dimensões da sustentabilidade

A conjunção das palavras dimensões da sustentabilidade não é uma união a que muitos estão habituados.

dimensões da sustentabilidade

Quando vem à mente a palavra “sustentabilidade”, é verdade que mais frequentemente uma imagem fixa e um conceito específico apareçam na mente das pessoas.

Atos que completam a unidade desse conceito geralmente dizem respeito a coleta de lixo hospitalar empresas, por exemplo.

E embora esse conceito remeta a uma ideia bem esclarecida e bem concebida, para não dizer bem sólida, a verdade é que “sustentabilidade” é um termo que é alicerçado por algumas bases suportivas.

Elas podem parecer elípticas e ocultadas, mas não assustam e nem sobressaltam ninguém pela sua estranheza, visto que desta possuem nada.

Neste artigo, será possível ver o que são, quais são e de que maneiras são importantes várias dimensões da sustentabilidade.

O que são e quais são as dimensões da sustentabilidade?

As dimensões da sustentabilidade correspondem a oito faces diferentes do macroconceito das dimensões da sustentabilidade ou, ainda, representam os sete alicerces que suportam esse mesmo conceito. Estas seis faces ou dimensões frequentemente comentadas são:

  • Social;
  • Econômica;
  • Cultural;
  • Espacial;
  • Política nacional;
  • Política internacional.

É importante ter em mente que nenhuma dessas faces é imutável, e é justamente por isso que a sustentabilidade também não é um conceito fixo diante a suscetibilidade das mudanças provocadas por elas

ecological notebook with recycle sign

Sendo assim, todas essas dimensões, os quais cobrem o conceito da sustentabilidade, podem impactar, por exemplo, a inviabilidade da vida de uma muda de tumbérgia arbustiva, algo que é inegavelmente uma agressão à natureza.

Para que melhor se compreendam as especificidades de cada um desses conceitos, eles serão explicados de forma mais detalhada ao longo deste artigo.

A dimensão social

A dimensão social diz respeito aos impactos que a adoção de dimensões igualitárias pode exercer sobre a preservação ecológica do meio ambiente. 

A distribuição igual de bens, a equidade e o melhoramento do capital humano são condições indispensáveis para um desenvolvimento sustentável.

Para além, diz respeito às maneiras que as sociedades podem reduzir e pormenorizar os danos das dimensões causados à natureza e ao meio ambiente, ainda que estas sejam extremamente pequenas.

A dimensão econômica

Na dimensão econômica se incutem noções relativas ao dito “capital artificial”, que inclui a economia e atividades que fazem girar a própria grande roda econômica.

Esta dimensão é intrinsecamente ligada à social, posto que é impossível que a outra seja desenvolvida sem uma boa performance desta.

Este campo diz respeito a todos os movimentos que fazem a economia girar, sejam estes agentes estatais, privados, corporativos ou que agem sob concessão.

A dimensão cultural

A face cultural está encarregada de prover soluções específicas e precisas à questão sustentável sob o prisma das diferentes culturas.

Isto é, as soluções são pensadas adaptada e contiguamente a cada cultura e a cada ecossistema. 

De nada vale realizar uma abordagem que soa valorosa objetivamente à obtenção de uma melhor preservação do meio ambiente se ela agride ou lesa uma cultura específica.

Por exemplo, a retirada de entulho de madeira nem sempre pode ser um ato bem-visto a depender do ecossistema em que o mesmo se encontra.

A dimensão espacial

Também cunhada de dimensões geográficas, ela objetiva o tratamento de questões referentes à superpopulação que habita locais inadequados, à aglomeração urbana e as intensas dispersões de povos que se sucederam ao longo do tempo.

O seu objetivo visa a um possível estabelecimento futuro de um equilíbrio e de uma boa distribuição espacial do contingente populacional existente.

Essa questão é mais observável em países que pertencem à classificação de: países emergentes ou países de terceiro mundo, que frequentemente são o Brasil, a Índia, a China e outros países da América Latina, da Ásia e da América Central.

Nesse sentido, a remoção de entulho ensacado pode ser um movimento que ajuda a solucionar a questão espacial.

A dimensão política nacional

Esta concerne às todas as práticas políticas que são exercidas em um país específico. Neste caso, trata-se do Brasil.

A ideia é compreender de que maneira a execução e a jurisdição das leis impactam diretamente as demais faces do desenvolvimento sustentável.

É necessário entender, entretanto, que a dimensão política nacional nem sempre é soberana e que às vezes se prostra ante aspectos legais que impedem a sustentabilidade.

