La Niña
La Niña

Fenômeno climático deve influenciar temperaturas em todas as regiões do Brasil no verão de 2022

E mais uma vez o fenômeno La Niña pode influenciar o clima do verão brasileiro. De acordo com a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), o La Niña é um fenômeno climático conhecido por trazer invernos rigorosos e grandes períodos de seca por onde passa.

Segundo as informações de meteorologistas, o fenômeno está ganhando força desde novembro e deve ficar até a primavera de 2022, podendo causar um volume mais alto de chuvas em diversos países e regiões do mundo.

No Brasil, o La Niña deve afetar a temperatura principalmente no verão de 2022, mas será que vai ser preciso desligar ou ligar o ar-condicionado? Aqui, vamos mostrar as expectativas de meteorologistas sobre os principais impactos desse fenômeno no clima brasileiro.

O que é o fenômeno La Niña?

Para explicar as principais características do fenômeno La Niña, é preciso entender antes sobre outro evento climático, o El Niño.

O El Niño é um fenômeno climático que tem como principal característica o aquecimento das águas do Oceano Pacífico na zona equatorial. Geralmente, esse fenômeno acontece a cada quatro anos no mês de dezembro, por isso é chamado de “El Niño”, uma referência ao menino Jesus.

Basicamente, o El Niño enfraquece o deslocamento de massas de ar quente e úmido, assim os ventos que sopram de leste a oeste, acumulam água quente em partes do Oceano Pacífico. Isso se reflete no Brasil com o aumento do volume de chuvas na Região Sul e na diminuição das chuvas nas regiões Norte e Nordeste.

Bom, o La Niña é completamente o oposto do El Niño. Logo, esse fenômeno faz com que as massas de ar quente e úmido se intensifiquem, resfriando as águas do Oceano Pacífico.

Isso faz com que o volume de chuvas aumente na região da Amazônia e no Nordeste. E acaba provocando um volume menor de chuva, aumentando os períodos de seca na Região Sul. O fenômeno também é responsável por tornar o clima imprevisível nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Quais são os efeitos do fenômeno La Ninã no Brasil?

Geralmente, o La Niña se manifesta de duas formas na América Latina e isso reflete em diferentes regiões do país. O fenômeno costuma trazer muitas chuvas fortes, aumento do fluxo de rios e possíveis enchentes na Colômbia, no Equador e na Região Norte do Brasil.

Em contrapartida, o La Niña costuma trazer seca para Peru, Bolívia, Argentina, Chile e para a Região Sul do Brasil. Prova disso é que muitos desses países vêm enfrentando uma crise energética por causa da seca intensa de 2020 e 2021, que diminuiu o nível dos rios.

Enquanto no outro lado do país, nas regiões Norte e Nordeste, e em países como a Colômbia, houve abundância de chuvas. Na Colômbia, por exemplo, as represas alcançaram 86% de sua capacidade, quase o dobro da capacidade obtida no mesmo período do ano anterior.

De acordo com o Inmet (Instituto Nacional da Meteorologia), o retorno do fenômeno La Niña deve ser bem moderado durante a primavera em parte do país, o que afeta a regularidade das chuvas em várias regiões.

A expectativa é que o fenômeno La Niña dure até, pelo menos, fevereiro de 2022. A tendência é que o fenômeno persista durante todo o verão de 2022 e só perca força com a chegada do outono. Meteorologistas apontam que o evento climático deve ter muita influência no clima do próximo verão, que está para começar.

Análises prévias do fenômeno mostram previsões de chuva acima da média na maior parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o que pode ajudar a diminuir a forte seca dos últimos meses.

Outro efeito esperado do La Niña em 2022 é a baixa temperatura na maior parte do

Brasil. As temperaturas mais elevadas devem acontecer apenas na Região Nordeste, durante o próximo ano.

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