“Brasil é nossa praia” começa a avaliar a orla de Cabo Frio

FOTO Técnicos e representantes da sociedade na mesa sobre potencialidades e problemas do Peró.
FOTO Técnicos e representantes da sociedade na mesa sobre potencialidades e problemas do Peró.

Respeito e incentivo à preservação ambiental, com atenção para evitar a sobrecarga dos destinos, são fundamentais para um programa de turismo responsável nas praias. A recomendação foi feita pela turismóloga Stella Souza, mestre em hospitalidade da Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN), no primeiro dia das oficinas do Projeto Orla Cabo Frio, que integram o programa “Brasil essa é nossa praia”, do Ministério do Turismo (MTUr). As oficinas, com participação de autoridades municipais, estaduais e federais e da sociedade, vão até sexta-feira no Hotel Malibu.

A orla de Cabo Frio foi dividida em quatro Unidades de Paisagem (UPs): Forte, Peró, Itajuru e Tamoios. No encerramento do primeiro dia das oficinas, os representantes das UPs se reuniram em ambientes separados e passaram para os técnicos da UFRN e facilitadores as potencialidades e os problemas que serão esmiuçados ao longo da semana. A próxima oficina será realizada de 21 a 23 de setembro, e vai culminar com uma audiência pública com previsão para ser realizada no dia 12 de dezembro de 2022.

Parceria entre a UFRN e o MTur, o projeto “Brasil, essa é nossa praia” iniciou a série de oficinas para elaboração dos Planos de Gestão Integrada da Orla (PGIs) em nove municípios participantes, entre os quais Cabo Frio, Angra dos Reis e Paraty, no Estado do Rio. Além do prefeito da cidade, José Bonifácio, participaram da abertura representantes do MTUr, da UFRN, do Serviço de Patrimônio da União, do INEA, secretários municipais e do IPHAN. Nesta quarta-feira está previsto trabalho de campo nas praias.

— Chamou a atenção a areia branca das praias, uma coisa linda, além da hospitalidade e o interesse dos moradores de Cabo Frio na proteção da sua orla. Estão de parabéns – comentou Stella Souza, especialista em administração hoteleira que participou do grupo de discussão do Peró.

Os representantes da UFRN destacaram a importância da participação popular, pois é preciso representatividade para legitimar o processo, com a experiência e relato de pessoas com relação direta ou indireta com as orlas dos municípios. As localidades envolvidas fazem parte do Mapa do Turismo Brasileiro.

— O evento é muito importante para o município de Cabo Frio, pois através dos debates nas oficinas com a sociedade civil, instituições e poder público, conseguiremos elaborar um Plano de Gestão Integrada (PGI) das praias do Peró, Forte, Tamoios e Canal do Itajuru. O PGI será importante para preservação ambiental, ordenamento e o desenvolvimento das praias do nosso município – comentou o professor Fernando Savino, dos Amigos do Peró, ex-superintendente do INEA e ex-secretário de Meio Ambiente e Pesca de Búzios.

Na abertura do evento, o prefeito José Bonifácio destacou a participação da sociedade na conquista da Bandeira Azul, selo internacional de qualidade, para a praia do Peró. Ele falou também da preocupação e conter o avanço do mar na Praia do Forte, no Centro.

— O Peró é a joia rara da Costa do Sol que precisa ser bem cuidada – afirmou a arquiteta Anne Apicelo.