Distante quatro horas de barco do centro de Santarém, no Pará, a Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima vive uma realidade ainda comum a muitos brasileiros, especialmente as populações ribeirinhas da Amazônia: o acesso restrito à energia elétrica.

Esse cenário, no entanto, pode começar a mudar a partir desta quarta-feira (15). Com recursos arrecadados por alunos do Colégio Santo Inácio, do Rio de Janeiro, será inaugurado um sistema solar fotovoltaico na escola paraense, que vai beneficiar cerca de 140 crianças de 5 a 18 anos.

A iniciativa faz parte do Projeto Arapiuns, da instituição jesuíta carioca. Desde 2016, o Santo Inácio desenvolve ações de voluntariado educativo e ecoturismo na Comunidade de Anã, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, às margens do Rio Arapiuns, onde fica a escola municipal.

“O objetivo do projeto é proporcionar a esses jovens experiências de aprendizagem coletiva com pessoas de realidades socioeconômicas totalmente diferentes. Será uma troca de saberes em torno do uso sustentável de recursos e do cuidado com a nossa casa comum, o planeta terra”, destacou Juliana Lima, Assessora de Projetos Sociais e Voluntariado do Colégio Santo Inácio. Na edição deste ano, que vai até 17 de junho, as atividades estão voltadas para o tema da energia solar. Além da instalação dos painéis, estão sendo realizadas atividades sobre o solo e a vegetação amazônica.

Atualmente, a carga que alimenta a Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima vem do gerador de Santarém. Além do acesso restrito (a energia é cortada às 18h), o aparelho é movido a óleo diesel, combustível caro e poluente. Atualmente, a escola está funcionando sem energia porque o gerador quebrou e não há verba pública para o conserto. O sistema solar fotovoltaico, por sua vez, vai permitir o fornecimento regular para o acionamento de iluminação, freezer, bebedouro, TV e projetor da escola. Tudo isso de forma sustentável, renovável e limpa.

Para angariar os recursos para a aquisição dos equipamentos, os estudantes do Santo Inácio organizaram campanhas de doação do troco da compra na cantina, ações de lanche solidário e até sessões de cinema, com venda de pipoca e brigadeiros. O Colégio também contribuiu financeiramente para viabilizar o projeto. Nesta corrente do bem, todos saem ganhando.

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