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O texto final da COP28, Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, representa um avanço na luta contra a crise climática ao mencionar a eliminação dos combustíveis fósseis até 2050. No entanto, o alcance desse objetivo depende da realização de duas metas destacadas na conclusão da conferência: triplicar a capacidade de geração de energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. Com fontes abundantes de energia limpa, o Brasil pode fortalecer sua matriz energética reduzindo a dependência de termelétricas por meio da aceleração da construção de usinas solares, eólicas, de biomassa e de hidrogênio verde. 

A transição energética, no entanto, começa com eficiência energética. A redução do consumo de energia através de soluções de alto desempenho energético pode resultar em uma queda de aproximadamente 35% nas emissões globais de CO₂, conforme estimado pela Agência Internacional de Energia (AIE). Para chegar a emissões líquidas zero no setor industrial serão necessários investimentos em tecnologias de descarbonização, que não dependem de combustíveis fósseis, como bombas de calor para produzir simultaneamente água quente e água gelada a partir de energia elétrica, energia solar térmica para geração direta de vapor ou cogeração de energia aproveitando biomassa sustentável. Essas tecnologias já estão disponíveis hoje. O Brasil está bem-posicionado para ser um dos líderes neste esforço global de descarbonização. 

Destaca-se a importância do acesso de Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que representam 90% das empresas globais no movimento da descarbonização. O Programa PotencializEE, criado no âmbito da Mitigation Action Facility, oferece apoio técnico e financeiro para essas empresas, impulsionando seus esforços na redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). 

A transição sustentável e equitativa em direção a uma economia de baixo carbono é um objetivo que deve se materializar em todos os setores produtivos, sem distinção.

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