Covid-19
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Durante a XI Reunião Anual do ILSI Brasil (International Life Sciences Institute do Brasil), uma importante questão foi debatida com a comunidade científica. Trata-se dos impactos ambientas deixados pela pandemia da Covid-19. O Dr. Douglas McIntosh, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, trouxe alguns elementos para a discussão, principalmente ligados ao conceito de saúde única. Ele ainda destacou problemas decorrentes do aumento de lixo hospitalar durante a pandemia.

“A saúde humana, animal e ambiental são interligadas. Esta é a ideia de saúde única. A Covid-19 provou isso: uma doença humana com origem em animais silvestres causada por impactos humanos no meio ambiente e mudanças climáticas. Tudo está interligado”, explicou o professor.

O período de lockdown, causado pelas restrições devido à pandemia, gerou dados importantes, como uma queda de 20% na emissão de gás carbônico, fato inédito desde 1970. Entretanto tal aspecto durou muito pouco. O conceito de antropausa, nome dado pela ciência, é entendido como o ‘descanso’ que os humanos deram à natureza pela falta dos impactos ambientas, poluição e emissão de gases.

O surgimento da Covid-19 gerou um aumento da geração de lixo hospitalar em todo o mundo, bem como no volume de resíduos perigosos e plásticos domésticos. Para se ter uma noção desse aumento, em 1950, o mundo produzia 2 milhões de toneladas métricas de plástico. Em 2017, foram 8.3 bilhões de toneladas métricas de plástico e a projeção para 2050 é de 34 bilhões de toneladas métricas de plástico produzido. De acordo com uma pesquisa da Agência Internacional de Energia Atômica (International Atomic Energy Agency – IAEA), nos próximos 80 anos, a quantidade de plástico nos oceanos pode aumentar em até cinco vezes.

“O plástico também tem impactos importantes no meio ambiente. Eles se movem, não ficam parados onde são descartados. Conseguem se transportar ao redor do mundo de diferentes formas, ficando depositados em todos os ambientes e águas, entrando em todos os biomas. Os plásticos também estão envolvidos em outra pandemia chamada “Resistência Antimicrobiana” com impactos pouco visíveis. É por meio de micro plásticos que antibióticos e metais pesados servem como reservatórios para comunidades de bactérias que podem retornar aos seres humanos”, finaliza o Dr. Douglas McIntosh.

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