Notícias

A discriminação em águas latinas; a cegueira social e seletiva.



  Para discutirmos sobre discriminação, precedemos um ponto: o governo democrático. Porque a propagação de ódio é muitas das vezes rotulada como opinião? Porque não nos damos conta que tal pensamento nos foi enraizado de maneira que posicionamentos degradantes se tornam falas comuns na rotina e no dia a dia?
   Pesquisa realizada em 2014 aponta que taxa de negros mortos pela polícia de São Paulo é 3 vezes maior do que a de brancos. Não identificamos qual ponto é tão divergente nisso, ou apenas fomos doutrinados em criação que existe sim seletividade social e ela é muito mais escancarada do que nossos olhos podem enxergar! Essa é uma indagação que não perpassa aos olhos e a mente da dita pseudo classe-média brasileira que se vê abalada quando se depara com o filho do porteiro do prédio frequentando a mesma escola que sua filha. As cores do Brasil seriam mestiças e coloridas em sua teoria, onde o preto ficou plenamente de fora da festa. Que o brasileiro vive submerso em idéias e convicções ditadas pelo primeiro mundo capitalista e conservador não é novidade para ninguém, porém, para onde vai o que lhe sobra de empatia e bom senso para os nossos próprios semelhantes?
Foram colocados panos em suas bocas e correntes á sua liberdade enquanto aqueles que ditavam regras moldavam o curso da história a uma trágica e infeliz tragédia social. Fatos que ainda hoje marcam uma sociedade amarrada ao seu passado; Em 2014 o jogador Daniel Alves foi supreendido em campo ao ser insultado por um membro da torcida jogando-lhe uma banana; Em 2019 a família do cantor Evaldo Rosa dos Santos, 51, foi fuzilada a queima-roupa com 80 tiros disparados por policiais que “(…) confundiram os veículos na hora do ato” afirma o delegado Leonardo Salgado, que está á frente do caso.
Quais são seus rostos e porque são decifrados como alvo? O nosso papel devemos exercer diariamente, em conversas informais, em rodas acadêmicas, em discussões abrangentes e sempre nos lembrar que o preconceito, racismo e a discriminação não são coisas “normais”, nem brincadeiras e a onda de ódio e cólera estão sendo combatidos com humanização, estudo e sabedoria.

Saiba mais

Bruna Montoro

Bruna Montoro, estudante do curso de Jornalismo na Universidade Salvador, com ênfase em Jornalismo Político e Cultural. Colunista do Meio Ambiente Rio e colaboradora da Folha do Estado de Santa Catarina.

Um comentário

  1. Lamentável que ainda nos dias de hoje, a discriminação continua em alta!!! Enquanto o mundo capitalista, que visa o interesse das classes dominantes, estiver tolhendo a liberdade dos desfavorecidos, nada mudará. A mudança darse-a com o movimento de conscientização e estudos de base e humanização.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Close
Close