A explosão no número de e-commerces e aplicativos de consumo desde 2020 é inegável. A circulação restrita, principalmente nos períodos mais críticos da pandemia, forçou as marcas a se digitalizarem e aprenderem a trabalhar a experiência do cliente no universo online. Entretanto, uma outra tendência já se solidifica entre os consumidores e coloca as empresas em posição de repensar — novamente — suas estratégias. O impacto na saúde e no emprego trouxe novos ensinamentos e hábitos, o sentimento de solidariedade foi potencializado e se refletiu nas companhias, que precisam abraçar o lado humano e social de seus compradores. A reputação, mais do que nunca, está no topo da lista de prioridades quando é preciso assegurar sua relevância diante de um consumidor muito mais engajado, fiscalizador e interessado em propósitos.

Diante disso, o marketing não pode mais ser descolado da realidade. É preciso rever valores, o que se aprova ou desaprova em relação à sociedade, diversidade, meio ambiente e todo o contexto que permeia as atividades comerciais — já não há como ter uma reputação positiva se o lucro não estiver alinhado à responsabilidade social. E tais fatores impactam cada vez mais nas decisões de compra, como indicam diversas pesquisas sobre comportamento do consumidor e específicas de consumo. A Teads, plataforma global de mídia, acaba de divulgar, em parceria com a GWI, a Mobile Intender Study — um estudo global desenvolvido em 17 países, realizado com potenciais compradores de smartphone. Os dados gerais indicam que os consumidores de telefones celulares ainda são influenciados pelas atualizações tecnológicas dos dispositivos, mas as decisões financeiras e ambientais estão desempenhando um papel cada vez maior no ciclo de compra, aumentando a busca por produtos que tenham menos impacto no planeta e durem mais tempo uma vez que tenham sido produzidos, e que já não possuem fidelidade à alguma marca.

No recorte Brasil, quando perguntados sobre sustentabilidade, 68% disseram que pagariam mais por produtos ecologicamente corretos, 71% afirmaram que queriam que as marcas fossem socialmente responsáveis e/ou ecologicamente corretas e 71% que a durabilidade também era uma característica importante. De acordo com Paulo Itabaiana, Managing Director da Teads no Brasil, “o mercado de telefonia móvel enfrenta um momento em que os compradores ainda valorizam características de hardware e software para a escolha de seus aparelhos, mas passam a considerar também o custo-benefício e a responsabilidade social e ambiental das empresas. Um produto que reforce a credibilidade da mensagem deve ser levado em consideração para manter a fidelidade dos usuários no Brasil”.

Além disso, 84% dos entrevistados considerariam mudar de fabricante — indicando baixa fidelidade à marca, com Millennials (86%), GenZ (82%) e GenX (81%) sendo os mais propensos à troca. Este é outro fator que já apontava uma mudança de perfil do consumidor e alertou as marcas ainda antes da pandemia: a geração Z, tida como os nascidos entre 1997 e 2010, adquirindo poder de compra e quais seus hábitos de consumo, uma vez que esta é a primeira geração de nativos digitais, que cresceram com hábitos tecnológicos. Especialistas concluem que teremos uma ascensão exponencial de consumidores que esperam agilidade, comodidade e praticidade. Para eles, a nova audiência procurará por personalização, assim como marcas que agreguem valor aos produtos, mesmo sob um custo maior, desde que com uma entrega consistente de ética e propósito.

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