geleira
Na pesquisa foi identificado que houve um recuo da geleira em algum momento dos últimos 200 anos, quando a parte da frente da geleira perdeu contato com o fundo do mar.

As complicações por conta do aquecimento global estão atingindo níveis alarmantes, e o colapso de uma geleira na Antártida foi um dos eventos mais impactantes da atualidade.

Conhecida como a geleira do fim do mundo, a geleira Thwaites fica na Antártida e é monitorada por cientistas do mundo todo através de relatório de impacto ambiental.

Seu tamanho é semelhante ao estado do Paraná, ou para uma outra comparação, é semelhante ao Reino Unido em sua totalidade.

Esse acompanhamento tem previsto complicações acima do esperado, principalmente pela velocidade com a qual a geleira está colapsando e parte de sua estrutura pode se perder, fazendo com que o nível dos oceanos suba no mundo inteiro.

As projeções dos cientistas fazem uma variação entre 0,9 e 3 metros de aumento dos oceanos, o que impacta diretamente diversos países e cidades litorâneas, que terão de se adaptar a essa nova realidade.

De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), a ameaça que esse colapso representa atingiria aproximadamente 40% de toda a população humana, sendo um risco ainda maior para pessoas que vivem em regiões costeiras.

Mesmo áreas próximas ao mar, mas não diretamente ligadas a ele, podem ser impactadas, gerando assim uma preocupação ainda maior entre os especialistas que estão acompanhando esse processo com uma investigação ambiental detalhada.

Para ajudar a entender melhor o que está acontecendo com a geleira Thwaites, um grupo de cientistas avaliou o passado da geleira, tentando prever possibilidades para o futuro dela, que tanto pode modificar o mundo como um todo.

Pesquisas na geleira

Os estudos para avaliar a situação da geleira Thwaites não são poucos, e recentemente uma força internacional tem buscado informações para conseguir minimizar os danos que podem ser causados pelo impacto ambiental desse colapso.

Um artigo recente publicado no periódico Nature Geoscience avalia uma série de detalhes que foram investigados por especialistas de diversas instituições de países como Reino Unido e Suécia, além de universidades de diversos lugares dos Estados Unidos, como:

  • Houston;
  • Tuscaloosa;
  • Charlottesville;
  • Nova York.

Este grupo de pesquisadores avaliou o assoalho do mar próximo do local, bem como todas as formações geológicas que podem ser encontradas na geleira. Esse tipo de pesquisa pode ser realizada graças a utilização do Rán.

Ele nada mais é do que um robô com motor, que pode aguentar condições muito drásticas de temperatura e pressão, tornando-o a ferramenta ideal para esse tipo de pesquisa, trabalhando em conjunto com uma empresa especializada em licenciamento ambiental.

A tecnologia tem sido uma grande aliada da pesquisa, e os avanços tecnológicos proporcionados pelo processo conhecido como transformação digital têm atingido cada vez mais pessoas e públicos diferentes.

Em especial as inteligências artificiais têm ganhado muito destaque, possibilitando a criação de equipamentos de precisão controlados por máquinas, que agilizam muito o processo científico.

É o caso do Rán, que conseguiu dar uma série de informações cruciais para a equipe técnica identificar o que está acontecendo com a geleira e pensar em situações hipotéticas onde é necessário intervenção.

A expedição aconteceu em 2019, quando o equipamento ficou cerca de 20 horas coletando informações do solo oceânico, bem como imagens e dados para a equipe científica especializada na criação de um plano básico de gerenciamento de risco de fauna.

Ao longo desse período, a inteligência artificial foi capaz de vasculhar um grande trecho, equivalente a toda a extensão da cidade de Houston, nos Estados Unidos. Tudo isso a cerca de 700 metros de profundidade.

A pressão dessa profundidade é muito intensa, e por isso o equipamento precisava ser de qualidade superior, pronto para aguentar fazer essa pesquisa de forma mais efetiva e sem ter problemas mecânicos.

Com as informações coletadas pelo Rán, os cientistas puderam traçar um histórico da geleira de Thwaites, identificando inclusive recuos e derretimentos anteriores que tiveram impacto no mundo.

Esse tipo de estudo foi um pioneiro de sua área e conseguiu explorar recursos importantes para entender melhor o ambiente da geleira e o mundo como um todo, uma vez que esse tipo de complicação pode ter um impacto global.

As imagens tiradas pela inteligência artificial ajudam a entender melhor os processos que acontecem no oceano, principalmente quando ele se junta com a geleira e o tipo de formação que é efetivado ali.

