Imagem: Freepik

A nova realidade digital tem contribuído para a depressão em jovens em todo o mundo. Isso porque eles estão num processo de formação de identidade e buscam se comparar com outras pessoas o tempo todo.

Desde 2020, um estudo publicado no European Child and Adolescent Psychiatry, pesquisando 5.795 jovens, mostrou que 36% dos jovens apresentaram problemas de depressão. E desde maio de 2021, que os problemas emocionais se elevam também.

Por isso, as redes sociais, principalmente, têm uma influência direta nesse processo de depressão em jovens, por exemplo. Veja mais deste assunto neste post.

 Veja o que estará neste conteúdo:

  • Contexto digital e sua vulnerabilidade quanto a depressão em jovens;
  • Como a depressão em jovens aumentou com o uso das redes sociais.
  • Equilíbrio é a chave para sanar esse problema mental.

Contexto digital e sua vulnerabilidade quanto a depressão em jovens

Sobre a depressão em jovens, para contextualizar, vivemos em um mundo cada vez mais moderno, as pessoas se conectam o tempo todo com pessoas de todo o mundo, ou seja, de diferentes culturas, valores e estilo de vida.

E, as redes sociais contribuem para isso, pois elas nos permitem viver essa interação social com pessoas de várias partes do mundo.

Segundo a pesquisa Tic Kids Online Brasil, 82% das crianças e jovens relataram ter um perfil e usar as redes sociais no Brasil.

Mas você sabia que essa interação não é totalmente benéfica? Isso mesmo, há o lado ruim desse processo de interação virtual, e as meninas são as mais vulneráveis.

Isso porque há um processo de comparação de umas com as outras. Muitas delas buscam uma perfeição física e de estilo fora do comum, isso se baseando em outras meninas com as quais há interação.

Segundo o Hospital Proncor, em um estudo norte-americano, as meninas de 13 a 17 anos são as mais propensas a sofrerem depressão, devido ao uso excessivo das redes sociais.

Embora os meninos não fiquem fora desse cenário. 

E, quais são as redes sociais mais usadas pelos jovens?

  • Instagram; 
  • WhatsApp;
  • Youtube;
  • Tik Tok, principalmente.

Muitos jovens assim visam apps para ganhar seguidores de forma real que realmente traz o resultado prometido pelos sites e aplicativos que seria de entregar seguidores ativos e brasileiros em pouco intervalo de tempo. 

Porém, essa métrica de fama e vaidade (número de seguidores), que também pode ser adquirida através da compra de seguidores em sites brasileiros e reais, pode viciar os jovens ainda mais e a fazer eles ficarem por mais tempo nessa rede social para aumentar seus números.

Acompanhe esta leitura e veja mais!

Como a depressão em jovens aumentou com o uso das redes sociais

É nítido que a depressão em jovens aumentou com o uso das redes sociais, o que começou a ficar mais sério com o advento da pandemia causada pelo Covid-19.

Isso porque muitos jovens se viram mais isolados, ou viram a queda na renda familiar e tiveram que passar por um processo de readaptação social. E tiveram nas redes sociais e uso de aplicativos, um tipo de refúgio.

Em um estudo conduzido pela FGV, 41% dos jovens estão com sintomas de ansiedade, tristeza e depressão. 

Afinal, de que forma as redes sociais contribuem para esse mal?

  • Os jovens estão, cada vez mais, querendo estar por dentro do que ocorre no seu ciclo de amizades, não querem perder nada; 
  • Há uma disputa e comparação entre os jovens, sobre o que usam, onde vão, que estilo de se vestir, como vivem etc;
  • Eles consultam o celular o tempo todo e ficam nervosos com esse processo.

E isso desencadeia sintomas de ansiedade e depressão, segundo André Miceli, coordenador dessa pesquisa.

Soma-se a isso, o fato de haver um processo de comparação entre os jovens, isso porque as meninas não querem se sentir inferiores, ou buscam aquela perfeição de corpo e rosto com base em pessoas que elas seguem.

O que não é nada saudável, considerando a busca de uma qualidade de saúde mental ideal.

Com isso, aos poucos, os consultórios psiquiátricos começaram a serem mais acionados para tratar problemas de ansiedade e depressão.

Segundo o psiquiatra Guilherme Polanczyk, há um aumento expressivo de crianças e jovens na busca por consultórios de psiquiatria para tratar essas questões emocionais.

Em seguida, veja como ter equilíbrio para não cair nessa armadilha social.

Equilíbrio é a chave para sanar esse problema mental

Antes de falarmos sobre como buscar equilíbrio, para evitar depressão em jovens, vale ressaltar que estar nas redes sociais também tem seus benefícios, pois é um canal de socialização e as pessoas são seres sociais.

E muitos jovens ainda encontram pessoas com problemas semelhantes aos seus, o que faz eles se sentirem acolhidos. 

Assim, eles buscam cada dia mais, estarem debatendo e interagindo nesse âmbito.

Embora o uso de redes sociais, aplicativos e outros canais online devem ser feitos de forma moderada e/ou equilibrada.

Sabemos que usar as redes sociais pode ser viciante, devido aos estímulos até prazerosos que temos. Mas os pais e responsáveis pelos jovens devem fazer um acompanhamento e limitar o uso desses canais digitais.

Alguns médicos, por exemplo, dizem que o ideal também, é que o uso das redes sociais não seja feito durante duas horas antes de ir dormir, isso para não atrapalhar a qualidade do sono.

Mas, afinal, quais alternativas são recomendadas, em vez do uso das redes sociais?

  • A sugestão é que os jovens sejam estimulados a praticarem outras atividades, como um esporte;
  • Convivência física com amigos;
  • Ter horas programadas para estudos e leitura; 
  • Fazer meditação, dentre outras possibilidades.

Veja o que foi visto neste conteúdo:

  • Contexto digital e sua vulnerabilidade quanto a depressão em jovens;
  • Como a depressão em jovens aumentou com as redes sociais;
  • Equilíbrio é a chave para sanar esse problema mental.

Para finalizar, você conferiu como a depressão em jovens aumentou com as redes sociais, isso com base em estudos e pesquisas.

Conclusão

As redes sociais são usadas por muitas pessoas por até 8 horas por dia, incluindo os jovens. É um canal incrível de interação social, embora o uso excessivo deve ser combatido para o bem de todos.

Isso porque usufruir dos benefícios da tecnologia é necessário, mas buscar viver com mais equilíbrio mental é a chave para uma maior qualidade de vida.