As aves são uma das maiores riquezas da Amazônia, que conta com uma grande biodiversidade. Com uma mata pluvial extensa e uma rica floresta tropical é possível que diversas espécies coexistam no mesmo local.

No entanto, seus espécimes costumam ser menores que os mesmos espécimes em outras regiões do país. Pesquisadores do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) apontam como o clima quente influencia nessa redução do tamanho.

Neste artigo você vai entender porque o monitoramento de emissões atmosféricas é tão importante para o estudo dos impactos que causamos no meio ambiente. Neste artigo falaremos como o aquecimento global tem influenciado no tamanho das aves da Amazônia.

Conheça as principais aves da Amazônia

Existem algumas espécies que se destacam na avifauna da Amazônia, seja por seu endemismo ou pelo fato de serem encontradas em poucos pontos do mundo. Algumas espécies que se destacam são:

  • A cigana;
  • O gavião-real ou harpia;
  • O tucano;
  • A arara;
  • O socó;
  • E o mutum.

Abaixo falamos um pouco sobre cada um desses espécimes belíssimos, exemplos da biodiversidade da Amazônia.

Cigana

A cigana (Opisthocomus hoazin) é uma ave associada à história evolutiva do sistema fluvial da região amazônica.

São encontradas também nas Guianas e na região do rio Orinoco, na Venezuela, sendo resultado do processo de especiação que confinou essa ave nas matas inundadas e nos manguezais.

Dessa forma, podem ser encontradas em um bom e eficiente inventário de fauna nessas regiões. Com uma cabeça adornada com uma penugem de cor azul e com uma crista em formato de leque, elas tem aproximadamente o tamanho de uma galinha.

Seu período de incubação dos ovos pode variar um pouco, sendo que elas incubam de 2 a 3 ovos por um período de aproximadamente um mês.

São encontrados normalmente em pares ou em pequenos bandos e se alimentam principalmente de folhas, com um papo duplo, uma adaptação para esse nicho.

Gavião real

Este espécime, também conhecido como harpia, sendo da espécie Harpia harpyja, é uma ave que desperta a curiosidade dos pesquisadores.

Esta é a maior ave de rapina do mundo, com hábitos solitários, encontrando outros indivíduos somente no período de acasalamento.

Seu habitat são as regiões montanhosas, as margens dos rios ou mesmo à beira-mar. Em nosso país, além da Amazônia podem ser encontradas no Rio Grande do Sul e no Paraná, em algumas florestas de Mata Atlântica.

Para sua preservação é importante que as indústrias contem com uma adequada destinação de resíduos industriais, evitando poluir margens de rios ou regiões costeiras. 

Sua alimentação vai desde crustáceos, moluscos e peixes até lagartos, serpentes, outros pássaros e alguns mamíferos, entre eles a preguiça.

Pode atingir um tamanho de 1,15 m de comprimento por 2,5 m de envergadura, tem um comportamento sedentário e hábitos diurnos. Seu peso pode variar entre 4,5 a 10 quilos.

Sua cor predominantemente é o cinza, com um topete na cabeça, uma plumagem mais densa nas costas e macia no peito.

Suas garras são fortes, permitindo que ave carregue grandes mamíferos, além de pernas curtas e fortes. Possui uma resolução em sua visão que chega a ser oito vezes mais potente que a visão dos seres humanos.

No entanto, conta com uma órbita de mobilidade reduzida, de forma que precisa virar a cabeça constantemente para conseguir obter uma noção de conjunto da paisagem.

Tucano

O Tucano é uma ave belíssima, famosa por seu bico desproporcional, ainda que não tenha um belo canto. Sua alimentação é composta basicamente de sementes, mas no caso de faltar alimento, podem comer insetos e filhotes de outras aves.

São pertencentes ao gênero Ramphastos, sendo da família dos ranfastídeos, e apresentam pés do tipo zigodáctilo, formando um x, o que facilita sua aderência aos galhos.

Na época da procriação usam principalmente o oco das árvores, podendo se apropriar de ninhos de pica-pau abandonados.

Para a manutenção da espécie é importante contar com estudos de análise de água de poços artesianos, para averiguar a qualidade da água na região.

Arara

As araras são pássaros grandes, com um bico curvo e resistente, próprio para quebrar sementes e frutos. São chamadas de araras as aves da família dos psitacídeos, pertencentes aos gêneros Ara, Anodorhynchus e Cyanopsitta.

No Brasil a mais famosa é a arara-azul, também conhecida como araraúna, da espécie Anodorhynchus hyacinthinus, caracterizada pelo corpo azul e detalhes em amarelo no peito. 

