Reportagem

Como usar Gás de cozinha sem colocar a saúde em risco

Apesar de ser o mais usado pela população, o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) ou, como é mais conhecido, gás de cozinha, muita gente nem imagina, mas pode esconder grandes riscos à saúde, se alguns cuidados não forem tomados.

É preciso entender que ele é originado do petróleo, e é mantido líquido dentro do botijão de gás, para isso, sendo submetido a elevadas pressões. 

O gás de cozinha tem como principais componentes os gases propano e butano, altamente inflamáveis, inodoros e incolores.

Então, na queima do gás de cozinha é liberado o monóxido de carbono (CO) que, se inalado por um longo período pode ocasionar efeitos nocivos ao organismo.

Por isso, é fundamental saber que na cozinha de nossa casa podem estar escondidas várias armadilhas perigosas, desde objetos cortantes, fogo, vidros quebráveis, porém, o maior perigo se esconde no fogão.

Pois é, os resíduos gasosos liberados pela queima do gás GLP (gás de cozinha) são altamente perigosos, como o que já falamos, o gás Monóxido de Carbono (CO).
O problema é que o monóxido de carbono é inodoro, ou seja, fica difícil detectar sua presença no ambiente, na verdade, quando a vítima começa a se dar conta de estar sendo intoxicada, pode já ser tarde demais.

Monóxido de carbono e seus efeitos

O problema não está em concentrações de monóxido de carbono abaixo de 400 ppm (partes por milhão), que são consideradas baixas, mas sim, na exposição prolongada, a qual pode causar enxaquecas, lentidão de raciocínio, irritação nos olhos e até perda de habilidade manual.

Então, caso haja a inalação de níveis de CO acima de 400 ppm, podem surgir sintomas como náuseas e convulsões, enquanto a exposição a concentrações maiores (2 mil ppm), por uma hora, resultará em perda de consciência e, em situações mais graves, pode levar o indivíduo a morte por asfixia.

E atenção, por serem mais frágeis e, claro, subestimarem os riscos, as crianças, podem se tornar as primeiras vítimas dos gases tóxicos produzidos em sua cozinha, por isso, todo cuidado é pouco.

No mais, é preciso ter em mente que os riscos por trás do gás de cozinha não se resumem apenas em inalar o monóxido de carbono, não podemos subestimar o risco, também, de explosões e incêndios.

Dicas para evitar acidentes com o gás de cozinha

  • Primeiramente, como já vimos, o risco de inalar monóxido de carbono é grande, por isso, é fundamental investir em exaustores, justamente, para forçar a liberação dos gases tóxicos para o exterior do ambiente e, assim, evitar riscos do gás se acumular e até vir a causar um acidente fatal;
  • Verifique no lacre, no rótulo e no corpo do botijão de Gás de cozinha, se o nome da Companhia Distribuidora de Gás é o mesmo, evitando falsificação;
  • Ao receber o botijão de Gás de cozinha, faça o teste da espuma para detectar possível vazamento;
  • Guarde o botijão em local bem ventilado, porém, sem correntes de ar, pois além de retardar o cozimento e gastar mais gás de cozinha, o vento pode apagar a chama e provocar vazamentos.;
  • A mangueira nunca pode passar por detrás do fogão, pois o calor danifica o plástico, provocando rachaduras e possíveis vazamentos;
  • Evite colocar o botijão de Gás de cozinha onde possa cair sujeiras sobre a válvula;
  • Se tiver um botijão de Gás de cozinha reserva, jamais o deixe junto ao que estiver em uso;
  • No caso de vazamento, o botijão de Gás de cozinha deverá ser imediatamente rejeitado, assim como, no caso do recipiente apresentar acentuada corrosão;
  • Todo recipiente, tanto o que está em uso como o de reserva, deve ficar protegido do sol, da chuva e da umidade, em local com ventilação natural, de preferência, do lado de fora da edificação.
  • Nunca instale, ou guarde, um botijão de gás de cozinha, em local fechado como armário de pia, porão ou banheiro.
  • Se certifique de que o abrigo dos botijões de Gás de cozinha esteja afastado no mínimo 1,5m de ralos, caixas de gordura e esgotos.

Pronto, seguindo essas dicas, com certeza, poderá fazer uso de seu gás de cozinha sem colocar sua saúde ou segurança em risco.

Saiba mais

Aurelio Barbato

Aurélio Barbato é Administrador de Empresas e Economista, formado pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado especializado em Economia Sustentável, coordenou atividades, temas, discussões de políticas públicas e eventos importantes no setor da indústria eletroeletrônica. Para falar comigo envie um e-mail para aureliogestaoestrategica.com.br

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