A alta resolução das imagens e a qualidade do material permitem que os cientistas trabalhem com muito mais precisão, entendendo melhor todas as questões relacionadas ao ambiente e ao sistema de tratamento de água.

Resultados da pesquisa

Depois de passar pelo período de coleta de dados, eles foram analisados pela equipe técnica, que detectou uma série de informações importantes a respeito da geleira do fim do mundo.

Em um primeiro ponto, a varredura detectou uma série de cumes paralelos, que são similares a “pegadas”. Elas identificam outros momentos de recuo da geleira.

Para o geofísico marinho Alastair Graham, um dos pesquisadores, é como olhar para um medidor dos mares no fundo do mar. Para ele, as informações coletadas pelo robô são fundamentais para entender melhor o quadro.

Essas informações são precisas e ajudam a entender melhor o comportamento da geleira, permitindo aos profissionais até antecipar movimentações. Isso porque é possível identificar padrões quando você observa o passado e faz uma boa análise de água para caldeira.

Esses padrões tendem a se repetir, possibilitando que um profissional que entende a situação possa avaliar o futuro e suas possibilidades, principalmente para proteger o bem-estar da população.

Na pesquisa foi identificado que houve um recuo da geleira em algum momento dos últimos 200 anos, quando a parte da frente da geleira perdeu contato com o fundo do mar.

A taxa de recuo nesse período foi de 2,1 quilômetros por ano, o que é um espaço de tempo muito curto, e em uma velocidade muito acima da média, até mesmo aquela tirada por equipamentos anteriores, com imagens de satélite.

De acordo com os cientistas, os recuos estão cada vez mais rápidos nos últimos dois séculos, o que coloca um alerta sobre a geleira e sobre o futuro do mundo, uma vez que os oceanos são diretamente impactados por essa movimentação.

A previsão é que muito em breve situações comecem a aparecer, uma vez que a geleira está sobrevivendo em seu limite. As mudanças serão rápidas e em grande escala.

Por conta disso, os pesquisadores seguem procurando novas maneiras de identificar complicações e deixar a sociedade segura dentro de suas construções de ete físico químico e possibilidades.

Afinamento do manto de gelo

Um dos itens que mais tem chamado a atenção dos especialistas e que tem gerado estudos especificamente para essa questão é o afinamento do manto de gelo na Antártida.

Isso porque até pouco tempo atrás acreditava-se que as camadas de gelo demoravam mais tempo para responder às mudanças de ambiente comparado a outras localizações.

Entretanto, com as pistas encontradas recentemente e com a melhoria nos equipamentos tecnológicos de pesquisa, foi possível identificar que esse processo é bem mais rápido do que ele aparenta.

Todos os anos há um despejo de bilhões de toneladas de gelo no oceano, reforçando ainda mais o impacto que essas alterações causam no mundo todo, sobretudo em áreas que estão diretamente relacionadas a ambientes costeiros.

Esse afinamento acontece em diversas geleiras e outros ambientes próprios da Antártica, e por isso têm sido acompanhados de perto por equipes de cientistas que desejam prevenir uma série de problemas no futuro.

O degelo tem um impacto direto no mundo, e pode acabar com espaços que hoje são habitados por milhares de pessoas, causando danos massivos tanto em questão de estrutura quanto de vidas.

A perda total da geleira Thwaites, e de outros locais próximos pode acabar transformando toda a geografia mundial, acabando com cidades inteiras e deixando as pessoas sob risco pesado.

Por isso, o acompanhamento científico desse tipo de mudança é muito importante, e os profissionais que trabalham com esse elemento se tornam essenciais para qualquer país.

O investimento na área da pesquisa é fundamental para garantir que os avanços tecnológicos na área continuarão acontecendo, além de gerar um interesse em novos pesquisadores se formarem.

Assim, equipes qualificadas sempre estarão disponíveis para avaliar e cuidar de elementos como esse, ampliando as chances de segurança e bem-estar da população em geral, que conta com um serviço de batimetria de lagos de qualidade.

Considerações finais

O impacto ambiental do colapso da geleira na Antártida será sentido pelo mundo todo, por isso é urgente que autoridades se juntem a pesquisadores e especialistas para começar a pensar em soluções.

Quanto antes a preocupação com o meio ambiente for uma pauta de foco nos governos e na sociedade, menores riscos o ambiente sofre de passar por mudanças drásticas, que terão impacto imenso nas pessoas.

Por isso, é fundamental estar atento a esse tipo de alteração climática e acompanhar de perto qualquer mudança que possa ocorrer nesse tipo de situação.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.