétrico do Rio São Francisco representa a base de suprimento de energia do Nordeste.

Desde 2013, a bacia do rio São Francisco vem enfrentando condições hidrológicas adversas, com vazões e precipitações abaixo da média, com consequências nos níveis de armazenamento dos reservatórios instalados na bacia. Por isso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vem solicitando à ANA autorização para flexibilizar a regra de descargas mínimas de Sobradinho e Xingó. A regra vigente, Resolução ANA nº 713, de 29 de junho de 2015, autoriza a redução, até 31 de julho de 2015, da descarga mínima instantânea dos dois reservatórios de 1.300 m³/s para 900 m³/s, revogando a resolução anterior.

As regas de operação dos reservatórios são revisadas periodicamente e novas resoluções são publicadas com os valores das vazões mínimas fixadas e a vigência da regra. Cabe à ANA definir as regras de operação de reservatórios a fim de garantir os usos múltiplos das águas, em articulação com o ONS em reservatórios de hidrelétricas. Fazem parte do Grupo de Acompanhamento do São Francisco representantes de diversas instituições, como a ANA, o ONS, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), prefeitos, irrigantes, entre outros.

A redução temporária da vazão mínima defluente dos reservatórios de Sobradinho e Xingó leva em consideração a importância dos reservatórios de Sobradinho, Itaparica (Luiz Gonzaga), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo de Paulo Afonso e Xingó para a produção de energia do Sistema Nordeste e para o atendimento dos usos múltiplos da bacia.

De acordo com as resoluções da ANA sobre as vazões defluentes mínimas, a Chesf, responsável pela operação dos reservatórios, está sujeita à fiscalização da Agência. A Companhia também deve dar publicidade às informações técnicas da operação aos usuários da bacia e ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco durante o período de vazões defluentes mínimas reduzidas.

Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do São Francisco (2015-2016)

Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do São Francisco (2004-2013)

 

Reservatórios de Sobradinho e Xingó

 

Resoluções da ANA

 

2014

 

2013

 

Autorizações e Licenças IBAMA

2014

2013

 

Relatórios CHESF


2014


2013

Outros

 

Reservatório de Três Marias

Fonte: ANA

Sobre o autor | Website

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

1 Comentário

Por gentileza, se deseja alterar o arquivo do rodapé,
entre em contato com o suporte.