Meio Ambiente

O novo ciclo hidrológico

Num sábado à noite, vagando pela internet sem qualquer interesse específico, sem buscar nada, casualmente me deparei com um assunto que me chamou a atenção, pois estranhei a questão: o tal “paradoxo da evaporação”. Como eu já conhecia teórica e experimentalmente a evaporação através de várias pesquisas e trabalhos publicados, pensei: “Ué, como pode haver paradoxo em evaporação se este é um processo direto?”. Então verifiquei tratar-se de uma questão da atmosfera e não de uma aplicação terrestre sobre evaporação. Assim, como a atmosfera não era de interesse maior para mim, deixei isso de lado.

Vários anos depois resolvi voltar ao assunto para ver o que realmente era o tal “evaporation paradox”. Constatei, então, que trabalhos publicados apresentaram dados sobre o fato de que nos últimos 50 anos houve mais nuvens e precipitação enquanto houve menor evaporação em várias partes do mundo (ex., Rússia, Europa, EUA, China, Índia, Venezuela). Os autores desses trabalhos, todos de fora do Brasil, por terem apenas o conhecimento do ciclo hidrológico natural ou convencional que diz que a evaporação é a única fonte para formação de nuvens e chuvas, não entenderam como menos água poderia gerar mais nuvens e chuvas. Por causa disso, eles próprios chamaram tal incompreensão de “evaporation paradox”.

Parei alguns segundos para pensar e logo descobri o Novo Ciclo Hidrológico (Novo Ciclo da Água), que foi publicado recentemente em artigos científicos internacionais. Se esse descobrimento tivesse acontecido nos EUA, o autor já teria mudado o mundo. Tem-se notícia de que os gregos antigos já esboçavam referência aos princípios do ciclo hidrológico natural. Como sempre tenho dito (e demonstrado física e matematicamente), essa turma da pseudociência do aquecimento “global” e mudanças climáticas “causadas pelo CO2” tem um conhecimento científico e teórico extremamente fraco e, por isso, seus integrantes não foram capazes de entender a verdadeira física por trás dessas ações da natureza. E, mesmo assim, não têm humildade para reconhecerem os erros e absurdos que cometem e interferem erroneamente nos destinos da humanidade. Nenhum dos dogmas ou pilares da “ciência” deles e de suas revistas tem base científica correta e nenhum destes tem propriedades físicas que justifiquem o que essa pseudociência diz (vejam mais demonstrações aqui) e conta com o poder avassalador e parcial da mídia mundial para controlar erroneamente o pensamento da humanidade. Não declinam de suas posições porque há muitos interesses pessoais, coletivos, de status, de poder e econômicos envolvidos.

Tem uma coisa óbvia nessa questão de “menos evaporação gerar mais nuvens e chuvas”: menos água ou menos evaporação não podem, de fato, gerar mais nuvens e chuvas. Mas, como essa turma só enxerga o CO2 e seu efeito estufa como responsáveis por tudo no mundo e não conhece nada do verdadeiro funcionamento da atmosfera e do planeta que gera tantas ações e consequências muito diferentes do que imaginam, eles não foram capazes de encontrar a solução tão evidente, porém não simples.

