São cerca de nove mil títulos no acervo da biblioteca – Prefeitura do Rio

Rio de Janeiro – Nesta quarta-feira (12/06), a Biblioteca Manuel Ignácio da Silva Alvarenga em Campo Grande reabriu suas portas após dez meses de obras, oferecendo aos moradores um espaço totalmente modernizado e climatizado. A renovação faz parte do programa Bibliotecas do Amanhã, da Secretaria Municipal de Cultura, que visa revitalizar bibliotecas e salas de leitura em toda a cidade.

Programa Bibliotecas do Amanhã transforma espaços culturais

O programa Bibliotecas do Amanhã tem como objetivo requalificar e modernizar as bibliotecas da rede municipal com foco em diversidade de conteúdo, climatização, acessibilidade, participação comunitária, sustentabilidade e espaços flexíveis. A Biblioteca Manuel Ignácio, que agora conta com um acervo de cerca de nove mil títulos, se tornou mais um exemplo desse esforço contínuo de transformar os espaços culturais da cidade.

Marcelo Calero, secretário municipal de Cultura, destacou a importância de atender às necessidades culturais da Zona Oeste: “Mais uma entrega da prefeitura na Zona Oeste. A cidade toda tem prioridade e desafios, mas nós precisamos olhar para quem mais precisa. Havia uma demanda gigante por este equipamento cultural neste bairro que é o maior do Brasil”, afirmou.

Novo espaço para educação e cultura

Com a renovação, a biblioteca recebeu novos espaços e mobiliário adequado para melhor atender a um público diverso. A inclusão de programas educativos, oficinas, palestras e cursos será uma marca da nova fase da Biblioteca Manuel Ignácio.

Marjory Rocha, coordenadora do projeto na Graviola, reforçou a importância da participação comunitária no funcionamento da biblioteca: “Nossa ideia é fazer com que a comunidade do entorno entenda que é parte integrante e essencial para o funcionamento, debatendo assuntos importantes como a temática antirracista e de sustentabilidade, trazendo a comunidade para o debate”.

Valorização da literatura afro-brasileira e inclusão étnica

A Biblioteca Manuel Ignácio destaca-se também por seu foco na literatura afro-brasileira. Aladia Araújo, gerente de Livro e Leitura na Secretaria de Cultura, enfatizou essa característica: “Essa é uma das nossas bibliotecas que mais têm acervo de literatura afro-brasileira na nossa rede de bibliotecas públicas”.

À frente da gestão da biblioteca está Pituka Nirobe, primeira autora infantojuvenil quilombola brasileira. Ela pretende ampliar o conhecimento e a valorização dos saberes étnicos por meio de personagens e narrativas que ressaltam a ancestralidade e a memória. “Uma luta de mais de 40 anos para conseguir um espaço como esse”, comentou Pituka, autora de “Pedras, Pedrinhas e Pedregulhos”, um livro que aborda a relação entre avô e neto no Quilombo da Marambaia.

Investimento em infraestrutura cultural

A reabertura da Biblioteca Manuel Ignácio é parte do programa Cultura do Amanhã, que engloba a reforma, modernização e requalificação de 22 dos 55 equipamentos culturais da cidade, com um investimento que supera os R$ 75 milhões. A biblioteca, situada na Rua Amaral Costa, 140 (em frente à Igreja do Desterro), em Campo Grande, agora oferece um ambiente moderno e acolhedor para os residentes da região.

Envolvimento da comunidade e sustentabilidade

A Biblioteca Manuel Ignácio busca ser um centro cultural dinâmico, onde a comunidade local possa se engajar em atividades que promovem a sustentabilidade e o debate sobre questões sociais relevantes. As melhorias recentes são apenas o começo de uma nova era para este importante espaço cultural em Campo Grande.

Fonte: Governo do Rio de Janeiro

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