Banrisul
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Alinhado ao compromisso de fortalecer a pauta de sustentabilidade por meio de uma agenda estratégica com metas e indicadores ESG, o Banrisul acaba de ser certificado com o Selo Ouro, a mais alta qualificação concedida pelo Programa Brasileiro GHG Protocol — plataforma pioneira no País para divulgação de forma transparente, rápida e simples dos inventários corporativos de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). O Selo Ouro se refere ao Inventário relativo ao ano de 2021 e significa que o Banrisul elaborou um inventário completo e este foi assegurado por terceira parte independente.

“O Banco aderiu ao Programa Brasileiro GHG Protocol em 2021 e, já na sua primeira participação, recebeu o Selo Prata, pois entregamos um inventário de GEE completo. A conquista do Selo Ouro é resultado de uma caminhada que estamos trilhando com muita seriedade. Prova disso é a parceria que firmamos com o Banco do Brasil para a compra de créditos de carbono, e o início do processo de migração para o consumo de energia de fonte 100% renovável”, detalha o presidente da instituição, Cláudio Coutinho.

Metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol

O Programa Brasileiro GHG Protocol foi criado em 2008, com o objetivo de estimular a cultura corporativa para a elaboração e publicação de inventários de Gases de Efeito Estufa. Tem uma metodologia própria de cálculo e reporte das emissões desses gases, que permite que cada instituição conheça o volume de suas emissões e desenvolva políticas mais eficientes de mitigação e compensação. Os dados do Banrisul estão disponíveis no Registro Público de Emissões, plataforma que reúne e consolida os dados de todos os participantes do programa e detém a maior base de inventários organizacionais públicos da América Latina, com mais de 1.450 inventários.
 

A metodologia utilizada envolve a mensuração de emissões diretas, a partir de fontes pertencentes ou controladas (escopo 1), as emissões relativas ao consumo de energia (escopo 2) e as emissões indiretas (escopo 3). A elaboração de um inventário é o ponto de partida para a gestão das emissões de GEE, pois a partir do mesmo a organização tem um diagnóstico de seus maiores impactos. No caso do Banrisul, foram duas edições e já foi possível avançar tanto em coleta, quanto em projetos de mitigação.

Conforme explica a gerente de Sustentabilidade da instituição, Viviane Costa: “Com este trabalho, demonstramos transparência em nossa comunicação. O Banrisul avançou e alcançou o seu objetivo de tornar-se Carbono Neutro em relação aos escopos 1 e 2 — emissões diretas e consumo de energia. Também está consolidando seu Plano de Mitigação e Compensação de GEE para o horizonte de 2030”.

Para a neutralização do carbono e buscando estimular projetos afins nas localidades onde está presente, o Banrisul atuou em duas frentes: adquiriu créditos de carbono gerados em um projeto de energia renovável, localizado na fronteira entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina; e Certificados de Energia Renovável (I-REC’s), sendo possível demonstrar a rastreabilidade da energia consumida pelo Banco durante o ano de 2021 (escopo 2).

Representante do GHG Protocol e do Programa de Política e Economia Ambiental da Fundação Getulio Vargas, Carolina Palazzini Bastos explica que, quanto mais completo e assertivo o inventário, mais subsídios a organização tem para tomada de decisão. “Por isso é tão importante não só realizar seus inventários, mas tê-los verificados por uma terceira parte independente, como fez o Banrisul em 2022. O Banco alcançou a mais alta qualificação concedida pelo Programa Brasileiro GHG Protocol, com a obtenção do Selo Ouro para o seu inventário”, destaca.

Para a diretora Administrativa do Banrisul, Marivânia Fontana, a temática das mudanças climáticas está cada vez mais inserida no mercado financeiro, sendo imprescindível o avanço na contribuição para a mitigação das emissões de GEE.

“Para nós, é importante que sejam conhecidas suas origens, buscando alternativas para sua compensação e mitigação. Assim, o Banrisul contribui positivamente nas metas globais de redução de carbono além de atender as novas exigências do Banco Central, relativas a avanços na pauta climática, que fazem parte da nossa Política de Responsabilidade Social, Ambiental e Climática. A conquista do Selo Ouro possibilita identificar com maior clareza nossas emissões, para implementar uma estratégia institucional ampla e transversal na evolução para uma economia de baixo carbono”, ressalta.