Elon Musk, que se autodenomina “absolutista da liberdade de expressão”, terá de encarar a moderação de conteúdo para não perder receitas publicitárias do Twitter, empresa comprada por ele por US$ 44 bilhões. Nesta semana, duas grandes empresas de publicidade americanas recomendaram que seus clientes adiassem temporariamente anúncios no Twitter por causa de preocupações com a capacidade da empresa de monitorar seu conteúdo.

Dessa forma, o bilionário tem tomado medidas para afastar preocupações em relação ao seu comando na empresa. Ele afirmou que o Twitter não permitirá que ninguém que tenha sido removido do serviço por violar suas regras volte à plataforma até que a empresa tenha um processo claro para coordenar o problema em vigor – o que, segundo ele, levará pelo menos algumas semanas.

Musk disse no Twitter que conversou com líderes da sociedade civil sobre como a empresa continuará a combater o ódio e o assédio e a aplicar políticas de integridade eleitoral.

Para ajudar a aconselhar sobre moderação de conteúdo, ele anunciou planos de convocar um conselho para o tema. “O conselho de moderação de conteúdo do Twitter incluirá representantes com visões amplamente divergentes, o que certamente incluirá a comunidade de direitos civis e grupos que enfrentam violência alimentada pelo ódio”, disse.

Trump

Musk é a favor da reversão de algumas das regras do Twitter que regem o conteúdo. Ele disse que, entre as pessoas que ele receberia de volta, está o ex-presidente Donald Trump, após o motim de 6 de janeiro no Capitólio.

Assim, Musk também quer que a rede social se torne menos dependente de publicidade – que responde por quase 90% da receita total da empresa -, e vê um caminho para aumentar a receita com a venda de assinaturas. Ele recentemente tuitou que estava se inclinando para uma oferta de assinatura de US$ 8 por mês.

Outras mudanças que Musk apresentou incluem a cobrança pelo processo de verificação de usuários. Esse serviço, que adiciona um selo azul nas contas daqueles que são verificados, atualmente é gratuito, mas apenas contas consideradas “notáveis” pelo Twitter podem obtê-lo. (FONTE: DOW JONES NEWSWIRES)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.