O desenvolvimento sustentável dos municípios é um dos principais entraves de governos em todo o mundo, que buscam, cada vez mais, reduzir a poluição, seja com a diminuição na geração de lixo, ampliação de energias sustentáveis ou mesmo com a diminuição da emissão de poluentes, como o CO², um dos maiores desafios da atualidade.

Relatório do Observatório do Clima revelou que a média per capita de emissão de CO² por brasileiro é de 10,2 toneladas por ano, quando a média mundial é de 6,7 toneladas. O Brasil, de acordo com o estudo, é o 5.º entre os maiores poluidores, ficando atrás apenas de China, Estados Unidos, Rússia e Índia.

Em um país onde uma das principais fontes de poluição vêm da frota de veículos, composta por 15 milhões de automóveis segundo relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), empresas de diversos setores estão empenhadas em transformar a realidade e já colocaram no mercado ideias de sustentabilidade pensando na redução de poluentes. Uma dessas soluções são os modais elétricos, de acordo com relatório publicado no Conselho Internacional de Transporte Limpo, nos Estados Unidos. Com bateria de tamanho médio, esses veículos emitem ao longo da sua vida útil entre 60% e 68% menos carbono na comparação com um motor de combustão interna.
 

No Brasil, a Reserva, marca de roupas do grupo AR&Co e ama das maiores varejistas da indústria têxtil com selo de certificação do Sistema B, adotou o uso de caminhões elétricos para as entregas no estado do Rio de Janeiro. Rony Meisler, fundador da Reserva e CEO da AR&Co, explica que “esse foi um dos primeiros passos para reduzirmos nossas emissões de carbono e pretendemos expandir cada vez mais ações que minimizem nossos impactos negativos, desde a produção das peças até o ciclo final do produto”. A marca brasileira também foi uma das primeiras a assinar a Fashion Industry Charter, compromisso da indústria da moda com a ONU (Organização das Nações Unidas) para reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2030. E em 2021 a empresa se tornou uma das signatárias do NET Zero, outro compromisso para ação climática.

Incentivando a educação corporativa para o uso de bikes elétricas, a E-moving também é exemplo de como pensar mobilidade no mercado de trabalho é a combinação perfeita para práticas sustentáveis. Dentre as soluções da startup, referência em aluguel corporativo de bicicletas elétricas no Brasil, está o que chamam de vale-bike, um benefício corporativo concedido por empresas a seus colaboradores, substituindo o vale-transporte. “Nascemos em 2015 com o propósito de transformar o transporte urbano e levar mais qualidade de vida para as pessoas por meio da bicicleta elétrica, o primeiro benefício corporativo de mobilidade sustentável pensado para os colaboradores das grandes empresas”, afirma Gabriel Arcon, CEO e Fundador da E-moving.

Alinhada com as práticas ESG e com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU (Organização das Nações Unidas), as bikes fortalecem o employer branding das empresas e garantem o bem-estar físico e mental dos colaboradores.

Recentemente, a E-moving lançou também motos elétricas 100% para o B2B. Com mensalidades a partir de R$ 699, as motos têm autonomia de 150 km, contam com duas baterias e motor de 3000W. “Entendemos que estamos em um momento onde se faz necessário pensar em alternativas que possam, de alguma forma, contribuir com as emissões de gases poluentes”, completa Arcon.