A dimensão política internacional

Tal qual a outra em matéria de política, essa abraça um cenário mais amplo: o internacional. Diz respeito à legislação internacional e atos políticos empreendidos por outros países para a concretização de um desenvolvimento sustentável.

Em muitas ocasiões, a política internacional configura e reconfigura os atos políticos que pertencem à esfera nacional. 

O movimento contrário pode acontecer também, mas geralmente é exercido por países poderosos e influentes.

É possível compreender, por meio desta, por exemplo, se um país do exterior incumbe legislações muito exigentes para a obtenção de um laudo de vibração ambiental.

A importância de conhecer as dimensões da sustentabilidade

Como vários dos problemas que assolam a humanidade, a agressão e os esfacelos à natureza não têm um princípio razoável. 

É comum que se atribua um fator ou um único culpado pelo descuido para com a natureza, vide o desmatamento desenfreado ou a postergação ante o problema por parte de pessoas influentes.

Contudo, a multifatorialidade sempre entra em cena. Por exemplo, o mau descarte de tinta é um erro que compete, não somente à negligência política, mas também ao comportamento social e à dimensão espacial.

Compreender o impacto que cada uma dessas faces pode exercer sobre princípios de sustentabilidade é indispensável para que se possa solucionar essa questão de maneira eficaz.

Esse movimento reflexivo deve ser empreitado e realizado por agentes sociais que exercem poder sobre a questão, como políticos, homens de grande poderio econômico, ativistas e a própria população.

Mesmo empreendimentos pequenos como um fornecedor cosméticos atacado deve incitar a reflexão da questão sustentável sob os seus lucros, as suas ânsias de mercado e mesmo sob os processos de produção aos quais recorre.

Portanto, as dimensões ou facetas da sustentabilidade permitem à sociedade, ao âmbito político nacional e internacional compreenderem outros problemas periféricos à questão sustentável, sem os quais a natureza provavelmente seria mais bem preservada:

  • A má distribuição de renda;
  • A habitação inóspita e inadequada em centros urbanos;
  • A cultura adaptada ao desmatamento;
  • Jurisdições e legislações que impedem a sustentabilidade;
  • Legislações que são complacentes para com o desmatamento.

O que fazer para agir de maneira sustentável?

É verdade que muitas das questões abordadas pelas dimensões da sustentabilidade fogem à competência de indivíduos comuns e, às vezes, mesmo à competência de médias e pequenas empresas.

Por outro lado, imputar a culpa aos que estão no topo da estratificação social não é uma atitude justa e também não soluciona nem uma mísera parcela do problema.

Os detalhes do problema, geralmente só se solucionam com empreitadas coletivas, globais e de grande magnitude, mas existem pequenos gestos que podem tornar a questão sustentável em algo mais real, conceptivo e menos ilusório.

Por exemplo, realizar o bom descarte de kit de energia solar off grid pode ser um pequeno ato rumo à uma grande modificação no status quo da natureza. Além disso, é possível:

  • Refletir sobre a pertinência de adquirir um produto;
  • Pensar como o consumo de algo pode impactar o planeta;
  • Buscar conhecer mais sobre as marcas que os produzem;
  • Refletir criticamente sobre os cenários social e político;
  • Conscientizar quem está insciente dos perigos do desmatamento.

Se aliados, esses atos podem servir à boa construção de um caráter reflexivo, crítico e proativo que se posicione ante a sustentabilidade e os impactos que as suas várias dimensões podem exercer sobre o mundo e sobre a própria questão sustentável.

Essas questões são pertinentes a indivíduos e à sociedade, mas também devem ser autocolocadas por entidades, empresas, grandes organizações e corporações, que também são responsáveis pela sustentabilidade e pela preservação da natureza.

Considerações finais

Viu-se, neste artigo, que a sustentabilidade parece ser um conceito encerrado e muito preciso, mas na verdade é um conceito abrangente, plural e amplo.

Alguns dos pontos que lhe convêm foram abordados, pois são considerados os principais para se pensar na sustentabilidade como um problema multifatorial.

Para resolvê-lo, portanto, é necessário o emprego de múltiplos esforços, advindos de todas as dimensões, faces e campos que podem se apoderar desse problema e torná-lo, ao menos, passível de ser solucionado.

A rota é longa, mas os cuidados e o constante estado de controle de danos deve ser estabelecido caso se almeje de fato uma natureza menos esfacelada, agredida e negligenciada pela humanidade e pelos seus atos descomedidos.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.