Foto: A jornalista e empresária Giovanna Mel Créditos: Giovanna Mel / Divulgação

Ela tem apenas 29 anos, mas aprendeu cedo a arte da oratória. A paulistana, que ainda pequena mudou para Vitória do Espírito Santo, onde viveu a maior parte da infância e da adolescência, batia de porta em porta aos oito anos de idade para vender bijuterias, uma estratégia para ganhar o próprio dinheiro que era na realidade a melhor justificativa para conversar com as pessoas. “Minha família comprava as peças na 25 de março para que eu brincasse e eu inventei de vender para a vizinhança porque na realidade gostava mesmo era de conversar com as pessoas. Naquela época eu ainda não tinha a exata noção, mas argumentar e usar todas as técnicas intuitivas da persuasão já faziam parte da brincadeira. Como isso ainda rendia uns trocados, era maravilhoso”, comenta Giovanna Mel.  

Realidade e sonho: O início de tudo  

Giovanna Mel sonhava ser atriz e acreditava que cada moedinha poderia fazer a diferença nessa trajetória, que exigia preparo. “Eu queria fazer curso de teatro, mas não tinha recursos pra isso”, conta.  

Aos 15 anos, Giovanna Mel teve de fugir de casa com o objetivo de participar de um processo seletivo para cursar interpretação num curso público de teatro. “Meu pai não apoiava. Existia muito preconceito com o mundo das artes. Lembro que saí escondida no meio da madrugada, enfrentei uma fila gigante e depois de muitas horas consegui participar do teste e passei em terceiro lugar”, relembra.  

A porta voz de muitos silêncios  

Nessa época, Giovanna já havia enfrentado o divórcio dos pais e cuidava dos dois irmãos menores, que por conta do trauma da separação demorou para desenvolver a fala. “Foi uma fase muito difícil da minha vida. Eu tinha uma irmã que aos quatro anos ainda não havia sido desfraldada e não falava. Eu era a porta-voz da minha irmã para todas as necessidades dela”, diz Giovanna.  

O impacto emocional também foi sentido por Giovanna, que desenvolveu uma gagueira emocional, embora naquela época não soubesse exatamente a causa para o problema.  

Mal sabia Giovanna, que a fase mais desafiadora da adolescência já era uma preparação para que alguns anos mais tarde se transformasse em uma potente interlocutora, dando voz às centenas de pessoas, no telejornalismo.  

“Eu defendia muito meus irmãos e por isso meu pai queria que eu estudasse o Direito clássico. Nesta época eu era bolsista de um colégio renomado e já percebia que as escolas regulares, de um modo geral, insistem em nos colocar nas caixinhas sociais, mas eu queria mesmo era ser artista de televisão”, explica Giovanna, que entre o Direito e as Artes Cênicas acabou escolhendo Jornalismo como um caminho do meio que a levaria à tela no horário nobre com vez e voz para as inquietações internas.  

Surge a jornalista que também era babá  

Giovanna Mel passou no vestibular e conseguiu uma bolsa em uma Universidade na capital paulista. Aos 17, deixou a terra capixaba e voltou para a capital paulista, onde se estabeleceu com muito esforço para se sustentar sozinha na grande cidade. “Eu virei estagiária em uma assessoria de imprensa onde aprendi muito sobre o posicionamento das pessoas por trás das marcas e a construção da narrativa das empresas”, destaca a jornalista, que chegou a ser babá aos finais de semana para complementar a renda e se manter em São Paulo.  

Giovanna Mel conta que abraçou todas as oportunidades que o curso de jornalismo ofereceu para se preparar para o estágio mais disputado na época. “Eu concorri com mais de 18 mil candidatos para 11 vagas e finalmente entrei na Globo. Integrei algum tempo depois o núcleo de superproduções do Fantástico”. Era a realização do sonho de uma vida inteira, mas curiosamente, depois de alguns anos na maior emissora do país, se deparou com a dura realidade da política de todo Hard News: “Um homem havia sido esquartejado e uma editora chefe comemorava porque naquele dia a audiência subiria e isso atrairia mais verba publicitária”, resume.  

