Técnicos foram acompanhados por representantes de órgãos de defesa ambiental - Foto: Beatriz Cunha/CDMA

A Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj (CDMA) vai acionar o Inea e a Prefeitura de Saquarema para pedir providências em relação às condições encontradas no Canal Salgado, onde técnicos da CDMA realizaram uma vistoria na quarta-feira (09/03), após receberem denúncias da população sobre irregularidades na região.

De acordo com os técnicos da Comissão, com 6 km de extensão, o Canal Salgado deveria cumprir a função de renovar as águas da Lagoa de Jaconé, mas, devido ao seu assoreamento e o despejo de esgoto in natura, o equilíbrio do ecossistema lagunar tem sido comprometido.

A vistoria foi acompanhada por diversos representantes de movimentos que trabalham pela preservação do meio ambiente em Saquarema, como SOS Jaconé, Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Museu dos Conhecimentos Gerais em Jaconé, Associação de Moradores e Amigos de Jaconé, Conselho Comunitário de Segurança em Saquarema, Movimento Muda Jaconé, SOS Canal Salgado, Associação de Pescadores de Jaconé, Saqua In Brazil, Subcomitê da Lagoa de Saquarema e Pastoral da Ecologia Integral da Arquidiocese de Niterói.

Essa é a segunda visita dos técnicos a Saquarema em duas semanas. Em 24 de fevereiro, a CDMA vistoriou as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) operadas no município pela concessionária Águas de Juturnaíba. As ações na cidade são fruto de uma audiência pública para debater os problemas das lagoas de Saquarema realizada pela Comissão no último dia 16.

Presidente da CDMA, o deputado Gustavo Schmidt ressalta a importância do engajamento da população na busca por soluções para as lagoas em todo o Estado.

“Estamos juntos com os ambientalistas e a população em geral na luta por soluções definitivas para revitalizar o sistema lagunar de Saquarema, que encontra-se poluído e assoreado, como também o Complexo Lagunar de Niterói e Jacarepaguá. Todos esses biomas estão ameaçados, comprometendo o turismo, a economia e dificultando, cada vez mais, a vida de pescadores que não têm outra opção de sustento”, afirma Gustavo Schmidt.

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