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A venda de imóveis residenciais na Zona Sul do Rio de Janeiro aumentou 15,2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com igual período de 2022. Em números, o total de unidades comercializadas na região chegou a 4.538. Junho foi o mês de destaque, responsável por 26% das vendas realizadas no período. Em relação a maio, houve o avanço de 61% das transações. Os dados são do levantamento feito pela HomeHub, que identificou os apartamentos compactos como protagonistas do desempenho do setor.

Na avaliação de especialistas da área, o interesse por microapartamentos tem sido motivado por mudanças no comportamento da sociedade, como a redução no tamanho das famílias. Questões relacionadas ao custo de produção das unidades e às alterações na legislação do Rio de Janeiro também contribuem para impulsionar as vendas.

Neste contexto, os apartamentos compactos têm sido considerados não só por quem deseja ter a casa própria, como também por investidores que querem aumentar o patrimônio financeiro e contar com a renda do aluguel. A compra pode ser feita tanto pelo modelo tradicional, quanto por meio de um leilão para adquirir imóveis.

O COO da Performance Empreendimentos Imobiliários, Renato Leite, explica que é um bom momento para investir em apartamentos compactos devido à antecipação dos clientes ao ciclo de queda da taxa de juros Selic. “Com financiamento mais barato, a aquisição torna-se mais viável, e novos empreendimentos serão lançados para suprir a demanda reprimida dos últimos anos”, analisou durante entrevista.

Aqueles que optarem pelos leilões imobiliários devem buscar informações sobre como funciona a modalidade, comum em situações em que os imóveis podem ser oriundos de processos de alienação fiduciária ou patrimônio de bancos e empresas. Dessa forma, há a oportunidade de aquisição por um preço mais baixo. É possível encontrar leilão para comprar imóveis no Rio de Janeiro pela internet.

No entanto, a demanda por apartamentos compactos também cresceu em outras regiões do país. O Sindicato das Empresas de Compra, Venda e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) também observou aumento da construção de unidades desse tipo na capital paulista. Por isso, os investidores interessados em imóveis localizados em outras cidades, além do Rio de Janeiro, devem recorrer a alternativas mais abrangentes, como o leilão de bens imóveis do Bradesco e de outros bancos.

Mudanças de comportamento são motivadores. 

Para a CEO da Deborah Bassoli Empreendimentos, Deborah Bassoli, a busca por microapartamentos é motivada por um estilo de vida mais frenético e pelas funcionalidades oferecidas por essas unidades. “As pessoas querem a praticidade de morar próximo a tudo e não ter trabalho excessivo na manutenção”, afirma em entrevista.

O diretor comercial da Imóveis de Primeira, Fábio Borba, concorda que a maior demanda por apartamentos compactos e studios, nos últimos anos, reflete uma mudança no estilo de vida da sociedade. “As pessoas estão repensando a maneira como vivem, valorizando a simplicidade, a sustentabilidade e a eficiência”, declarou à imprensa. 

Como viver bem em um microapartamento?

Transferir espaços e serviços para as áreas comuns têm sido uma estratégia muito usada para lidar com a pequena metragem. Para otimizar o espaço, arquitetos orientam sobre a escolha dos móveis e da decoração para otimizar os ambientes.

No primeiro caso, a dica é dar preferência por móveis multifuncionais, como escrivaninhas suspensas, camas com baú ou gavetas e prateleiras verticais. Uma possibilidade é fazer móveis planejados para o espaço. O uso de caixas e cestos também é recomendável.

Já na decoração, a dica é priorizar tons claros e o estilo minimalista. O uso de espelhos e portas de correr ajudam a criar a sensação de ampliação e organização em espaços menores. Outra estratégia é realizar a integração de ambientes sempre que possível.

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