Comunicação enviesada e construção social  

Esse não foi o único impacto percebido por Giovanna Mel sobre a construção social que a grande mídia exerce na sociedade. “Além de querer o dinheiro e a atenção das pessoas sem nenhum compromisso ético com essa troca pelo que é oferecido, percebi com muita clareza naquela fase, que a imprensa, de um modo geral influência poderosamente e manipula as pessoas por meio da comunicação e principalmente contando histórias”, afirma. Giovanna Mel se desligou da TV Globo e assumiu uma posição no UOL, época em que ficou ainda mais evidente o quanto as ideias dos movimentos sociais esquerdistas costuram os textos nas redações. “Eu não compreendia porque eu pensava como pensava, mas foi nesse processo de absoluta retórica, muita reflexão, que eu me dei conta de que eu e todas as pessoas somos um resultado, um produto das influências que sofremos”, avalia. “Eu entendi que estava muito além de uma escolha partidária defender esse ou aquele viés político. Tratava-se de poder. Comunicação é poder! E ao me questionar, me dei conta de que esse poder também havia me colocado por anos em um lugar ao qual eu não pertencia ideologicamente. Foi este o início real da transição da minha carreira”, pontua o momento em que decidiu deixar o jornalismo para ensinar Comunicação e Oratória para quem não quer mais ser manipulado.  

Oratória: a chave que liberta  

“Eu comecei a atender aos inúmeros pedidos que surgiam. Eram pessoas que queriam aprender a falar bonito, gravar um bom vídeo, se apresentar com excelência em público, mas na construção do meu conteúdo fui me dando conta de que estava além da técnica, eu não queria ensinar simplesmente uma cartilha de alguns passos para o sucesso. Eu queria entregar algo além”, complementa.  

Comunicação e Oratória na internet  

Foi assim que Giovanna Mel estruturou os primeiros programas em 2017 e a partir de 2020, no auge da pandemia, decidiu falar de Oratória de uma perspectiva muito mais ampla também nas redes sociais. Ela foi a primeira profissional a falar de Comunicação e Oratória no Instagram a partir de um ponto de vista mais provocador e reflexivo: “A comunicação é sobretudo chave para a liberdade”, afirma Giovanna Mel.  

A especialista brasileira que ensina estrangeiros  

A especialista passou então a ser convidada pela área de Recursos Humanos de muitas empresas e ultrapassou as fronteiras para levar a outros países o que o brasileiro tem de melhor de forma orgânica, conexão e relacionamento.  

Recentemente, por apresentar de maneira autêntica seu posicionamento político, Giovanna Mel atraiu milhares de seguidores. “É muito raro um jornalista assumir o que pensa de forma consciente e não como subproduto estrutural. Acredito que a liberdade que a comunicação nos oferece é justamente essa, a de sermos quem somos em nossa melhor versão, com autenticidade e transparência”, pondera.  

Autenticidade: elemento forte da oratória  

O cenário dualista e polarizado do país desafia muitas lideranças sobre como devem se posicionar, neste sentido, Giovanna Mel entrega uma das principais lições da Oratória: “O elemento neutro é descartado da memória.  

Quem não se posiciona pela ótica com que vê o mundo, não é visto, não é lembrado e não se estabelece”.  

Quem pode? Limites e superação  

O mais impressionante é que Giovanna Mel, apesar do gosto pelas artes cênicas e do sonho de brilhar na televisão, era uma menina com muitos problemas de fala. “Eu tinha uma estrutura bucal e nasal que comprometiam minha dicção, além das consequências e muita repressão familiar, tinha que dar conta das dores emocionais que eu carregava. Me expor não era o meu forte, eu não tinha o perfil de oradora da turma, mas decidi buscar o meu espaço de vez e voz, por mais desafiador que fosse”, revela.  

Essa parte da história é a que tem atraído pessoas físicas e jurídicas no Brasil e no mundo para aprenderem o que Giovanna Mel sabe ensinar: “Oratória não é a arte de falar bonito, mas a de ser compreendido, a de tocar quem te escuta e acima de tudo, a chave libertadora da manipulação. E quando nos libertamos de ser o modelo que atende a muitos interesses, nos tornamos mais de nós mesmos, com o protagonismo que cada um merece”, finaliza.  

Sobre Giovanna Mel 

Graduada em Comunicação Social e Jornalismo pela Universidade Anhembi Morumbi, Professora de oratória há mais de 10 anos com mais de 10 mil alunos formados até hoje com a metodologia Direto ao Ponto; Giovanna Mel, trabalhou em grandes veículos de comunicação, como a Rede Globo e o Uol; tem um canal no YouTube, treinou vários profissionais de grandes empresas como Nestlé, Bradesco, RedHat, Mc Donalds e Cia de Talentos; Em 2016, criou a Conferência Ser+, evento social para falar de carreira para jovens no Instituto Ser+; Formação em Apresentação de TV pelo Senac Brasil.  

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