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Com o aumento da venda de carros elétricos no Brasil, esse sonho parece distante de muitos brasileiros. Isso porque os automóveis eletrificados ainda são muito caros no país. O iCar, da Caoa Cherry, é reconhecido como um dos modelos mais baratos disponíveis. Porém, o preço do hatch compacto inicia em R$149.990, algo muito distante da realidade dos brasileiros.

Nesse cenário, os consórcios se tornam uma alternativa viável. Para Fernando Lamounier, diretor da Multimarcas Consórcios, uma das maiores empresas do segmento do Brasil, o segmento se torna atrativo pelo seu aspecto de planejamento financeiro.

“Contratar consórcio tem sido uma alternativa para o brasileiro que precisa se planejar para adquirir seus bens. As altas taxas de juros cobradas pelos financiamentos comuns têm afastado os consumidores dessa modalidade de crédito, ao passo que os consórcios, na maioria das vezes, trazem mensalidades que cabem no bolso do cidadão comum”, afirma o executivo. 

De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, em outubro foram comercializadas 38,663 unidades de veículos eletrificados no país, entre elas 11.658 sendo completamente elétricos. Os dados apontaram um aumento em relação ao ano anterior, que alcançou 34.663 unidades, em um crescimento devido a alta na oferta de carregadores públicos e semipúblicos, totalizando 2.800 eletropostos no país.

Pensar no planejamento como forma de adquirir um automóvel elétrico no futuro pode ser uma boa alternativa. Segundo Ricardo David, sócio diretor da Elev, uma empresa especializada em soluções para todo o segmento dos carros elétricos, os automóveis eletrificados têm condições de se tornarem mais baratos no futuro.

“Os carros elétricos podem se tornar, até mesmo, mais baratos que os veículos a combustão. Porém, isso é algo para o futuro, que virá com muito investimento, desenvolvimento tecnológico e com planejamento. Principalmente no desenvolvimento das baterias”, afirma Ricardo David.

O especialista ainda afirma que os automóveis eletrificados poderão ser barateados por meio de um plano nacional para o desenvolvimento do setor. “Ainda precisamos de um planejamento sério sendo realizado pelo Estado brasileiro. Nesse segmento, ainda estamos engatinhando”, completa o executivo.

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