Ao todo são 18 espécies distribuídas pelas regiões tropicais da América, e suas penas são muito usadas por tribos indígenas na confecção de cocares e adornos.

São animais barulhentos que vivem em casais nas copas das árvores mais frondosas, fazendo seus ninhos em ocos das árvores.

Socó

A manutenção de áreas verdes é fundamental para espécies como o socó, da família Ardeidae. Ganha nomes diferentes conforme a região que aparece, como taiaçu, iocó-pinim, socó-boi ferrugem, socó-boi e socó-pintado.

Conta com uma alimentação diversificada, comendo insetos, peixes e anfíbios, vivendo perto de águas rasas e pântanos.

Mutum

O mutum é uma ave de porte destacado e de penas pretas que é facilmente atraído por coisas brilhantes. Sua espécie é Crax fasciolata, pertencendo à ordem galiforme. Podem ser encontradas empoleiradas nas árvores.

Alimentam-se predominantemente de frutas, sementes e restos vegetais, também podendo predar insetos, aranhas, anfíbios e répteis. Buscando alternativas como energia solar preço podemos impactar de forma menos abusiva os ambientes naturais.

O tamanho das aves está diminuindo

As alterações no clima tem se refletido diretamente no tamanho dos animais, havendo uma tendência de quando se tem mais calor, termos indivíduos menores, ao passo que no frio, tendem a ser maiores.

Como exemplo, podemos pegar os bem-te-vis: aqueles da Amazônia são espécimes muito menores que os bem-te-vis de Minas Gerais ou São Paulo.

Pesquisas realizadas na região envolvendo mais de 77 espécies que vêm sendo analisadas nos últimos 40 anos mostram que estão reduzindo ainda mais seu tamanho e peso.

As aves estão acompanhando as mudanças climáticas, por isso é tão importante um serviço de investigação de passivo ambiental em um licenciamento ambiental para detectar os impactos gerados ao meio-ambiente.

O Uirapuru, uma ave emblemática da floresta amazônica, media cerca de 12 centímetros e pesava em torno de 24 gramas. Essa espécie reduziu 6% de seu tamanho, se considerarmos os últimos 40 anos, aumentando 2% o tamanho de suas asas.

O tamanho reduzido ajuda os animais a perderem calor, principalmente em um clima mais quente e seco. Esses resultados possivelmente estão relacionados ao comportamento migratório das aves, que precisam voar por grandes áreas.

Dessa forma, os indivíduos que são mais leves e possuem uma envergadura maior, se sobressaem frente aqueles que não tem essas características.

É um cenário da seleção natural que estamos presenciando, com aves que conseguem se resfriar mais rápido e voar mais longe sendo selecionadas.

Como reverter o problema?

As mudanças climáticas e o aquecimento global não são um problema somente para as aves, afetando a vida de todos nós.

Para reverter esses efeitos é importante investir em um forte trabalho de compensação ambiental, recuperando áreas degradadas e reflorestando ambientes.

Além disso, se faz extremamente necessário a redução na emissão de gases de efeito estufa, como o metano e o monóxido de carbono. O ser humano precisa fazer seu papel cuidando do meio ambiente e preservando as matas e a biodiversidade.

Considerações finais

A Amazônia é uma das regiões com maior diversidade de aves no Brasil, mas vem sofrendo os efeitos do aquecimento global.

Com aves menores e com a tendência de diminuírem seu tamanho corporal ao passo que aumentam a envergadura das asas, esse é um grupo que está apresentando muitas mudanças nas últimas 4 décadas.

Ações que visem reverter as causas de problemas como o aquecimento global, que leva a perda de ambientes verdes e o aumento da temperatura precisam ser consideradas.

Estudos vêm acompanhando as mudanças nos animais e isso é um sinal da natureza de que algo está diferente. Esses animais são impactados diretamente pelos efeitos da temperatura, conforme apontam esses estudos.

É fundamental que exista pressão para a diminuição dos gases de efeito estufa, fenômeno que mantém o calor na superfície do planeta. Além disso, programas de reflorestamento e de manutenção de áreas verdes se tornam cada vez mais urgentes.

Esforços no sentido da preservação ambiental são necessários para a manutenção da vida em nosso planeta. É preciso que grandes empresas invistam na mitigação de seus danos, principalmente aquelas que geram um impacto maior, como o setor de mineração.

A diminuição no tamanho corporal de nossas aves é apenas um dos sinais dos efeitos gerados pelos impactos ambientais.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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