Se tem havido mais nuvens e mais chuvas (o século XX e quase todo o planeta ficaram mais úmidos) é porque tem subido mais água, mas não por evaporação. Então, o que é? Desde que apareceu a industrialização bem como suas geradoras de energia fóssil e nuclear no mundo, mais água tem sido jogada para cima e mais rapidamente do que os ciclos naturais conseguem fazer. Uma só usina termelétrica, por exemplo, joga milhões de toneladas de água a todo instante para cima. Imaginem quanta água todas elas jogam para o ar ao redor do mundo. Ao mesmo tempo elas secam rios e lagos de onde captam toda essa água. As usinas nucleares lançam pra cima mais de 80% da água que as termelétricas jogam. Some-se a isso o tanto de água que jogam pra cima as milhões de indústrias ao redor do planeta. Só pode estar havendo mais água para formar mais nuvens e mais chuvas. Mas, esses agentes, também jogam para o ar milhões de toneladas de partículas sólidas (com exceção das nucleares) e muito calor a todo instante, que também contribuem para o aumento de nuvens, pois estas não são formadas só por água. Ou seja, a evaporação não é mais a única fonte para a formação de nuvens e chuvas e o ser humano tem interferido no ciclo natural da água e em outros ciclos naturais e, por conseguinte, alterado as distribuições quantitativa, temporal e espacial das nuvens e chuvas bem como interferido no clima, mas não do jeito que a pseudociência apenas diz e não prova. No caso dessa turma, ela não tem como provar. E hoje em dia ela só usa o poder da mídia que tem em mãos para dizer o que bem entende para garantir seu status quo.

Bem, até aqui ficou fácil de entender e aceitar como mais água (que não é só por evaporação) tem formado mais nuvens e chuvas. Mas, por quê tem havido menos evaporação (a parte que não é simples e imediata de saber)? Aí entra outra questão, que essa turma nem sonhava e com sua base de conhecimentos jamais iria descobrir. Como já demonstrei física, matemática e ineditamente nos artigos científicos internacionais, a atmosfera pode funcionar em regime aberto e “fechado”. E num ambiente fechado a evaporação é menor! Mas, quem fecha esse ambiente ou a atmosfera? São as próprias nuvens, com sua maior cobertura! Observem nos dias em que há uma grande cobertura de nuvens que o vento ou a ventilação diminui e o ar pode ficar abafado. E, com menos vento, a evaporação é menor.

Como todos agora sabem, isso se dá através da ação direta por certas atividades humanas, cujas causas e consequências não têm absolutamente nada a ver com a ação indireta do CO2 e de seu irrisório efeito estufa, que é capaz de influir com menos de um por cento na temperatura ambiente. E esse gás e seu efeito estufa não têm propriedades físicas para causarem nada além dessa insignificante influência na temperatura que não causa nenhuma mudança climática. E qualquer aumento de temperatura, pequeno ou grande, não cria água! Acreditar ou dizer o contrário disso é não conhecer a verdadeira ciência e é violar a lei fundamental da física ou da natureza, a lei da conservação da massa e da energia, aquela que diz que nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, cujo princípio foi descoberto por Lomonosov 14 anos antes de Lavoisier. Além disso, se temperatura criasse água, o Saara seria o lugar mais úmido do planeta!

Fico realmente impressionado sobre como funciona a humanidade e como uma ciência tão errônea pode influenciar o mundo tão enormemente. Mesmo que essa pseudociência não consiga demonstrar nada, absolutamente nada com base nas leis da física, há multidões de especialistas (porém com conhecimentos insuficientes), inclusive físicos, universidades, cursos, instituições, governos, etc, do mundo todo, que apenas repetem e repercutem sem pensar, analisar ou questionar o que essa fajuta ciência diz e não prova. Toda essa gente apenas vai de carona sem pensar no que as revistas e mídia, ambas parciais, publicam. Enquanto isso, outro lado demonstra tudo cientificamente e transparente, mas a absoluta falta de conhecimentos adequados, a crença por osmose em outras questões, a inércia e temor das mentes, a crença apenas na parcialidade da grande mídia bem como a insegurança não permitem que muitas pessoas, universidades, cursos, instituições, governos, etc, deixem de lado imediatamente o que está completa e fundamentalmente errado enquanto prejudicam o mundo com essas atitudes.

ERNANI SARTORI

Cientista

Sobre o autor | Website

Meu nome é Vagner Liberato, sou carioca e vivo no Rio de Janeiro. Formei-me em Administração de Empresas e sou um apaixonado por conteúdo sustentável. Desde 2015 faço o Meio Ambiente Rio com maior prazer! Para falar comigo, entre em contato pelo email: contato@meioambienterio.com

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